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É a voz de Maicon Tenfen na Veja. Para nós, ele diz, com brilho e graça, o óbvio. Mas nos dias de hoje tudo que é evidente torna-se motivo de gritaria na rede. Infelizmente nunca foi tão necessário repetir o óbvio. Felizmente para o Maicon, que já está entre os colunistas mais lidos da revista. 

Seu último comentário sobre a onda de denúncias de assédio sexual está uma delícia. No final, ele usa o conceito correto: histeria.

Quem tem um mínimo de contato com os EUA sabe que se trata de um país histérico. Pelo menos dois episódios de sua história demonstram a tese cabalmente: as Feiticeiras de Salem, da época colonial, transformado em peça clássica de Arthur Miller, e o macartismo da década de 50. Ambos episódios ancorados no puritanismo hipócrita que fundou a nação. 

Muito despistado quem não perceber a semelhança do momento atual com as acusações infundadas e falsas de crimes religiososo, sexuais ou políticos de épocas passadas. Tragédia é a mania brasileira de só adotar, adquirir, importar os que os EUA têm de pior _ pela esquerda ou pela direita, na cultura, na política e na economia. 

Passamos batido pelos muitos, inegáveis e inequívocos méritos da sociedade americana. Mas o politicamente correto mais histérico e contraprodutivo, os argumentos da luta contra o racismo que só se aplicam à experiência americana e que nada servem para combater a nossa forma de desigualdade e discriminação racial, o feminismo puritano e antierótico voltado contra os homens, que também em nada somam para uma convivência de harmonia e cooperação entre os sexos _ isso tudo, opa, é conosco mesmo junto com bonecas Barbie, McDonald’s e filmes de Hollywood de quinta categoria.

Clique aqui para ler a coluna de Maicon Tenfen na íntegra.

O belo obituário de ROGÉRIA na Veja claramente inspirou-se na biografia escrita por Márcio Paschoal, lançada pela Sextante em outubro de 2016. No fim de semana passado, na Travessa-Botafogo, o livro de Márcio voltou à vitrine. Motivo triste, muito triste, mas é melhor assim, pois a narrativa de Márcio dá eternidade a Rogéria. Aliás, é como termina o obituário da revista:

“… Nunca renegou Astolfo: era seu nome e sua identidade primeira. Pois foi Astolfo Barroso Pinto quem morreu de uma prosaica infecção urinária. Rogéria apenas saiu de cena.”

Nosso querido autor da série QUISSAMA, Maicon Tenfen, escreveu um artigo perfeito sobre os riscos de guetificação da sociedade brasileira se esta mergulhar na lógica do politicamente correto e na grita das reparações históricas. Leitura muito enriquecedora.

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Nosso autor da área de negócios César Souza acaba de compartilhar conosco uma matéria impressionante da Veja.com sobre as perdas que o precário atendimento à clientela causa às empresas brasileiras. Segundo a consultoria Accenture, chegam a 217 bilhões de reais os prejuízos das empresas por problemas no tratamento com os clientes.

Não só com livros mas em vários segmentos da economia, o fator preponderante para a escolha do consumidor brasileiro é o boca a boca. A insatisfação com os serviços e a má reputação causam às empresas índices estratosféricos de baixa fidelização. Só em 2015, 85% de consumidores de vários serviços – de empresas aéreas a telefônicas – migraram de prestadores.

Um grande problema apontado na matéria da Veja é a maneira como se usa a tecnologia eletrônica. O brasileiro gosta de se sentir merecedor de um tratamento personalizado, e a linguagem digital representa o oposto disso, causando frustração para um grande número de pessoas. A incompetência no tratamento do digital é uma marca da empresa brasileira. Para a VB&M, entre os serviços que usamos, o Itaú é o campeão em matéria enfiar tecnologia goela adentro do cliente, sem contemplar as nuances de cada solicitação, criando assim situações de impasse.

Só tem uma notícia boa diante desse quadro: o lançamento de CLIENTIVIDADE: COMO OFERECER O QUE O SEU CLIENTE QUER, de César Souza. O livro mostra o que o empresário e os gestores têm que fazer para desenvolver uma atitude de clientividade em seus negócios. Tomara que eles aprendam.

Clique aqui para acessar a matéria da Veja.

LVB