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Ancelmo Gois noticiou em sua coluna do Globo a negociação dos direitos de O SEGREDO DO ORATÓRIO e UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA, de Luize Valente, visando a dois seriados de TV. Compraram os direitos os super brilhantes e competentes diretores e produtores de cinema Paula Fiúza, do documentário “Sobral”, e Breno Silveira, de “Dois filhos de Francisco”. Realmente, o trabalho literário de Luize parece pronto para a linguagem cinematográfica.

Ancelmo revelou também que o novo romance da autora, SONATA EM AUSCHWITZ, sai pela Record em outubro. Outro livro a apresentar aspectos ainda incrivelmente desconhecidos da tragédia do Holocausto, com cenários em Berlim e Orade, esta uma cidadezinha romena com um terço da população de judeus, na época da ascensão do nazismo e durante a guerra; nos campos de Terezin e Auschwitz; e em Lisboa e no Rio de Janeiro, estas as partes contemporâneas.

Luize Valente tem um talento impressionante para comunicar como se sentiam e vivenciavam aqueles tempos negros. A Noite de Cristal descrita em SONATA DE AUSCHWITZ é tão viva que, terminada a leitura da passagem, achamos que vamos abrir a porta de casa e na rua encontrar cacos de vidro das vitrines quebradas. Dois protagonistas do romance já apareceram em UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA. Para quem quer material para grandes seriados, nada mais impactante e bem construído.

O Giro de Livraria na Travessa de Ipanema, há poucas horas, deu muita alegria. Gratificante ver muito bem expostos tantos livros com os quais nos envolvemos piscando para os clientes da livraria. Mas, pudera, todos livros lindos, importantes, alguns verdadeiramente seminais. Muito orgulho.

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Na vitrine já pronta para o Dia da Criança, brilha FLÁVIA E O BOLO DE CHOCOLATE, de Míriam Leitão (O ESTRANHO CASO DO SONO PERDIDO ainda vem aí). Bem na entrada, à esquerda, O ARROZ DE PALMA, de Chico Azevedo, e UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA, de Luize Valente; andam sempre juntos esses dois. Logo em seguida, na mesma estante, O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, de Ronaldo Wrobel. Um pouco mais para dentro da loja, mas na mesma parede, A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha. Na mesa, belas pilhas de WELCOME TO COPACABANA, de Edney Silvestre, e A PRIMEIRA HISTÓRIA DO MUNDO, de Alberto Mussa.

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Isso, de ficção brasileira. De estrangeira, estavam lá FABIÁN E O CAOS, de Pedro Juan Gutierrez, romance maravilhoso passado no início da revolução cubana, e QUANDO VOLTARÁ A SER COMO NUNCA FOI, de Joachim Meyerhoff.

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De não-ficção, mais uma bela pilha de TENENTES, a pesquisa competente e boa de ler de Pedro Dória sobre o movimento tenentista, e a presença já clássica de HISTÓRIA DO FUTURO, de Míriam Leitão.

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