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O Lambda Literary, grande site literário americano de literatura homossexual, publicou crítica ótima e exaustiva do romance JEWS QUEERS GERMANS, de Martin Duberman, que representamos para a Seven Stories Press. O romance é um mergulho no universo da elite alemã entre 1907 e 1930, quando os numerosos gays daquela comunidade tinham que viver em completa clandestinidade. Vale ler a resenha.

‘Jews Queers Germans’ by Martin Duberman

Na gostosa sessão “By the Book” do suplemento literário do New York Times, o premiado escritor Viet Thanh Nguyen, que conquistou o Pulitzer de ficção com THE SYMPATHIZERS, endossou o romance de Kia Corthron, THE CASTLE CROSS THE MAGNET CARTER, que representamos para a Seven Stories Press. À pergunta “qual foi o último grande livro que você leu”, Nguyen respondeu citando o trabalho de Kia, que, aliás, também já foi premiado como estreia em ficção:

“Esse longo romance, ambicioso e desafiador, mereceria muito mais atenção. Conta a história dos EUA no século XX por meio das vidas entrecruzadas de dois irmão brancos e dois negros. É alternadamente terno, brutal e gratificante.”

Na entrevista, Nguyen citou ainda outro título da SSP, POSTCARDS DO FIM DA AMÉRICA (Cartões postais do fim dos EUA), de Linh Dinh _ uma crônica da decadência americana através das viagens do autor pelo país. Depois da vitória de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos, muitos intelectuais e autores de esquerda passaram a considerar que está na hora de um esforço com vistas a entender e fazer contato com o país profundo. Foram esses o objetivo e a obra de Linh Dinh, e suas conclusões estão no livro.

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“Kia Corthron’s “The Castle Cross the Magnet Carter.”

This big, ambitious, challenging novel should have gotten much more attention. It tells the 20th-century history of the United States through the intersecting lives of two white brothers and two black brothers. It is, by turns, tender, brutal and redemptive” –Viet Thanh Nguyen, Pulitzer Prize winning author of The Sympathizers.

USA. Boston, Massachusetts. 2002. Professor Noam CHOMSKY.[lF][lF]Contact email: New York : photography@magnumphotos.com Paris : magnum@magnumphotos.fr London : magnum@magnumphotos.co.uk Tokyo : tokyo@magnumphotos.co.jp Contact phones: New York : +1 212 929 6000 Paris: + 33 1 53 42 50 00 London: + 44 20 7490 1771 Tokyo: + 81 3 3219 0771 Image URL: http://www.magnumphotos.com/Archive/C.aspx?VP3=ViewBox_VPage&IID=2K7O3R83XKEJ&CT=Image&IT=ZoomImage01_VForm

USA. Boston, Massachusetts. 2002 | photography@magnumphotos.com

O novo livro de Noam Chomsky, que representamos para a Seven Stories Press, REQUIEM FOR THE AMERICAN DREAM, uma análise devastadora do capitalismo e da democracia nos EUA, está vendido por enquanto para dez países.

Entre nossos clientes no Brasil e em Portugal, foi para Bertrand e Presença, que devem lançá-lo praticamente junto com a edição americana, entre abril e maio de 2017. A eleição de Donald Trump aumentou ainda mais o interesse na obra.

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CASTLE CROSS THE MAGNET CARTER, de Kia Corthron, publicado pela Seven Stories Press, cliente da VB&M, conquistou o prêmio de melhor romance de estréia em 2016, atribuído pelo Center For Fiction, instituição ligada à Mercantile Library, de Nova York, dedicada a promover a leitura e a literatura contemporâneas.

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Kia Corthron

No blog da agência, há um texto sobre a Mercantile Library, fundada no século XIX por comerciantes da cidade e por eles financiada até hoje.

O romance de Kia é magistral. Acompanha a história dos EUA durante toda a segunda metade do século XX a partir da trajetória de dois pares de irmãos, brancos e negros. O primeiro cresce sob a égide da Klu Klux Klan. O segundo tem como referência um defensor dos direitos civis e a memória familiar de uma avó que morreu linchada.

http://centerforfiction.org/awards/the-first-novel-prize/

O Publishers Market Place anunciou ontem a venda que fizemos para Ana Paula Costa, na Bertrand Brasil, em nome da Seven Stories Press, do mais recente livro de Noam Chomsky, REQUIEM PARA O SONHO AMERICANO, considerado pelo próprio autor seu opus magnum.

Chomsky é um dos pensadores mais influentes da contemporaneidade e, pela primeira vez, dedica um livro inteiro, organicamente desenvolvido, não um conjunto de ensaios, ao tema da desigualdade de renda e riqueza. A franqueza sem precedentes com que expõe suas ideias políticas, a amplitude e profundidade de seu pensamento e o didatismo com que analisa questões as mais complexas são impressionantes. REQUIEM PARA O SONHO AMERICANO há de ficar para a posteridade como uma de suas contribuições mais importantes e seminais para o pensamento político.

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Baseado em quatro horas de entrevistas feitas pelos editores do livro com o autor, REQUIEM PARA O SONHO AMERICANO é um ensaio produzido junto com o documentário long-form homônimo, que vem angariando os mais entusiasmados aplausos nos mais diversos festivais e sempre que é exibido nas universidades americanas. O trailer do documentário, disponível no Netflix, está causando furor.

https://www.youtube.com/watch?v=zI_Ik7OppEI

A Seven Stories Press publicará o livro nos EUA em maio de 2017. Por aqui, a tradução será iniciada assim que for entregue o manuscrito final, prometido para muito breve. Por ora, sairá também na Itália, Espanha, Grécia, Croácia, Turquia, Japão e China. Mas a lista está crescendo! De nossa parte, fechada a negociação no Brasil, o foco agora é a terrinha.

Cory Silverberg, autor de SEX IS A FUNNY WORD: A BOOK ABOUT BODIES, FEELINGS AND YOU (“Sexo é uma palavra gozada: um livro sobre corpos, sentimentos e você) ganhou US$ 10.000 com o prêmio Norma Fleck, atribuído à melhor obra infantil de não-ficção segundo The Canadian Children’s Book Center (o Centro do Livro Infantil Canadense). Realmente o trabalho de Cory, publicado pelo Triangle Square, o selo para crianças e jovens da Seven Stories Press, é um primor de inteligência, generosidade afetiva e lucidez.

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Winners Announced for the
2016 Canadian Children’s Book Centre Awards

$145,000 in prize money awarded to Canadian children’s authors and illustrators

Sex Is a Funny Word: A Book About Bodies, Feelings, and You, written by Cory Silverberg and illustrated by Fiona Smyth, won the Norma Fleck Award for Canadian Children’s Non-Fiction ($10,000)

http://us8.campaign-archive1.com/?u=f4462418034e4d4e98484c8f0&id=f40dddccb8&e=91949da88c

O jornal Washington Post publicou uma bela entrevista com Innosanto Nagara, o designer, ilustrador e autor de literatura infantil, cuja obra sai pela Seven Stories Press. Nagara, que nasceu na Indonésia, tem três livros na SSP, todos surpreendente bem sucedidos.

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O primeiro foi A IS FOR ACTIVIST, A de ativista, que dá uma noção do ABC para a turminha até três anos, assim como COUNTING ON COMMUNITY, contando a e com a comunidade, que ensina matemática. O primeiro já vendeu incríveis 50 mil exemplares para SSP, que o publicou depois de uma edição independente.

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Na entrevista para o Post, Nagara defende a importância de se falar de assuntos sérios e política com as crianças. Elas captam muito mais do que o adulto tende a crer.

https://www.washingtonpost.com/news/parenting/wp/2016/11/15/a-q-a-with-innosanto-nagara-author-of-social-change-books-for-kids/

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Há muito tempo fora de catálogo, o único livro de Kurt Vonnegut para crianças, SUN MOON STAR, está voltando às livrarias americanas pela Seven Stories Press, que VB&M representa no Brasil. Originalmente lançado em 1980, o livro, uma visão originalíssima da Natividade, acaba de ganhar resenha elogiosa de Publishers Weekly, guia do mercado editorial nos EUA.

O livro de Vonnegut é de fato muito delicado, brilhante, merece todos os elogios. A história, contada pelos olhos do bebê, reflete a desorientação do Criador do Universo diante do real. Supostamente, é voltado para os leitores entre cinco e nove anos. Na verdade, é livro para todas as idades e religiões, inclusive para os ateus.

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Long out of print, Vonnegut’s only book for children—a 1980 interpretation of the Nativity story—returns in a new edition, again paired with graphic designer Chermayeff’s cutout shapes of stars, suns, and moons, set against deep blue backgrounds. The child is referred to only as It or the Creator of the Universe, and Vonnegut’s narrative dwells on the child’s disorientation having traded an existence in which “It had known all things and been all things” for the limitations of human flesh. Readers soon learn that the celestial objects the infant sees are actually people and things nearby, transformed by bleary, teary eyes and the novelty of sight itself. A crescent moon, for example, is actually “the forehead of Joseph,/ who would pretend to be the Creator’s father/ with all his heart.” Mary, the shepherds, the Wise Men, and Herod are all present or discussed, but it’s Vonnegut’s descriptions of the sheer newness of human experience (the child’s “fourth dream was simply green. It had never seen/ green/ before”) that make this an intriguing and memorable perspective on the Incarnation. Ages 5–9. (Nov.)

Nossa cliente Seven Stories Press está radiante com a classificação de THE CASTLE CROSS THE MAGNET CARTER, de Kia Corthron, entre os sete finalistas (a “short list”) do Prêmio para Primeiro Romance patrocinado pelo Center for Fiction, uma organização criada em 1820 com o nome de Mercantile Library. O romance de Corthron é magnífico, contando a segunda metade do século 20 nos Estados Unidos a partir da trajetória de dois pares de irmãos, um nascido sob a égide da Klu Klux Klan, o outro tendo como referência o movimento dos direitos civis e a memória familiar de uma avó linchada.

Bastante longo, talvez por isso ainda não tenhamos encontrado o editor brasileiro de THE CASTLE CROSS THE MAGNET CARTER. Que venha o prêmio, há contribuir para a necessária publicação no Brasil. Necessária pela contundência política e existencial da narrativa.

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A saber, o Center for Fiction da Mercantile Library é simplesmente o máximo. Há quase 200 anos é a única organização nos EUA dedicada exclusivamente à promoção da… ficção. O objetivo explícito é encorajar as pessoas a lerem e valorizarem a ficção, apoiando sua criação e fruição. Tem uma biblioteca e uma sala de leitura maravilhosas, além de dezenas e dezenas de programas, cursos, palestras com os autores e esse prêmio, que dá US$ 10 mil ao primeiro lugar e US$ 1.000 a cada um dos sete finalistas.

Só para terminar, o desafio: adivinhem quem criou a Mercantile Library? A pista está no nome, e adiantamos que não foi o Estado. Sim, foram os comerciantes da cidade de Nova York, que em 1820 demonstraram esse tipo de sensibilidade. Não há de ser nada. Talvez com uns 250 anos de atraso em relação aos EUA, chegaremos lá e teremos o nosso Center for Fiction.

http://centerforfiction.org/awards/the-first-novel-prize/2016-first-novel-prize-short-list/

Recebemos hoje de Silvia Stramenga, nossa amiga na Seven Stories Press, a notícia do falecimento de Jim Mitchell, autor de JOHN LENNON EM NOVA YORK (Walrus and the Elephants), muito bem publicado no Brasil pela Valentina do editor Rafael Goldkorn. Três dias atrás havíamos avisado a ela que Valentina estava fazendo a transferência dos royalties extras conquistados pelo livro de acordo com a segunda prestação de contas. Silvia disse que deveríamos comunicar a Rafael que Jim morreu radiante com o sucesso da edição brasileira, muito feliz e grato pelo trabalho de toda a equipe da Valentina.

Dan Simon, fundador da SSP, escreveu um adeus ao Jim muito bonito. Para nós na VBM foi uma pena não termos conhecido melhor o autor, que era evidentemente um sujeito excepcional, grande escritor, apaixonado pela música e pela literatura, e um homem do bem. Reproduzimos aqui o texto do Dan, termina com um “Vale” em latim. A leitura do adeus de Dan vale a pena e, como diz ele, mais ainda continuar conversando com Jim Mitchel por meio de JOHN LENNON EM NOVA YORK.

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Remembrance of James A. Mitchell

Jim Mitchell really connected with people, and as his publisher and friend I was graced by his great ability to express good will through friendship on many occasions, and in many different ways. The proposal for the book he wrote for Seven Stories, The Walrus and the Elephants: John Lennon’s Year’s of Revolution, arrived in the mail unagented and was read by an intern who became so enamored of the project and of Jim’s writing that she fought hard for it and won over the entire editorial department at Seven Stories. We were all kind of taken aback at first that an unsolicited proposal had been acquired, except for Jim himself, who wasn’t surprised at all.
As Jim’s editor, I asked a lot of him and the finished manuscript when it came in then went through four or five substantial re-writes. I remember yelling on at least two occasions. Jim never held this against me. Always heard me out. And always listened. He told me afterwards that our collaboration on The Walrus and the Elephants was when he really learned what it meant to write. But he was being his usual generous self when he said that. He knew how to write beautifully already, from his years as a metropolitan reporter, from his previous book, and from the uniqueness of his serene vision of life and all he had lived through that had led him to it.
Jim’s way into the Lennon story was through the music. He had struck up a friendship with the guitarist from Lennon’s New York band, The Elephants, and at first he was going to write that story. But at some point he came to understand that the bigger story, the one about John Lennon’s early flourishing here after the breakup of the Beatles, working as a solo musical artist, as a producer, as Yoko Ono’s life partner and musical collaborator, and as a political and social activist focused on ending the Vietnam War and bringing down Nixon—using his enormous celebrity for a greater good—was the better story. It isn’t easy to write a John Lennon book that is going to be worth anything because so much has already been written. But Jim found the precise historical moment, from 1971 to ‘73, when everything inside and around John Lennon was changing in kaleidoscopic fashion, and that was the story he told. The book was well received, especially among Lennon insiders, and now there is also a German and Brazilian edition in addition to the English language version.
I didn’t meet Jim and Linda until after the book came out, even if by then Jim and I had probably spent weeks together already on the phone and on email. He was coming into New York for a Lennon conference and festival, and we agreed to meet there at the end of the second day of the conference. There was a gentle discovery for me in that meeting. It wasn’t that he was different from how I expected him to be. The discovery was that the same gentle bearing, the same considerateness and quiet joyousness of Jim’s that I’d enjoyed so much in our back and forth online and by phone was in his physical bearing and his touch when we hugged and grasped each other’s hands. I can’t tell you how rare that is, since almost everyone I’ve ever met either vanishes or crowds you on a first meeting. I don’t think I’ve ever experienced in the same way someone standing next to me and feeling so much like a sonorous voice, a creature of spirit, as when I first met Jim.
Authors are fortunate when they die, because they die knowing you can go converse with them anytime by picking up one of their books and that the conversation will always flow like a river. I learned just enough Latin in college to know the proper expression for farewell, but almost never get the chance to use it. Vale, Jim.