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Míriam Leitão se diverte com Nelson Villas-Boas, que pediu a Luciana para ir ao lançamento de O ESTRANHO CASO DO SONO PERDIDO, na Livraria Travessa do Leblon, na tarde de domingo. “Ainda mais com o calorão que está fazendo na rua, é o melhor programa”, disse ele. “Encaro qualquer escada rolante de shopping para expressar minha admiração pelo trabalho infantil da Míriam”, completou.

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O grande cientista político e romancista Sergio Abranches, sempre no apoio a Miriam Leitão, recebeu Nelson com todo o respeito tratando-o como “o CEO da agência”. Com humildade, Nelson respondeu que é não mais do que gerente.

Realmente, estava um ambiente muito gostoso na Travessa, com a presença da editora de infanto-juvenil da Rocco, Ana Martins Bergen, contação de história para as crianças e a fila para os autógrafos sempre fluindo. Míriam assinou das três às sete da noite.

No sábado, o lançamento na Cultura de Brasília foi gostoso igual, com o diferencial para a autora da presença dos netos. Mariana, que inspirou O ESTRANHO CASO DO SONO PERDIDO, assinou os livros junto com a avó “workaholic” da história.

Indo para a gráfica de maneira a estar prontinho nas livraria à espera da criançada no dia 12 de outubro, O ESTRANHO SONO CASO DO SONO PERDIDO, de Míriam Leitão, lindamente editado por Ana Berger, da Rocco. Quarto livro infantil de Míriam Leitão (depois de A PERIGOSA VIDA DOS PASSARINHOS PEQUENOS; A MENINA DO NOME ENFEITADO; e FLÁVIA E O BOLO DE CHOCOLATE), é o favorito da agência.

A favor do SONO PERDIDO, vemos alguns fatores. O primeiro é que a autora, que sempre foi boa de diálogo, chegou à absoluta perfeição nesse livro. Mariana e sua avó conversam de uma maneira especialmente real e próxima da gente. O protagonismo da neta, que conduz a avó pela imaginação e pelos fatos da vida, é desconcertante e genial. Elas precisam encontrar, no mundo da imaginação, o sono perdido da avó, que, coitada, só adormece com remédios. Quando chega à casa da Mariana e se apronta para dormir no quarto dela, descobrindo que não trouxe o ansiolítico, é um deus nos acuda.

Também poder-se-ia dizer (sempre gostamos de mesóclise, mas agora ficamos encabuladas de usá-la, depois do presidente Temer, que compartilha nosso gosto) que Mariana e vovó compõem um original caso de auto-ficção na literatura infantil. Mariana é uma das netas de Míriam. Além disso, a avó, que desembarca com sua mala de rodinhas, a mochila do laptop e a bolsa onde carrega celulares, maquiagem e a carteira, é paradigmática dos dias de hoje. Basta ver os filmes que estão passando (de Aquarius a O vale do amor a 45 anos), só se fala da nova velhice.

Como toda a obra infantil de Míriam, O ESTRANHO SONO CASO DO SONO PERDIDO vai ser um estouro. Já estamos apostando que mais um prêmio da carreira da super premiada Míriam Leitão há de ser o Christian Andersen.