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Fernando Molica estará no Sempre um Papo Em Belo Horizonte hoje à noite falando de seu último romance, UMA SELFIE COM LÊNIN (Record). Estado de Minas deu boa matéria chamando para o título o fato muito verdadeiro de o Brasil ser o grande personagem desse autor.

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A autora de TREZE  e da trilogia NÃO PARE! comparece em grande matéria de hoje do Globo-Niteroi. São os autores niteroienses na Bienal. No caso de Pepper, não só ela é de lá, mas também o TREZE, que se passa na cidade.

A matéria traz a intensa agenda da escritora na Bienal do Rio. No feriado de 7 de setembro, ela estará no estande da Valentina assinando a série NÃO PARE!, acompanhada das Mortes, personagens da trilogia. No dia 9, sua atividade será na Record, que está lançando TREZE, e Pepper vai acompanhada da cartomante que é personagem do romance e lerá o futuro dos fãs da autora no estande da feira. Mas tem muito mais que isso: participação em debates sobre autores independentes, novos escritores bem sucedidos e “Geek e Quadrinhos”.

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A GUERRA NO CORAÇÃO DO CERRADO, de Maria José da Silveira, mereceu perspicaz resenha de Taluana Wenceslau no site LeiaMulheres. Taluana é pesquisadora voltada para a participação de mulheres e a representação de gênero na mídia latino-americana.

Lançado pela Record em 2006, o livro de Maria José romanceia a trajetória trágica de Damiana da Cunha, real personagem histórica, índia Paraná que exerceu imensa liderança em Goiás, no século XVIII. O crescimento recente do feminismo e da luta antirracista está felizmente jogando nova luz sobre a obra de Maria José. Seu romance de estreia, A MÃE DA MÃE DE SUA MÃE E SUAS FILHAS, está para sair nos Estados Unidos pela Open Letter e, podemos garantir, tem muita gente no mercado internacional lendo essa narrativa no pdf da tradução inglesa, gentilmente cedido pela editora.

Para ler a resenha na íntegra, clique aqui.

O autor de DOCE GABITO e O ARROZ DE PALMA, Francisco Azevedo, será o convidado especial da sessão de abertura do clube do livro do Gabo Café, que está montando com a Editora Record uma exposição na Fábrica Bhering em homenagem a Gabriel Garcia Márquez no aniversário de 50 anos da publicação de CEM ANOS DE SOLIDÃO. PublishNews traz detalhes sobre a programação.

DOCE GABITO, como se pode supor pelo título, é um romance tocante que paga tributo a García Márquez pelo intenso prazer literário que a vasta obra do autor colombiano propiciou a seus leitores. Para quem só conhece o Chico de O ARROZ DE PALMA, recomenda-se vivamente a leitura de DOCE GABITO, outro romance eterno, assim como será OS NOVOS MORADORES, último lançamento do autor.

 

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Ancelmo Gois noticiou em sua coluna do Globo a negociação dos direitos de O SEGREDO DO ORATÓRIO e UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA, de Luize Valente, visando a dois seriados de TV. Compraram os direitos os super brilhantes e competentes diretores e produtores de cinema Paula Fiúza, do documentário “Sobral”, e Breno Silveira, de “Dois filhos de Francisco”. Realmente, o trabalho literário de Luize parece pronto para a linguagem cinematográfica.

Ancelmo revelou também que o novo romance da autora, SONATA EM AUSCHWITZ, sai pela Record em outubro. Outro livro a apresentar aspectos ainda incrivelmente desconhecidos da tragédia do Holocausto, com cenários em Berlim e Orade, esta uma cidadezinha romena com um terço da população de judeus, na época da ascensão do nazismo e durante a guerra; nos campos de Terezin e Auschwitz; e em Lisboa e no Rio de Janeiro, estas as partes contemporâneas.

Luize Valente tem um talento impressionante para comunicar como se sentiam e vivenciavam aqueles tempos negros. A Noite de Cristal descrita em SONATA DE AUSCHWITZ é tão viva que, terminada a leitura da passagem, achamos que vamos abrir a porta de casa e na rua encontrar cacos de vidro das vitrines quebradas. Dois protagonistas do romance já apareceram em UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA. Para quem quer material para grandes seriados, nada mais impactante e bem construído.

Os exemplares de hoje chegando à VB&M são de ANITA, o romance de Thales Guaracy, que a Record desembarcou nas mesas das livrarias ao longo das duas últimas semanas. É uma linda história de mulher _ como se diz hoje _ empoderada, brilhantemente narrada do ponto de vista de Giuseppe Garibaldi, seu homem, seu grande amor,  única pessoa que poderia conhecer e contar a infância e a juventude da guerreira Anita.

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Empoderada é termo nosso. A narrativa de Thales é perfeita, sem anacronismos. Mas é inacreditável que em pleno século XIX tenha havido uma mulher como Anita Garibaldi, tão destemida e segura de seus desejos, tão certa de seu valor.

ANITA é uma leitura para a mulher de hoje, que ainda precisa romper com seus demônios interiores. Uma leitura também para o homem de hoje, que ainda tem tanto a aprender sobre o que é ter uma companheira. Um romance de profundas batalhas do coração e de tremendas batalhas campais para todo tipo de leitor.

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Chegaram hoje à agência os exemplares de cortesia de MEDITERRÂNEOS INVISÍVEIS: Os muros que excluem os pobres e aprisionam os ricos, do senador Cristovam Buarque, publicado por Andreia Amaral, pela Paz & Terra, selo do Grupo Record. A edição do livro ficou bonita com uma capa eficaz de Sergio Campante.

Misto de ensaio, reportagem e relato de viagens, MEDITERRÂNEOS INVISÍVEIS aborda o problema dos refugiados do Oriente Médio na Europa dentro do quadro conceitual que o senador desenvolveu em A CORTINA DE OURO: depois da queda do Muro do Berlim, a divisão fundamental da humanidade passou a ser a apartação entre pessoas ricas e pobres. O livro começa com a viagem de Cristovam à fronteira da Turquia com a Síria, onde ele entrevistou refugiados e suas famílias; e a narrativa segue passando por vários outros lugares críticos, do Nordeste brasileiro a países africanos.

Cristovam Buarque, o “Senador da Educação”, tem mais de 30 livros publicados. Sua campanha à presidência da República em 2006 centrou-se  na defesa de uma revolução educacional no Brasil. Passada essa triste década de bolha e mentiras, a ilusão da distribuição de renda a partir de concessão de crédito para consumo completa e devidamente implodida, as teses de Cristovam Buarque não poderiam ter comprovação mais enfática.

No fim de semana, Ancelmo Gois noticiou em sua coluna do Globo a contratação dos direitos de publicação de CIDADE LIVRE, de João Almino, pela Ikona, na Macedônia. O romance, um empreiteiro da fundação de Brasília contando ao filho sua história de corrupção, já está em inglês e francês. É um livro lindo.

O romance de João Almino “Cidade Livre” em que um construtor de Brasília conta ao filho sua história de corrupção nas obras de fundação da capital, vai sair em 2017 na Macedônia, pela editora Ikona. O livro já tem tradução francesa da Metailié e inglesa da Dalkey Archive Press.

Depois de CIDADE LIVRE veio ENIGMAS DA PRIMAVERA, lançado pela Record no ano passado e que também já saiu em inglês, sempre pela Dalkey Archive Press. Talvez por estar finalista do Prêmio São Paulo, ENIGMAS tem despertado interesse em várias casas no exterior nas últimas duas semanas. Muita gente lendo.

João Almino acaba de por o ponto final em um novo livro, ENTRE FACAS, ALGODÃO. Diferente de todos os outros. Aliás, os romances do João são sempre perturbadores em si e por se colocarem como ruptura em relação à obra anterior. Um romance de vingança passado no Nordeste. Carlos Andreazza, seu editor, está lendo.

http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/cidade-livre-romance-de-joao-almino-sera-publicado-na-macedonia.html

O artigo de Evaristo de Miranda sobre a agricultura brasileira no Estadão de segunda-feira, 26 de setembro, como sempre chacoalha todas as nossas ideias, proporciona um ponto de vista totalmente diferente sobre a realidade. Continuamos pensando que as memórias de Evaristo sobre seu tempo no Sahel, pesquisando a agricultura e a pecuária da região, A GEOGRAFIA DA PELE, publicado pela Record, é um dos mais belos e importantes livros que a VB&M representou desde sua fundação há quatro anos.

Alimentar o mundo

Divida a produção de grãos de um país pelo seu número de habitantes. Se o resultado ficar abaixo de 250 kg/pessoa/ano, isso significa insegurança alimentar. Países nessa situação importam alimentos, obrigatoriamente. E são muitos os importadores de alimentos vegetais e animais em todos os continentes, sem exceção. O crescimento da população, da classe média e da renda, sobretudo nos países asiáticos, amplia anualmente a demanda por alimentos diversificados e de qualidade, como as proteínas de origem animal.

O mais vendido refrigerante do mundo define sua missão como a de “saciar a sede do planeta”. A missão do Brasil já pode ser: saciar a fome do planeta. E com os aplausos dos nutricionistas.

Em 2015 o Brasil produziu 207 milhões de toneladas de grãos para uma população de 206 milhões de habitantes. Ou seja, uma tonelada de grãos por habitante. Só a produção de grãos do Brasil é suficiente para alimentar quatro vezes sua população, ou mais de 850 milhões de pessoas. Além de grãos, o Brasil produz por ano cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

A agricultura brasileira produz, ainda, mais de 40 milhões de toneladas de frutas, em cerca de 3 milhões de hectares. São 7 milhões de toneladas de banana, uma fruta por habitante por dia. O mesmo se dá com a laranja e outros citros, que totalizam 19 milhões de toneladas por ano. Cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco… Às frutas tropicais e temperadas se juntam 10 milhões de toneladas de hortaliças, cultivadas em 800 mil hectares e com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos e por aí vai, longe.

À produção anual de alimentos se agrega cerca de 1 milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis – da palma ao girassol – e de uma grande diversidade de palmitos. Não menos relevante é a produção de 34 milhões de toneladas de açúcar/ano, onipresente em todos os lares, restaurantes e bares. A produção vegetal do Brasil já alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, usando para isso apenas 8% do território nacional.

E a tudo isso se adiciona a produção animal. Em 2015 o País abateu 30,6 milhões de bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. É muita carne. Coisa de 25 milhões de toneladas! O consumo médio de carne pelos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana. A estimativa de consumo médio de carne bovina é da ordem de 42 kg/habitante/ano; a de frango, de 45 kg; e a de suínos, de 17 kg; além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas…), peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas) e outros animais.

O País produziu 35,2 bilhões de litros de leite (ante 31 bilhões de litros de etanol), 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel, em 2015. É leite, laticínios, ovos e mel para fazer muitos bolos, massas e doces nas casas do maior produtor de açúcar.

Em 50 anos, de importador de alimentos o Brasil tornou-se uma potência agrícola. Nesse período, o preço dos alimentos caiu pela metade e permitiu à maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada e a erradicação da fome. Esse é o maior ganho social da modernização agrícola e beneficiou, sobretudo, a população urbana. O Brasil saiu do mapa dos países com insegurança alimentar.

Com o crescimento da população e das demandas urbanas, o que teria acontecido na economia e na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis. Era para a sociedade brasileira agradecer todo dia aos agricultores por seu esforço de modernização e por tudo o que fazem pelo País. A Nação deve assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

De 1990 a 2015 o total das exportações agrícolas superou US$ 1 trilhão e ajudou a garantir saldos comerciais positivos. A Ásia responde hoje por 45% das exportações do agronegócio brasileiro e a China, sozinha, por um quarto desse montante. Com a China, um parceiro estratégico para o futuro da agropecuária brasileira, criaram-se perspectivas novas e mútuas para indústrias de processamento, tradings e para investimentos em infraestrutura de transporte, armazenagem e indústrias de base.

A recém-concluída missão de prospecção e negócios de quase um mês por sete países da Ásia, liderada pelo ministro Blairo Maggi, buscou um novo patamar de inserção da agropecuária no comércio internacional. Acompanhado por uma equipe ministerial e por cerca de 35 empresários de 12 setores do agro, essa missão histórica percorreu China, Coreia do Sul, Hong Kong, Tailândia, Mianmar, Vietnã, Malásia e Índia. Alimentar o mundo é sinônimo de alimentar a Ásia. Isso exige empreendedorismo, inovação, coordenação público-privada e parcerias de curto e de longo prazos.

Mas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, tem uma meta ambiciosa: passar de uma participação decrescente de 6,9% no comércio agrícola internacional para 10%. E ser capaz, em breve, com tecnologia, sustentabilidade, competência e competitividade, de alimentar mais de 2 bilhões de pessoas.

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,alimentar-o-mundo,10000078155

O PublishersMarketplace noticiou hoje a contratação de dois títulos do nome maior do romance histórico, Anya Seton, pela editora Renata Pettengill, da Record, em negociação conduzida por Anna Luiza Cardoso.

Brazilian rights to Anya Seton’s KATHERINE and DRAGONWYCK, to Renata Pettengill at Record, by Anna Luiza Cardoso at Villas-Boas & Moss Literary Agency, on behalf of Debbie Engel at Houghton Mifflin Harcourt.

Para quem ainda não conhece a obra de Seton, trata-se da rainha do romance histórico, principal referência para, por exemplo, a contemporânea Phillipa Gregory, que nas novas edições da Houghton Mifflin Harcourt, nos EUA, prefacia vários dos títulos da mestra.

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KATHERINE, de 1954, é na verdade uma renovação contratual, pois o livro figura com sucesso no catálogo da Record há alguns bons anos. Reconta como ficção a história real de um dos maiores casos amorosos da história britânica, entre Katherine Swynford e o Duque de Lancaster, John de Gaunt, da casa dos Plantagenetas, relação extraconjungal que atravessou boa parte do século XIV até o casamento dos dois, depois de quatro filhos. É uma leitura absolutamente encantadora e irresistível, que eu (LVB) não poderia recomendar mais vivamente. Anya Seton, falecida em 1990 aos 86 anos, construiu reputação como imensa pesquisadora, e lendo seus livros sentimo-nos completamente mergulhadas na época descrita, que varia muito de romance para romance.

A boa notícia do dia é portanto a decisão da Record de continuar a publicação da autora no Brasil com a contratação de DRAGONWYCK. A história não poderia ser mais diferente daquela de KATHERINE, em meados do século XIX, nos Estados Unidos, levantando várias questões sociais da época. Foi um de muitos livros de Seton adaptados para Hollywood, produção de 1946 (o romance é de 1944), com direção de Joseph Mankiewicz, e Vincent Price, Gene Tierney e Walter Huston nos papéis vértices do sofrido triângulo amoroso que é relatado.

Nem a Inglaterra do século XIV nem os EUA pré-Guerra Civil são cenários típicos do romance histórico que cativa leitores brasileiros, mais apreciadores de narrativas passadas na França ou, em se tratando de Inglaterra, na era Tudor. KATHERINE, no entanto, é um sucesso para a Record, gerando royalties muito interessantes anos após ano à proprietária dos direitos nos EUA por meio da editora Houghton Mifflin Harcourt, cliente da VB&M. A originalidade dos temas e das histórias que escolheu para contar tornam a ficção de Anya Seton ainda mais fascinante e de várias maneiras instrutiva, oferecendo a seu público um olhar culto sobre períodos obscuros da história ocidental.