Tag: Rafael Cardoso

Henning Adam, curador do programa Books at Berlinale, uma promoção do Festival de Berlim com a Frankfurt Book Fair, muito simpaticamente enviou-nos fotos de nossa participação defendendo O REMANESCENTE, de Rafael Cardoso, para produtores de cinema internacionais, principalmente europeus. Depois da apresentação do livro para uma plateia de umas 100 pessoas, agentes e/ou editores (éramos 12) passavam a uma área em que mesinhas altas com os nomes de cada empresa marcavam o lugar onde uma troca de ideias mais individualizada podia ocorrer.

Muita gente veio falar conosco sobre o trabalho de Rafael e sobre a VB&M em geral. Numa das fotos a conversa é com um grupo de agentes de cinema mexicanos. O México foi país-tema da Berlinale este ano. Mas o principal resultado da Berlinale até agora é claramente uma meia dúzia de produtores lendo o magistral romance de Rafael Cardoso sobre seu bisavô, o banqueiro judeu e socialista Hugo Simon, que morreu exilado de Hitler no Brasil.

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Às vésperas de ser apresentado a centenas de produtores cinematográficos inscritos no Books at Berlinale, acompanhado de somente outros onze títulos, O REMANESCENTE vem conquistando espaços. A mídia começa a projetar luz no romance de Rafael Cardoso sobre seu bisavô, Hugo Simon, banqueiro judeu alemão, socialista e exímio colecionador de arte, ministro das Finanças em Weimar, que morreu empobrecido no Brasil depois de financiar a resistência ao nazismo em Paris vendendo seus quadros.

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Ancelmo Gois noticiou a participação na Berlinale, o festival de cinema de Berlim. A Deutsche Welle publicou bela matéria sobre o livro, reproduzida no Terra. Claufe Rodrigues recomendou-o no GloboNews Literatura.

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Ficou pronto o catálogo da Books at Berlinale. Doze livros _ na nossa opinião quase todos fascinantes _, que serão apresentados a 126 produtores cinematográficos dos mais variados países, credenciados no programa organizado pelo festival de cinema de Berlim em parceria com a feira do livro de Frankfurt. Entre os 12, O REMANESCENTE, de Rafael Cardoso, que conta como romance a história real de Hugo Simon, banqueiro alemão, judeu e socialista, ministro das Finanças na República de Weimar, colecionador de arte e descobridor de gênios como Kokoschka e Munch, agricultor de preocupações ecológicas já nas décadas de 20 e 30, que morreu quase pobre no Brasil depois de trágica fuga da tirania nazista. Rafael é bisneto de Hugo Simon.

A ideia dos organizadores da Berlinale é aproximar o mundo da produção audiovisual ao pessoal do livro, que pode oferecer um manancial de belas histórias para o cinema. O grande evento de apresentação das obras é na terça-feira, 14 de fevereiro.

Luciana embarca para Berlim já nesta sexta a fim de participar de todas as reuniões preparatórias, mas também para usufruir do acesso livre à exibição de filmes e a instigantes mesas de debates, como as promovidas pelo Instituto Cervantes e a Conferência Cinematográfica Ibero-Americana de Berlim, inclusive uma em homenagem ao crítico brasileiro José Carlos Avellar, recentemente falecido.

Submetemos vários títulos de nossa lista a Books at Berlinale, foi selecionado O REMANESCENTE. Na rodada final da seleção, eram 130 candidatos para essas 12 vagas.

Luciana está nervosa pela responsabilidade de defender com competência a relevância de O REMANESCENTE como obra cinematográfica diante de tantos produtores de cinema de primeira linha, mas acredita que a força histórica e psicológica de Hugo Simon facilitará seu trabalho. VBM está orgulhosa de participar de Books at Berlinale, acompanhada de algumas da mais conceituadas editoras e agências literárias do mundo todo. Além de nós, pelo Brasil, agências da Alemanha, Bélgica, Grã-Bretanha e Finlândia; editoras alemã, finlandesa, duas francesas, uma holandesa e uma suíça.

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PublishNews noticia hoje a participação da VB&M no Books at Berlinale com o romance O REMANESCENTE, de Rafael Cardoso. Books at Berlinale é um evento que propicia o encontro de agências literárias e editoras com grandes produtores de cinema internacionais para falar de livros com potencial de transposição para a telona. Imensa oportunidade e ideia brilhante bolada pela Feira do Livro de Frankfurt e pelo Festival de Cinema de Berlim. 

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Visando à participação no evento, VB&M submeteu uma lista de títulos à Berlinale. A disputa é duríssima. Este ano foram 130 candidatos. Doze foram selecionados. De nossa lista, O REMANESCENTE, livro que admiramos imensamente, publicado em novembro pela Companhia das Letras e, na Alemanha, pela Fischer. Em breve sairá na Holanda com a Nieuw Amsterdam.

A história da queda do banqueiro judeu Hugo Simon, ministro da Economia em Weimar e mecenas das artes, descobridor do expressionismo alemão e de pintores como Edvard Munch, é tremenda e certamente rende um filme extraordinário. Logo da tomada do poder por Hitler, Simon, também um pioneiro do ambientalismo, tornou-se inimigo público número 1 da Alemanha. Literalmente, o primeiro da lista a ser preso.

Hugo Simon fugiu com a família para a França em 1935, de onde financiou a resistência. Com a chegada dos nazistas a Paris, ele fez a clássica fuga cheia de riscos, medo e emoção até Marselha, onde pegou o navio para um melancólico exílio no Brasil. O exílio brasileiro foi muito triste, porque ele gostaria de estar nos EUA agitando com seus grandes amigos Thomas Mann, Einstein e Brecht na guerra de propaganda contra o nazismo.

O escritor Rafael Cardoso, bisneto de Hugo Simon, tem pedigree literário, sendo, pelo lado materno, sobrinho de Lúcio Cardoso, autor de CRÔNICA DA CASA ASSASSINADA. Mas O REMANESCENTE é um romance. Embora preso aos fatos históricos, Rafael deu-se a liberdade de criar falas e diálogos e tratar a narrativa com a linguagem da ficção.

Chegaram à agência nossos exemplares de O REMANESCENTE, de Rafael Cardoso, que está saindo do forno no Brasil pela Companhia das Letras. O romance de não ficção, resultado de longa pesquisa e imersão de Rafael na história de sua família, narra o trágico exílio de Hugo Simon, bisavô do autor, sua esposa e filhas, da Europa para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

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O nosso exemplar, recém chegado.

Além de grande narrativa, O REMANESCENTE é protagonizado por personagens tão interessantes e fascinantes que ao terminar a leitura não há como discordar de que suas histórias não poderiam deixar de ser contadas. Rafael tomou para si a responsabilidade com grande competência e o resultado é um livro espetacular.

Recém publicado na Alemanha pela S. Fischer Verlag, DAS VERMÄCHTNIS DER SEIDENRAUPEN está super bem exposto nas livrarias do país. Garanto isso por Berlim, de onde eu, Anna Luiza, escrevo e onde todas as livrarias contam com uma bela pilha do livro, e por Frankfurt.

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Fico ansiosa agora pela recepção dos leitores brasileiros à belíssima edição preparada pela Companhia das Letras. Há de ser das melhores!

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Chegaram à agência, e só havia Lara Berruezo para receber (euzinha), nem Nelson Villas-Boas estava lá na hora, os magníficos exemplares do livro de Rafael Cardoso, O REMANESCENTE, publicado pela Fischer na Alemanha sob o título de O LEGADO DO BICHO-DA-SEDA. Nenhum problema para Luciana e Anna Luiza, que podem ver o volume nas vitrines das livrarias de Berlim.

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Muita crítica positiva na mídia alemã. Rafael está numa maratona de leituras e autógrafos em várias cidades da Alemanha. Sabendo disso, sua editora holandesa, Nieuw Amsterdam, perguntou se era Rafael mesmo falando nos eventos e disse que também quer. Respondemos que sim, Rafael, bilíngue em português e inglês e com ótimo domínio do alemão, certamente é responsável pelas apresentações de seu belíssimo romance biográfico, mas holandês não dá. Brincadeira, os holandeses ficarão felizes com apresentações em inglês ou alemão.

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O REMANESCENTE sai no Brasil em novembro. Otávio Costa, diretor da Companhia das Letras, contou que o livro ficará lindo, maravilhoso. O título alemão tem a ver com uma das inúmeras empreitadas do protagonista Hugo Simon, bisavô do Rafael, banqueiro judeu exilado tragicamente no Brasil durante a II Guerra Mundial, que já nos anos 20 fazia pesquisas e experimentos de agricultura ecológica e em Minas Gerais tentou cultivar o bicho-da-seda.

É para os bons leitores fazerem contagem regressiva para a chegada do livro nas livrarias. Será um magnífico presente de Natal.

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O novo romance de Rafael Cardoso, O REMANESCENTE, é estupendo. Perfeitamente definido pelo conceito de nonfiction novel, criado por Truman Capote, é daqueles livros que só se larga, e a muito custo, ao terminar. Conta a história real, porém romanceada, de seu bisavô Hugo Simon, um judeu, banqueiro, socialista e colecionador de arte, figura importantíssima na República de Weimar e grande financiador da resistência ao nazismo, que fugiu da Alemanha para um trágico exílio no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

A história da família é fascinante e Rafael fez um trabalho de pesquisa e reconstrução históricas espetacular, traduzido em forma de romance com acuidade e profundo talento narrativo. As personagens são densas, seus dramas, vivos; e as transformações por que vão passando ao longo da narrativa nos fazem sentir quase que na pele suas dores, angústias e pequenas alegrias.

O REMANESCENTE será publicado simultaneamente no Brasil e na Alemanha, por Companhia das Letras e Fischer, respectivamente, em outubro próximo, e a campanha pré lançamento da Fischer está a todo vapor. Recebemos ontem o catálogo da temporada da editora, com página dupla dedicada ao livro, que sairá com o título de “Das Vermächtnis der Seidenraupen” (“O legado dos bichos da seda”, em tradução livre). Haverá, também, edição holandesa, pela Niew Amsterdam, mas essa só em meados do ano que vem.

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