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O belo trabalho de Aída Veiga e Cassiano Machado, trazendo o autor de HIGH HITLER ao Brasil, ajudou muito a colocar o livro de Norman Ohler na lista de mais vendidos do PublishNews já na primeira semana do lançamento. Dizemos “ajudou” porque é espetacular a investigação de Ohler sobre a política de drogas do III Reich, que usava e abusava de anfetaminas para estimular os soldados alemães nos fronts da II Guerra Mundial. Além disso, o livro documenta como Adolf Hitler passou todo e cada dia do longo período da guerra completamente doidão. Merece lista, já conquistada não só na Alemanha como também nos EUA. Agora no Brasil.

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No blog Angústia Criadora, Ney Anderson publica excelente crítica sobre PRESOS NO PARAÍSO, de Carlos Marcelo, em que destaca o som do vento na recriação da paisagem de Noronha, que nos faz sentir de volta à ilha ou, quem jamais foi lá, pela primeira vez imerso naquele ambiente poderoso. Fala também da música no livro, perfeita trilha sonora. Carlos Marcelo deveria por nas páginas de abertura todos os títulos de músicas mencionadas ao longo da narrativa de maneira que o leitor pudesse fazer uma playlist para acompanhar a leitura.

Fernando de Noronha entre mistérios e sombras

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Só mesmo a chegada de um livro espetacular para tirar Nelsinho Villas-Boas do abatimento profundo em que se encontra com a situação política brasileira. Para tal, não teria livro melhor do que PRESOS NO PARAÍSO, de Carlos Marcelo, que está saindo do forno pelas habilidosas mãos de Raquel Cozer, na Tusquets/Planeta de Livros Brasil.

O romance de estreia do premiado jornalista é literatura policial em sua melhor forma. Ambientado em Fernando de Noronha, tem um quê de Agatha Christie, com a ação confinada a um espaço isolado do resto do mundo, tão típica na autora inglesa. A narrativa fluida alterna muito sutilmente entre a primeira e a terceira pessoas, e os protagonistas são cativantes, Tobias e o delegado Nelsão.

Nelsão, por sinal, de quem Nelsinho é grande fã, inclui nosso chefe de segurança nos agradecimentos da obra. Apesar de figura constante no meio literário, já tendo sido até capa de A CABEÇA DO CACHORRO, de Alexandra Horowitz, é a primeira vez que Nelsinho recebe agradecimentos formais num livro. Ficou emocionado.

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A reportagem histórica de Norman Ohler, BLITZED (título americano), foi lançada pela Houghton Mifflin Harcourt e chegou às listas de não-ficção do New York Times, 12º lugar quando se combinam vendas de papel e digitais. O livro revela a política do regime nazista, aparentemente repressora, na verdade, extremamente permissiva para as drogas químicas compradas em farmácia como o Pervitin. Ohler conta como a invasão da França pelas tropas de Adolf Hitler só pôde acontecer porque os soldados alemães foram massivamente drogados pelo Alto Comando.

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Nos EUA, o livro só angaria elogios. “Humor ferino. Exaustivamente pesquisado” _ disse o NYT. “Uma história fascinante, envolvente, embora sombria, do uso de drogas no Terceiro Reich”, palavras do Washington Post. O New York Review of Books afirma que a narrativa de Ohler nos fazer esse período densamente pesquisado de maneira bastante diferente.

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Representando a obra para a editora alemã Kiwi, VB&M vendeu os direitos de BLITZED para a Planeta. Não vai demorar muito a chegar às livrarias brasileiras.

Foi legal para a VB&M. MACHADO, de Silviano Santiago, foi capa do Segundo Caderno do Globo.

http://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-novo-livro-silviano-santiago-narra-ultimos-anos-de-machado-de-assis-20618575

Dentro do caderno, Nelson Mota consagrou JANTAR SECRETO, de Raphael Montes, em sua coluna.

http://oglobo.globo.com/opiniao/quem-come-quem-20614308

No sábado do New York Times, o suplemento de artes trouxe matéria de capa sobre BLITZED: DRUGS IN NAZI GERMANY, de Norman Ohler, um livro originalmente alemão que vai sair em abril nos EUA, pela Houghton Mifflin Harcourt.

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Acontece até que a HMH é nossa cliente para o Brasil, mas na verdade representamos essa sensacional reportagem histórica para a alemã Kiwi, e o livro vai sair para a gente pela Planeta também em 2017, uma aquisição de Cassiano Machado e Aída Veiga. Ohler pesquisou durante cinco anos para provar que Hitler drogou suas tropas sistematicamente visando ao sucesso no campo de batalha.

 

A implacável e contundente denúncia do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero contra o desprezível comportamento do ministro Geddel Vieira Lima não foi suficiente para fazer o presidente Michel Temer tirá-lo do cargo. Pelo jeito, o que melhor ficará desse episódio será uma nova luz sobre a biografia do músico Renato Russo escrita por Carlos Marcelo, O FILHO DA REVOLUÇÃO, que ganhou espaço em matéria coordenada do noticiário de O Globo repercutindo mais esse capítulo de baixaria peemedebista.
A matéria ficou divertida porque os trechos da biografia abordando Geddel são divertidíssimos. A biografia é toda incrivelmente boa de ler e quanto mais divulgação, melhor.

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Renato Russo considerava o futuro ministro de Temer absolutamente “in-su-por-tá-vel”. Bloqueava sua entrada nos grupos de trabalho da escola.

Carlos Marcelo revela no livro, relançado em agosto pela Planeta, que o apelido de Geddel entre os colegas do Colégio Marista de Brasília era Suíno, um pateta gorducho que chegava para as aulas dirigindo um Opala na maior exibição, tirava péssimas notas, mas que já sabia então que seria político quando crescesse. Os brasileiros também sabem que a classe política brasileira só vem recrutando esse tipo de gente.

Na VB&M, não aprovamos usar outras espécies para agredir humanos repulsivos e de baixo nível. Não dá para chamar figuras como Dilma ou Geddel de vaca ou porco sem ofender profundamente esses animais, que, convenhamos, não merecem isso. Feita essa ressalva, Renato Russo era um gênio; além do talento musical, identificava de longe um chato oportunista, aproveitador e deslumbrado, do tipo que, adulto, será capaz de usar seu poder em cargo público para pressionar e obter vantagens privadas.

De resto, VB&M pergunta se além de manter Geddel no cargo o presidente Temer vai liberar o gabarito do edifício La Vue para agradar seu querido ministro, que comprou apartamento no 27º andar de um prédio em área autorizada a ter edificações de no máximo treze pisos, com a disposição de avacalhar de vez o centro histórico de Salvador para ter seu panorama oceânico. Caso positivo, podemos concluir que Geddel sabe muito mais a respeito de Temer do que sonha a nossa filosofia.

RR: O Brasil deveria ter levado em consideração até suas visões e ideias dos tempos de menino.

Carlos Marcelo: obrigada por essa biografia estupenda.

 

Pivô da demissão de Calero do MinC, Geddel era desafeto de Renato Russo no colégio
Passagem da biografia ‘O filho da revolução’ entrega desavença entre os dois

http://oglobo.globo.com/cultura/pivo-da-demissao-de-calero-do-minc-geddel-era-desafeto-de-renato-russo-no-colegio-20509509

 

 

 

 

Chegaram à agência os exemplares de cortesia de TENTATIVAS DE FAZER ALGO DA VIDA, de Hendrik Groen, que acaba de sair pela Tusquest, selo literário da Planeta Brasil, a quem vendemos os direitos em nome de Marleen Seegers, da 2-Seas Agency. O livro é holandês, publicado originalmente pela Meulenhoff. Sucesso enorme na Europa, muitas centenas de milhares de exemplares vendidos só na Holanda, o livro está traduzido para praticamente todas as línguas do continente, a edição britânica tendo saído há um mês.

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O herói de TENTATIVAS DE FAZER ALGO DA VIDA é totalmente improvável: um velhote de 83 anos, Hendrik Groen, pois o verdadeiro autor da obra permanece no anonimato. A narrativa é seu diário em um asilo. Como diz o texto de contracapa, lança um olhar terno e hilariante sobre a terceira idade, mas também “um devastador retrato de uma parcela da população esquecida pela família e pela sociedade”.

Com o aumento da população idosa, a velhice virou o tema quente da literatura e do cinema contemporâneos. Por exemplo, Aquarius, um dos melhores filmes brasileiros de safra recente. Aqui da agência com a Editora Record e Carlos Andreazza, A MÃE ETERNA, de Betty Milan. Ou mesmo BOA-NOITE A TODOS, de Edney Silvestre, que aborda o Alzheimer numa mulher de idade nem tão avançada. Os exemplos são muitos, não dá para listar.

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O Segundo Caderno de O Globo dedicou primeira página de sua edição dominical aos 20 anos da morte de Renato Russo, o ícone roqueiro da Legião Urbana, e todas as manifestações artísticas a que a efeméride dá direito: o livro do próprio músico descoberto e saindo pela Companhia das Letras, filme, musical, álbuns dele ou sobre ele e a nova edição da biografia seminal assinada por Carlos Marcelo, O FILHO DA REVOLUÇÃO. Passaram-se sete anos desde o lançamento da edição original pela Ediouro, que teve três reimpressões, mas nenhuma atualização.

Agora pela Planeta, o livro não foi apenas revisto por Carlos Marcelo. Ele reescreveu o texto de olho em toda a releitura feita de Renato Russo ao longo dos anos, entrevistou mais gente, como Marisa Monte, e acrescentou um capítulo final sobre os últimos dias do músico. “Mesmo doente, Renato foi perfeccionista”, disse Carlos Marcelo ao Globo. Perfeccionista é Carlos Marcelo.