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O Giro de Livraria na Travessa de Ipanema, há poucas horas, deu muita alegria. Gratificante ver muito bem expostos tantos livros com os quais nos envolvemos piscando para os clientes da livraria. Mas, pudera, todos livros lindos, importantes, alguns verdadeiramente seminais. Muito orgulho.

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Na vitrine já pronta para o Dia da Criança, brilha FLÁVIA E O BOLO DE CHOCOLATE, de Míriam Leitão (O ESTRANHO CASO DO SONO PERDIDO ainda vem aí). Bem na entrada, à esquerda, O ARROZ DE PALMA, de Chico Azevedo, e UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA, de Luize Valente; andam sempre juntos esses dois. Logo em seguida, na mesma estante, O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, de Ronaldo Wrobel. Um pouco mais para dentro da loja, mas na mesma parede, A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha. Na mesa, belas pilhas de WELCOME TO COPACABANA, de Edney Silvestre, e A PRIMEIRA HISTÓRIA DO MUNDO, de Alberto Mussa.

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Isso, de ficção brasileira. De estrangeira, estavam lá FABIÁN E O CAOS, de Pedro Juan Gutierrez, romance maravilhoso passado no início da revolução cubana, e QUANDO VOLTARÁ A SER COMO NUNCA FOI, de Joachim Meyerhoff.

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De não-ficção, mais uma bela pilha de TENENTES, a pesquisa competente e boa de ler de Pedro Dória sobre o movimento tenentista, e a presença já clássica de HISTÓRIA DO FUTURO, de Míriam Leitão.

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[C2BR - 1]  ESTADO/CAD2&CULTURA/PAGINAS ... 23/07/16

O professor da USP Elias Thomé Saliba assinou no Estadão resenha consagradora de TENENTES: A GUERRA CIVIL BRASILEIRA, de Pedro Dória, recém-lançado pela Record. Disse que Dória reconstruiu “a história dos movimentos tenentistas da década de 1920 com uma narrativa trepidante, à maneira de um filme, composta de planos curtos que, às vezes, lembram uma biografia coletiva, com a diferença que a descrição dos principais personagens se faz por um rápido esboço, suficientemente capaz de segurar o leitor para este não perder o fio da trama.”

Crítica bem feita e bem escrita, atrativa para o livro e para si mesma, refletindo uma leitura atenta e perspicaz, mas seu valor não é só esse. Bom testemunhar que a academia brasileira está superando a velha bronca de ver jornalistas tornarem-se escritores de narrativas históricas de apelo popular.13584651_719391504866943_7562430360257392755_o

Não pode ser de outra maneira. Quanto mais a população puder apreciar o saber histórico por meio de livros escritos não com a linguagem técnica da historiografia mas com o sabor das melhores reportagens, mais valorizados serão a formação e o ofício do historiador.  Ainda: quem sabe de trata de mais um sinal de que o tempo dos corporativismos mesquinhos, de uma sociedade fatiada em feudos protecionistas, esteja finalmente começando a declinar no Brasil.

(LVB)

 http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,livro-de-pedro-doria-reconstroi-a-historia-dos-movimentos-tenentistas-da-decada-de-1920,10000064511