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Saiu no PublishersMarketplace a venda dos direitos de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha, para a Bulgária. A editora se chama Colibri, um nome lindo para empreendimentos literários.

Bulgarian rights to Martha Batalha’s THE INVISIBLE LIFE OF EURIDICE GUSMAO, to Colibri, by Katalina Sabeva at Anthea Rights, on behalf of Villas-Boas & Moss Literary Agency.

O búlgaro será o 10º idioma de EURÍDICE se contarmos português de Portugal separadamente do original brasileiro, embora na verdade a editora Porto não tenha adaptado para seu mercado específico a linguagem de Martha, o que é uma distinção por lá. Não se inclui nessa contagem a edição da Companhia das Letras, que saiu no Brasil em maio.

Na verdade, os critérios para contar edições começam a ficar difíceis. Por exemplo, na França, acaba de ir para o mercado a edição de clube do livro, com 3.400 exemplares. Isso à parte da super edição da Denoel. Uma barbaridade.

Para a VBM, outro motivo de festa é que a venda búlgara consolida nossa parceria com uma agente muito legal, vibrante e apaixonada pela literatura brasileira, Katalina Sabeya, da Anthea Rights. Ela está investida da responsabilidade de levar muitos outros autores da VB&M para a Bulgária.

O programa Allô Docteurs do canal France 5 fez uma seleção dos lançamentos literários do ano para sua seção de livros. Delícia de assistir, mas falam um francês rapidíssimo, entender tudo precisa de competente domínio da língua.

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Entre os poucos títulos escolhidos para comentários, figurou nosso querido LES MILLES TALENTS D’EURIDICE GUSMÃO. O resenhista disse que todas as mulheres deveriam ler o romance de Martha Batalha, no Brasil intitulado A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, “flamboyant” como o Brasil.

Já sabemos, já sabemos: falamos demais de Martha Batalha e Eurídice Gusmão. É que elas nos dão o que falar, além de muita alegria. Os leitores desse blog hão de compreender e perdoar.

LES MILLES TALENTS D’EURIDICE GUSMAO, linda versão da editora Denoel para o romance de Martha, foi para o primeiro lugar na Amazon francesa. Saiu até uma nota do Ancelmo, no Globo. A crítica na França foi consagradora, como se pode ver no material publicitário preparado pela editora.

“Pequena joia de humor e ironia”, disse Livres Hebdo. “Engraçado e delicioso”, definição de Madame Figaro. “Lindo retrato de uma mulher em busca da independência”, essa foi do Lire. Não está bom? Querem mais? “Um livro que nos poupa os clichês habituais sobre o Brasil, sempre transmitindo o lendário bom humor desse país”, afirmou Valeurs Actuelles. Na França, Eurídice foi indicada por Nathalie Iris no programa Télé Matin

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Na Alemanha, as leitoras também estão enchendo os blogs com elogios aos talentos das irmãs Gusmão, edição da Suhrkamp. Mas aí só Anna Luiza Cardoso para traduzir. É quem lê alemão na agência.

Mais uma boa notícia foi a venda que acabamos de concluir na Bulgária, conquistada por nossa amiga Katalina Sabeva, da Anthea Rights. É a 11ª venda de direitos de tradução de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, que já está publicado em Portugal, Itália, Holanda, França e Alemanha. Em breve na Inglaterra.

OneWorld, a editora britânica quente do momento, ganhou matéria do excelente jornal digital português Observador. O gancho é o segundo prêmio Booker da OneWorld, com o livro do americano Paul Beatty, THE SELLOUT, que veio seguido ao do ano passado, do jamaicano Marlon James, A BRIEF HISTORY OF SEVEN KILLINGS. Como aponta o Observador, esse é um feito raríssimo na história do Booker, mais importante premiação literária de língua inglesa, embora ainda não muito influente no mercado brasileiro. Antes da OneWorld, somente a Faber & Faber conseguiu conquistar dois Booker seguidos.

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Dois fatos objetivos ligam a VB&M à OneWorld, além de uma empatia subjetiva. O primeiro fato é que representamos a lista da editora para o Brasil. Acabamos de vender para a Harper Collins Brasil os direitos de publicação de JIHADI JOHN, de Robert Verkaik, impressionante reportagem sobre o jovem britânico que atuou como carrasco do Estado Islâmico, aparecendo encapuzado em terríveis vídeos da organização. O segundo fato objetivo é nosso orgulho por ser a OneWorld a editora de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha, mencionado na matéria do Observador como uma das 30 traduções para a língua inglesa atualmente em processo na editora.

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O fato subjetivo que nos une são nossa concordância e admiração pela visão literária e editorial de Juliet Mabey, fundadora com o marido, Novin Doostdar, da OneWorld. Na matéria do Observador, ela diz, falando de suas preferências quando recentemente decidiu publicar romances, depois que se firmou como estupenda editora de não-ficção: “Adoro livros brilhantemente escritos com voz e história fortes. Mas procuro sempre aqueles que também dizem alguma coisa importante, que fazem as pessoas pensar e discutir.” Foi o que Juliet e nós da VB&M vimos em EURÍDICE e no trabalho de Martha Batalha.

O que é que a Oneworld tem que as outras editoras não têm?

(LVB)

Mais uma linda resenha para A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha, em sua edição italiana. Agora na seção de livros da F.

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O trabalho de Martha continua a nos propiciar imensas alegrias. Sua editora francesa, a Denoël, vai lançá-lo com grande festa no Favela-Chic, em Paris, em janeiro de 2017, e está tão confiante no sucesso que já nos apresentou oferta pelo novo livro de Martha, AREIA BRANCA: Um romance de Ipanema, que a autora ainda está escrevendo e só talvez venha a por ponto final em dezembro.

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A capa da edição francesa.

A resenha da F diz tudo sobre EURÍDICE QUE SONHAVA A REVOLUÇÃO, que é como ficou o título em italiano:

“É um romance de estreia, esse de Martha Batalha, mas riquíssimo: em torno das duas protagonistas, a autora desenha, na melhor tradição da literatura sul-americana, um mar de personagens menores (o marido Antenor, a prostituta Filomena, o comerciante Antonio), cada um com uma vida particular, que se encaixa perfeitamente no retrato de um país e de uma época.”

O Giro de Livraria na Travessa de Ipanema, há poucas horas, deu muita alegria. Gratificante ver muito bem expostos tantos livros com os quais nos envolvemos piscando para os clientes da livraria. Mas, pudera, todos livros lindos, importantes, alguns verdadeiramente seminais. Muito orgulho.

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Na vitrine já pronta para o Dia da Criança, brilha FLÁVIA E O BOLO DE CHOCOLATE, de Míriam Leitão (O ESTRANHO CASO DO SONO PERDIDO ainda vem aí). Bem na entrada, à esquerda, O ARROZ DE PALMA, de Chico Azevedo, e UMA PRAÇA EM ANTUÉRPIA, de Luize Valente; andam sempre juntos esses dois. Logo em seguida, na mesma estante, O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, de Ronaldo Wrobel. Um pouco mais para dentro da loja, mas na mesma parede, A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha. Na mesa, belas pilhas de WELCOME TO COPACABANA, de Edney Silvestre, e A PRIMEIRA HISTÓRIA DO MUNDO, de Alberto Mussa.

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Isso, de ficção brasileira. De estrangeira, estavam lá FABIÁN E O CAOS, de Pedro Juan Gutierrez, romance maravilhoso passado no início da revolução cubana, e QUANDO VOLTARÁ A SER COMO NUNCA FOI, de Joachim Meyerhoff.

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De não-ficção, mais uma bela pilha de TENENTES, a pesquisa competente e boa de ler de Pedro Dória sobre o movimento tenentista, e a presença já clássica de HISTÓRIA DO FUTURO, de Míriam Leitão.

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A escritora e jornalista Valeria Parrella, muito famosa e respeitada na Itália, com obra vasta já publicada, tem coluna literária na revista feminina Grazia e abriu espaço para A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha. Ela diz lindamente que “os leitores que amam a literatura sul-americana reconhecerão um rumor de fundo ao qual convencionamos chamar ‘realismo mágico’”.

Não é a primeira vez que a crítica italiana fala de realismo mágico em relação a Martha Batalha e EURÍDICE. Curioso, porque no Brasil não vemos realismo mágico na narrativa de Martha. Ela não busca dar verossimilhança ao fantástico. Somente usa humor e ironia para realçar a estranheza de aspectos de um cotidiano, que nós, brasileiros, sabemos ser perfeitamente reais e comuns.

Um leitor italiano de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, amigo da agência, Giovanni Cannistrà, celebrou o retorno de Jorge Amado em linguagem feminina e feminista, mas com um humor que faltava à literatura brasileira contemporânea, seguida por ele desde a Sicília, onde vive, depois de ter morado no Brasil por várias décadas. Jorge Amado não é nem nunca foi visto como um nome do realismo mágico brasileiro.

Não como José J. Veiga, querido cliente da agência por intermédio de Gabriel Martins, herdeiro e proprietário da obra, ou como Murilo Rubião, dois imensos autores hoje no acervo da Companhia das Letras. (Aliás, três, quatro autores, Jorge Amado e Martha, todos de quem estamos falando são Companhia.)

De fato, para mim (LVB), a construção das frases de Martha ecoa mais García Márquez do que Jorge Amado. Creio que a influência do mestre colombiano do realismo fantástico foi mais forte sobre ela do que as histórias de Gabriela, Dona Flor e Tieta. Vejam só o primeiro parágrafo de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO. Mas Martha é de fato engraçada como Jorge e não temos dúvida de que sua capacidade de ridicularizar o machismo configure o principal fator para o deslumbramento dos europeus com EURÍDICE. Aguardem e apostem: a acolhida dos franceses a EURÍDICE será ainda mais apaixonada do que a dos italianos e portugueses.

Quando Eurídice Gusmão se casou com Antenor Campelo as saudades que sentia da irmã já tinham se dissipado. Ela já era capaz de manter o sorriso quando ouvia algo engraçado, e podia ler duas páginas de um livro sem levantar a cabeça para pensar onde Guida estaria, naquele momento. É verdade que continuava a busca, conferindo nas ruas os rostos femininos, e uma vez teve a certeza de ter visto Guida num bonde rumo a Vila Isabel. Depois esta certeza passou, como todas as outras que teve até então.

O maior e mais prestigioso jornal italiano, La Repubblica, publicou uma nota crítica muito legal sobre A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha. Na Itália, a Feltrinelli alterou o título para EURÍDICE GUSMÃO QUE SONHAVA A REVOLUÇÃO – que obviamente não funcionaria no Brasil a começar pela rima, mas que no italiano ficou ótimo.

A resenhista realçou a leveza e a ironia da linguagem de Martha contra o pano de fundo de profundas transformações sociais no Rio de Janeiro entre as décadas de 20 e 60 do século passado. “Um Rio muito diferente daquele das Olimpíadas”, ainda uma metrópole em formação.

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Do Blog da Companhia das Letras

por Martha Batalha

Foram duas semanas de extremos, com o perfil da bela e recatada Marcela Temer, e da voluptuosa e luxuriante miss Bumbum. E ainda teve Erundina gritando “É golpe”, depois de Cunha manobrar uma eleição na Câmara contra os direitos das mulheres. O deputado Flavinho do PSB dizendo que mulher “de verdade” não quer poder, quer é ser amada. O cancelamento de uma palestra sobre direitos das mulheres no colégio Salesiano, em Niterói, porque grupos religiosos associaram o tema à pauta de esquerda.

Nos meses anteriores teve Câmara aprovando projeto que dificulta o aborto legal. E a mulherada indo pra rua, com muita raiva do autor da proposta, Eduardo Cunha (ele, de novo, como sempre). Enquanto isso, editoras do mundo inteiro negociavam a publicação dos livros esgotados ou não traduzidos de Svetlana Aleksiévitch, como o que traz depoimentos de mulheres russas no front da Segunda Guerra. A desconhecida Elena Ferrante, com sua escrita universal, lançava best-sellers que contêm o ponto de vista feminino (uma literatura sobre mulheres, e não para mulheres). E Chimamanda Ngozi Adichie vendia centenas de milhares de exemplares de seu preciso e precioso manifesto feminista (onde diz, simplesmente, que feminismo é tratar os outros com respeito).

Que época para ser mulher, escrever, e tentar entender o Brasil e o mundo. É o que penso o tempo todo, foi o que pensei ontem, depois de terminar a releitura de 1968, o ano que não terminou, de Zuenir Ventura. Olha, Zuenir, a gente está com um 1968 por mês, quero ver quem será o gênio capaz de escrever 2016, o ano que englobou uma década.

No meio de tanta coisa eu me pergunto qual a missão do escritor (eu sei, missão é uma coisa meio 1960, mas acho mesmo que o escritor tem um papel a cumprir, principalmente em tempos conturbados como este). E acredito que este papel, esta missão, seja desconstruir estereótipos.

Marcela Temer, por exemplo. No fundo não importa se ela é bela, recatada e do lar. Que goste de cores claras, saias na altura do joelho e cabelos com luzes fininhas. Para mim ela poderia passar o resto de seus dias fazendo bolinhos de chuva para o filho Michelzinho, que eu não ligaria. O importante, no caso, é que uma reportagem escrita por uma mulher escolhe os termos “bela”, “recatada” e “do lar” como principal forma de definir — e elogiar — outra mulher. Não é Marcela que está errada, mas as escolhas da jornalista, e o espaço dado na imprensa para esse tipo de perfil.

Ou Milena Santos, a miss Bumbum e primeira-dama do turismo brasileiro. Esta nem precisa ser definida por jornalistas, porque se tornou um estereótipo de si mesma. Abandonada pela mãe, cresceu numa favela e usou o corpo como moeda de troca. E o corpo como moeda não é, neste caso, um problema em si. O problema é que Milena deve ter crescido tão influenciada por estereótipos (das novelas, das músicas, das revistas femininas), e acreditado tanto nas imagens pré-fabricadas, que se tornou, ela própria, uma imagem pré-fabricada.

Marcela Temer e Milena Santos me fizeram refletir sobre meu primeiro romance. Sem perceber (e acredito profundamente no subconsciente na hora da escrita) eu fiz das duas protagonistas, Eurídice e Guida, lutadoras contra estereótipos. Eurídice é tida como bela, recatada e do lar. Guida é vista como deslumbrante, efusiva e da rua. Durante toda a trama elas tentam se desfazer destes estereótipos. Isso em 1940.

Estamos em 2016, e as questões continuam as mesmas. A mudança da mulher na sociedade — e da percepção da mulher na sociedade — passa primeiro pela mudança da construção da imagem desta mulher. E isso é com a gente — escritores, editores, designers, roteiristas, músicos, pintores, desenhistas, jornalistas.

Outro dia li um quadrinho de uma desenhista de Brasília, a Lovelove6. Em poucas linhas ela deu um recado fundamental para quem faz arte hoje no Brasil:

“Autores costumam considerar suas tramas apenas quando a mulher tem função sexual no roteiro, ou quando o foco da sua representação é estereotipado — a mãe, a filha, a esposa, a mulher, a prostituta.” No caso da protagonista, a mulher é “jovem, branca, magra, atraente e heterossexual, de traços finos e cabelos lisos”.

Para Lovelove6 (e para mim), não tem que ser assim. E esta é a parte mais linda:

“Sério, caras, as mulheres não precisam despertar o seu tesão e vocês não têm que querer comer todas. Na maior parte das vezes as mulheres estão por aí, existindo de boa, como as pessoas fazem. Se virando, trabalhando, querendo ter pensamentos complexos e profundos, querendo vencer e crescer, como você.”

É isso, companheiros artistas. A marquinha de catapora no queixo de uma mulher não tem que ser sexy. Pode ser a lembrança de uma noite de muita febre na infância, em que foi gostoso dormir na cama dos pais. A gente usa minissaia não para despertar instintos, mas porque aqui faz quarenta graus. Mulher também faz os cálculos para ver quando vai se aposentar, sonha com aquela casinha de campo, já pensou em estudar violão ou tocar tambor. Acorda suada depois de um pesadelo, cheira o garfo com comida, corta as unhas perto do sabugo e depois se arrepende. Já cogitou largar tudo e recomeçar muito longe. Consegue — ou não — fazer as palavras cruzadas sem olhar para as dicas da última página. Tem medo — ou não — de espíritos. Jogou no bicho, quase acertou a quina, perdeu tempo numa fila, se irritou com a porta giratória do banco. E até mesmo Marcela Temer com todo o seu recato, e Milena Santos com todo o seu silicone, ou as duas com todos os seus estereótipos, já pensaram, sentiram ou viveram algumas das coisas descritas acima.

Martha Batalha nasceu em Recife em 1973, e cresceu no Rio de Janeiro. Jornalista com mestrado em literatura pela PUC-Rio e em Publishing pela NYU, trabalhou em jornais como O Globo e criou o selo Desiderata, hoje da Ediouro. Vive na Califórnia. Em abril, lançou pela Companhia das Letras seu primeiro livro, A vida invisível de Eurídice Gusmão.