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OneWorld, a editora britânica quente do momento, ganhou matéria do excelente jornal digital português Observador. O gancho é o segundo prêmio Booker da OneWorld, com o livro do americano Paul Beatty, THE SELLOUT, que veio seguido ao do ano passado, do jamaicano Marlon James, A BRIEF HISTORY OF SEVEN KILLINGS. Como aponta o Observador, esse é um feito raríssimo na história do Booker, mais importante premiação literária de língua inglesa, embora ainda não muito influente no mercado brasileiro. Antes da OneWorld, somente a Faber & Faber conseguiu conquistar dois Booker seguidos.

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Dois fatos objetivos ligam a VB&M à OneWorld, além de uma empatia subjetiva. O primeiro fato é que representamos a lista da editora para o Brasil. Acabamos de vender para a Harper Collins Brasil os direitos de publicação de JIHADI JOHN, de Robert Verkaik, impressionante reportagem sobre o jovem britânico que atuou como carrasco do Estado Islâmico, aparecendo encapuzado em terríveis vídeos da organização. O segundo fato objetivo é nosso orgulho por ser a OneWorld a editora de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha, mencionado na matéria do Observador como uma das 30 traduções para a língua inglesa atualmente em processo na editora.

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O fato subjetivo que nos une são nossa concordância e admiração pela visão literária e editorial de Juliet Mabey, fundadora com o marido, Novin Doostdar, da OneWorld. Na matéria do Observador, ela diz, falando de suas preferências quando recentemente decidiu publicar romances, depois que se firmou como estupenda editora de não-ficção: “Adoro livros brilhantemente escritos com voz e história fortes. Mas procuro sempre aqueles que também dizem alguma coisa importante, que fazem as pessoas pensar e discutir.” Foi o que Juliet e nós da VB&M vimos em EURÍDICE e no trabalho de Martha Batalha.

O que é que a Oneworld tem que as outras editoras não têm?

(LVB)