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Ficou simplesmente divina a edição da Seguinte/Companhia das Letras para uma antologia de contos folclóricos do mundo todo com grandes personagens femininas e lindas heroínas, cujos direitos representamos no Brasil e em Portugal em nome da Feminist Press, de Nova York. O título original do livro é TATTERHOOD; o da Seguinte, muito bem sacado, CHAPEUZINHO ESFARRAPADO E OUTROS CONTOS FEMINISTAS DO FOLCLORE MUNDIAL. Está indo para as livrarias nas próximas semanas.

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Ethel Johson Phelps pesquisou, coletou e organizou a antologia. Tem histórias antiquíssimas e quase esquecidas, mas também outras que ainda são contadas nas famílias, como “Três mulheres fortes”, um clássico japonês. Tem folclore de várias regiões da Grã-Bretanha; da Noruega; do sul da África, do Sudão, da Costa do Marfim; do Punjab, no Paquistão; dos índios norte-americanos; de todo lugar. Para nós, foi uma surpresa descobrir que no mundo todo existe esse folclore de caráter feminista, que, no entanto, termina subjugado pelas histórias dos grandes príncipes valentes.

CHAPEUZINHO ESFARRAPADO tem que virar leitura adotada nas as escolas. Sugerimos fortemente que pais de meninas deem esse livro de presente no Dia da Criança, e não importa muito a idade da filha. Até se já for adulta!

Diga-se que a introdução do volume da Seguinte é assinada pela queridinha dos jovens leitores, Gayle Forman. As ilustrações de Bárbara Malagoli são de extasiar. A tradução de Julia Romeu, perfeita. Meninas e meninos modernos e antenados vão amar esse livro de folclore revolucionário.

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Notícias sobre um livro essencial para os dias de hoje que representamos para a Feminist Press: SLUT – A play and Guidebook for Combating Sexism and Sexual Violence (PIRANHA – Uma peça e um guia para o combate ao sexismo e à violência sexual), editado por Katie Cappiello e Meg McInerney. A peça está em carta em Dixon Place e é programa altamente recomendável para quem tiver viagem marcada a Nova York, pois a temporada acaba de ser estendida. The New Yorker publicou um artigo curto sobre a volta da peça à cidade depois de uma turnê nacional.


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SLUT tem sido considerada um grande sucesso no sentido de provocar a discussão sobre a violência contra as mulheres, principalmente na juventude, e por isso terá agora uma versão para meninos, NOW THAT WE’RE MEN (AGORA QUE SOMOS HOMENS), a estrear este mês. A nova peça vai explorar as experiências dos rapazes na luta contra uma cultura de ódio sexual e de padrões impossíveis de masculinidade. Em livro, sairá no outono do Hemisfério Norte também pela Feminist Press.

Você se lembra da “piranha” de sua turma na escola? Esse livro revela o enorme custo psicológico e social de estigmatizar as meninas pelo seu comportamento sexual. Um comportamento que, às vezes em versões infinitamente mais acentuadas, nos meninos sempre foi aceitável, ou até motivo de admiração. Se você foi alguma vez chamada de “piranha”por exercer a sua sexualidade ou desejo livremente, ou sem razão alguma, apenas por inveja social, há de se sintar vingada quando ler esse livro.