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O PublishersMarketplace noticiou hoje a contratação de dois títulos do nome maior do romance histórico, Anya Seton, pela editora Renata Pettengill, da Record, em negociação conduzida por Anna Luiza Cardoso.

Brazilian rights to Anya Seton’s KATHERINE and DRAGONWYCK, to Renata Pettengill at Record, by Anna Luiza Cardoso at Villas-Boas & Moss Literary Agency, on behalf of Debbie Engel at Houghton Mifflin Harcourt.

Para quem ainda não conhece a obra de Seton, trata-se da rainha do romance histórico, principal referência para, por exemplo, a contemporânea Phillipa Gregory, que nas novas edições da Houghton Mifflin Harcourt, nos EUA, prefacia vários dos títulos da mestra.

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KATHERINE, de 1954, é na verdade uma renovação contratual, pois o livro figura com sucesso no catálogo da Record há alguns bons anos. Reconta como ficção a história real de um dos maiores casos amorosos da história britânica, entre Katherine Swynford e o Duque de Lancaster, John de Gaunt, da casa dos Plantagenetas, relação extraconjungal que atravessou boa parte do século XIV até o casamento dos dois, depois de quatro filhos. É uma leitura absolutamente encantadora e irresistível, que eu (LVB) não poderia recomendar mais vivamente. Anya Seton, falecida em 1990 aos 86 anos, construiu reputação como imensa pesquisadora, e lendo seus livros sentimo-nos completamente mergulhadas na época descrita, que varia muito de romance para romance.

A boa notícia do dia é portanto a decisão da Record de continuar a publicação da autora no Brasil com a contratação de DRAGONWYCK. A história não poderia ser mais diferente daquela de KATHERINE, em meados do século XIX, nos Estados Unidos, levantando várias questões sociais da época. Foi um de muitos livros de Seton adaptados para Hollywood, produção de 1946 (o romance é de 1944), com direção de Joseph Mankiewicz, e Vincent Price, Gene Tierney e Walter Huston nos papéis vértices do sofrido triângulo amoroso que é relatado.

Nem a Inglaterra do século XIV nem os EUA pré-Guerra Civil são cenários típicos do romance histórico que cativa leitores brasileiros, mais apreciadores de narrativas passadas na França ou, em se tratando de Inglaterra, na era Tudor. KATHERINE, no entanto, é um sucesso para a Record, gerando royalties muito interessantes anos após ano à proprietária dos direitos nos EUA por meio da editora Houghton Mifflin Harcourt, cliente da VB&M. A originalidade dos temas e das histórias que escolheu para contar tornam a ficção de Anya Seton ainda mais fascinante e de várias maneiras instrutiva, oferecendo a seu público um olhar culto sobre períodos obscuros da história ocidental.