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A propósito de seu livro recém-lançado A ERA DO IMPREVISTO e do ensaio em processo de escrita PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO, ambos títulos da Companhia das Letras, Sérgio Abranches deu na semana passada uma entrevista que não se pode perder. Já está no youtube.

O teaser é só provocação. Ele alerta que o partido é um tipo de agremiação que só fazia sentido na era analógica e mostra como a reforma política que está sendo arquitetada no Congresso vai piorar ainda mais nosso combalido sistema democrático.

Vale muito ver a íntegra do depoimento, mas é longo, 43 minutos.

Continuam a sair críticas e análises sobre o ensaio de Sérgio Abranches, A ERA DO IMPREVISTO, lançado pela Companhia das Letras. Seguem aqui um artigo publicado na Gazeta de Vitória e outro da Folha de S.Paulo. Para o lançamento amanhã em BH, no quadro do projeto Sempre Um Papo, saiu também matéria no jornal O Tempo.

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Chega dia 29 a todas as livrarias, com noite de autógrafos marcada para 20 de junho na Cultura da Paulista, um dos grandes lançamentos de 2017: NEVE NA MANHÃ DE SÃO PAULO, de José Roberto Walker, pela Companhia das Letras.

Comoventemente belo, conta a história trágica e real do caso amoroso do escritor Oswald de Andrade com uma jovem e brilhante normalista, 17 anos!, a Daisy, Miss Cyclone, única moça a frequentar a notória garçonnière dos modernistas. Além de Oswald, Miss Cyclone e toda aquela magnífica geração literária do modernismo, é personagem importante da narrativa, passada essencialmente em 1917/18, a cidade de São Paulo no exato momento de transição de burgo do interior para metrópole.

Uma declaração de amor à cidade da parte de José Roberto Walker, publicitário, produtor cultural, historiador, diretor da TV-Cultura, mas acima de tudo um erudito apaixonado da história paulistana.

Míriam Leitão escreveu ontem uma crônica para o Blog do Matheus sobre a natureza do livro, comentando o impacto da chegada dos exemplares em papel à casa do autor. Os livros que, chegando à casa de Míriam no fim de semana, inspiraram a sua crônica não eram dela, mas de Sérgio Abranches, o portentoso ensaio sobre a contemporaneidade A ERA DO IMPREVISTO, publicado pela Companhia das Letras.

A alegria da gente foi hoje. Os livros chegaram à VB&M. Lindos. Imensa alegria e orgulho.

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A ERA DO IMPREVISTO consolidará seu lugar como uma daquelas obras seminais na área da filosofia e das ciências humanas. Será impossível falar dos desafios da globalização nas primeiras décadas do século XXI sem nos referirmos a conceitos lançados por Sérgio ao longo de sua brilhante resenha da melhor produção filosófica, política e sociológica das últimas décadas.
Aos leitores intelectualmente curiosos, que querem afiar uma visão do mundo complexa e o mais possível aproximada da verdade, recomendamos fortemente. Corram às livrarias para comprar _ e ler! _ A ERA DO IMPREVISTO.

A coluna de Ancelmo Góis, no Globo, noticiou o lançamento de A ERA DO IMPREVISTO, do cientista político e romancista Sérgio Abranches, pela Companhia das Letras. Será um grande lançamento, o que não surpreende dada a incrível pertinência do livro para a conjuntura que estamos atravessando. Historicamente, não é comum um livro sair com tanta precisão em sua hora.

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No dia 30 de março, os exemplares da obra já estarão amplamente distribuídos. A noite de autógrafos carioca, com debate com Eduardo Giannetti e professor Ronaldo Lemos (este entrando online desde a Universidade de Columbia, onde está dando um curso), deve acontecer dia 19 de abril, na Travessa do Leblon. Ainda confirmaremos, mas deve ser isso. Outros debates seguirão em várias praças.

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Para o Blog do Matheus, Sérgio Abranches escreveu um artigo explicando o novo populismo que aflige um grande número de democracias contemporâneas. Os temas do riquíssimo ensaio estão desdobrados em seu livro A ERA DO IMPREVISTO, que vem aí pela Companhia das Letras, em junho.

Sérgio faz uma equação interessante. Mostra que a esquerda tem uma visão distributiva e de justiça social, mas pensa de maneira totalmente anacrônica o desafio econômico, enquanto a direita tem propostas interessantes para a economia mas ainda acredita que a sociedade pode se reger pelo cada um por si. Apoiado na mentira, o populismo nada de braçada no espaço criado pelo conflito entre essas visões. Soluções até existem para muitos dos problemas atuais, mas as lideranças políticas globais não compreendem o desafio colocado pela e para a humanidade.

O novo populismo e o desafio democrático

* Por Sérgio Abranches

A democracia americana e várias democracias europeias estão sob a ameaça dos populistas. Diferentemente do velho e novo populismo latino-americano, a vertente que assalta as democracias mais maduras vem da direita nacionalista. O populismo, sob qualquer de suas formas nasce da insatisfação e do ressentimento. O terreno no qual prosperam as lideranças populistas é marcado pela frustração das oportunidades e pela desigualdade crescente. Elas exploram o sentimento de abandono ou destituição. Não são sentimentos gratuitos. Eles estão ancorados nas falhas sistêmicas dos mercados e das democracias. O mundo vive uma longa e radical transição. Os modelos político-econômicos que impulsionaram o século XX, com raízes nos séculos XVIII e XIX, não funcionam mais como antes.

As formas tradicionais de produção e circulação de mercadorias foram alteradas pela globalização, pelas mudanças tecnológicas, pelo desenvolvimento no mercado financeiro de novas modalidades de financiamento e pela instantaneidade da economia digitalizada.Tudo isso gera desigualdade e desemprego. Os novos padrões, alguns já emergentes, não são ainda capazes de gerar os empregos, a renda e o bem-estar necessários para atender às demandas da maioria. O que piora o quadro é que as democracias estão dominadas por oligarquias políticas e econômicas que não representam mais amplas parcelas da sociedade. Elas emergiram fora das jurisdições cobertas pelos partidos, sindicatos e grupos de interesses organizados e encontram-se desamparadas. São rejeitadas pelo mercado de trabalho e estão fora do alcance das redes de proteção social do estado.

O populismo, com suas ideias econômicas obsoletas, antiglobalização e protecionistas consegue entregar-lhes apenas momentos fugazes de euforia. Ao insustentável crescimento produzido pelas aventuras macroeconômicas dos populistas, de qualquer matiz, decorrem profundas distorções nos quadros fiscal e distributivo. Desde meados dos anos 1990, temos vivido ciclos econômicos de crescimento-crise recorrentes, associados a ciclos políticos de populismo-austeridade. O resultado dessa oscilação é o aumento das desigualdades, o crescimento do desemprego estrutural, a insatisfação e o ressentimento derivados da frustração das expectativas. A cada ciclo, faixas cada vez maiores da economia se mostram incapazes de recuperação. Foi o que aconteceu, por exemplo, com as atividades do chamado “cinturão da ferrugem”, nos Estados Unidos, área de mineração de carvão e de indústrias metal-mecânicas de baixa produtividade e sem competitividade. Em regiões como essas, não há futuro de retomada das indústrias tradicionais. Capital e trabalho terão que ser reciclados para outras atividades em sintonia com o movimento da transição tecnológica, econômica e social. Nesse interregno, viveremos perigoso quadro de agravamento de desigualdade e desconforto socioeconômico.

O sociólogo Ulrich Beck define esse fenômeno como a sociedade do “indivíduo por contra própria”. A rede de proteção social não consegue atende-lo e tem dificuldade de se ajustar ao novo perfil demográfico e às limitações fiscais do estado. Passa a valer o princípio do indivíduo por contra própria que corresponde, na prática, à dura lei do “sua vida, seu risco”. As crises estruturais, portanto coletivas, passam a constituir risco pessoal, resultando em “sua vida, seu fracasso”. Apenas uma minoria de indivíduos adquire com a rapidez necessária a capacidade de combinar redes, construir alianças, fazer acordos, sempre por conta própria. Eles aprendem a viver e sobreviver numa atmosfera de risco permanente, na qual o conhecimento e as mudanças de vida são de curta duração e se multiplicam no tempo. Suas experiências de vida mudam rapidamente. Há mais liberdade para a experimentação mas, ao mesmo tempo, as pessoas devem enfrentar o desafio sem precedentes de lidar, em tempo praticamente real, com as consequências de suas ações e das ações dos outros. A grande maioria não tem essa desenvoltura e engrossa a massa de despossuídos e ressentidos.

Em todas as sociedades industrializadas contemporâneas, do Brasil a Portugal e Espanha, da Grécia aos Estados Unidos, da França ao Reino Unido, os jovens, com mais qualificação que seus pais, não conseguem entrar no mercado de trabalho. O desemprego entre os que têm entre 17 e 30 anos é, em geral, o dobro da média, às vezes quase o triplo. Na outra ponta, o ajustamento dos modelos previdenciários, desenhados para uma realidade que não existe mais, mesmo quando reformados para adequá-los à nova demografia, continuam a proteger indivíduos de uma estrutura ocupacional e contratual que está em dissolução. O sistema de welfare alemão data do período de Otto Von Bismarck. Foi criado em 1884. O americano nasceu no New Deal, nos anos 1930. O francês é dos anos 1940. O britânico também. Aqueles que circulam pelas formas emergentes ou transicionais de trabalho e vida não são alcançados nem pela rede de proteção social, nem pela previdência. Crescem, além disso, o desemprego e a desproteção na faixa de pessoas entre 50 e 65 anos. Forma-se, deste modo, a base eleitoral do novo populismo entre os mais jovens e os de idade madura. Essa situação precária de vida alimenta a aversão à política e aos políticos e o desencanto com a democracia representativa. Os populistas têm uma concepção instrumental da democracia. Eles a vêm como um meio para chegar ao poder, mas não a aceitam quando oferece um meio legítimo para retirá-los do poder.

O desafio democrático há muito deixou de ser uma questão apenas política. Não há como revigorar a crença na democracia sem desenhar novas políticas de redistribuição e proteção social, compatíveis com as demandas e limitações dessa transição. Os partidos de esquerda, socialistas, social-democratas, trabalhistas, têm a vocação redistributivista, mas sua visão econômica é ultrapassada. Os conservadores, liberais e neoliberais, têm perspectiva econômica atualizada, mas são avessos ao redistributivismo. Preferem o princípio “sua vida, seu risco”. O modelo da sociedade do indivíduo por conta própria é perfeitamente legítimo e moralmente justificável para eles. Portanto, o desafio democrático global é ainda mais complexo. Não pode ser resolvido com reformas. Ele requer um novo paradigma redistributivo, compatível com a nova realidade econômica e fiscal e com as novas demandas da sociedade da transição. Mas não há, hoje, no espectro político, lideranças capazes de entender esse desafio e propor novos modos para resolve-lo.

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Recebemos na agência os exemplares de cortesia de CHAPEUZINHO ESFARRAPADO e outros contos feministas do folclore mundial, organizado por Ethel Johnston Phelps e ilustrado lindamente por Bárbara Malagoli, numa edição da Companhia das Letras.

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A edição original em inglês foi publicada pela editora nova iorquina The Feminist Press, que apostou em um livro que reunisse diversas histórias e contos orais, passados de avó para neta, sobre a essência sagrada da mulher em diferentes lugares e culturas do planeta. Ao ler as deliciosas histórias, descobrimos que o conceito de “empoderamento feminino” está presente em todas as culturas, milenariamente. Nada de princesinhas indefesas esperando serem salvas, mas sim meninas e mulheres que foram corajosas e se tornaram heroínas de suas próprias vidas.

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Umas das ilustrações, por Bárbara Malagoli.

A linda edição da Companhia somou charme ao livro, que é fruto de muita pesquisa. Um ótimo presente para todas as idades – taí, uma boa dica para o Natal.

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CHAPEUZINHO ESFARRAPADO tem tudo para também entre nós se tornar um clássico – feminista– que será lido por muitas e muitas gerações a seguir. Já é o que acontece nos Estados Unidos com as seguidas edições de The Feminist Press, que agora mesmo o está relançando com projeto gráfico inteiramente novo.

Chegaram à agência nossos exemplares de O REMANESCENTE, de Rafael Cardoso, que está saindo do forno no Brasil pela Companhia das Letras. O romance de não ficção, resultado de longa pesquisa e imersão de Rafael na história de sua família, narra o trágico exílio de Hugo Simon, bisavô do autor, sua esposa e filhas, da Europa para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

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O nosso exemplar, recém chegado.

Além de grande narrativa, O REMANESCENTE é protagonizado por personagens tão interessantes e fascinantes que ao terminar a leitura não há como discordar de que suas histórias não poderiam deixar de ser contadas. Rafael tomou para si a responsabilidade com grande competência e o resultado é um livro espetacular.

Recém publicado na Alemanha pela S. Fischer Verlag, DAS VERMÄCHTNIS DER SEIDENRAUPEN está super bem exposto nas livrarias do país. Garanto isso por Berlim, de onde eu, Anna Luiza, escrevo e onde todas as livrarias contam com uma bela pilha do livro, e por Frankfurt.

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Fico ansiosa agora pela recepção dos leitores brasileiros à belíssima edição preparada pela Companhia das Letras. Há de ser das melhores!

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Chegaram à agência, e só havia Lara Berruezo para receber (euzinha), nem Nelson Villas-Boas estava lá na hora, os magníficos exemplares do livro de Rafael Cardoso, O REMANESCENTE, publicado pela Fischer na Alemanha sob o título de O LEGADO DO BICHO-DA-SEDA. Nenhum problema para Luciana e Anna Luiza, que podem ver o volume nas vitrines das livrarias de Berlim.

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Muita crítica positiva na mídia alemã. Rafael está numa maratona de leituras e autógrafos em várias cidades da Alemanha. Sabendo disso, sua editora holandesa, Nieuw Amsterdam, perguntou se era Rafael mesmo falando nos eventos e disse que também quer. Respondemos que sim, Rafael, bilíngue em português e inglês e com ótimo domínio do alemão, certamente é responsável pelas apresentações de seu belíssimo romance biográfico, mas holandês não dá. Brincadeira, os holandeses ficarão felizes com apresentações em inglês ou alemão.

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O REMANESCENTE sai no Brasil em novembro. Otávio Costa, diretor da Companhia das Letras, contou que o livro ficará lindo, maravilhoso. O título alemão tem a ver com uma das inúmeras empreitadas do protagonista Hugo Simon, bisavô do Rafael, banqueiro judeu exilado tragicamente no Brasil durante a II Guerra Mundial, que já nos anos 20 fazia pesquisas e experimentos de agricultura ecológica e em Minas Gerais tentou cultivar o bicho-da-seda.

É para os bons leitores fazerem contagem regressiva para a chegada do livro nas livrarias. Será um magnífico presente de Natal.

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A escritora e jornalista Valeria Parrella, muito famosa e respeitada na Itália, com obra vasta já publicada, tem coluna literária na revista feminina Grazia e abriu espaço para A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha. Ela diz lindamente que “os leitores que amam a literatura sul-americana reconhecerão um rumor de fundo ao qual convencionamos chamar ‘realismo mágico’”.

Não é a primeira vez que a crítica italiana fala de realismo mágico em relação a Martha Batalha e EURÍDICE. Curioso, porque no Brasil não vemos realismo mágico na narrativa de Martha. Ela não busca dar verossimilhança ao fantástico. Somente usa humor e ironia para realçar a estranheza de aspectos de um cotidiano, que nós, brasileiros, sabemos ser perfeitamente reais e comuns.

Um leitor italiano de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, amigo da agência, Giovanni Cannistrà, celebrou o retorno de Jorge Amado em linguagem feminina e feminista, mas com um humor que faltava à literatura brasileira contemporânea, seguida por ele desde a Sicília, onde vive, depois de ter morado no Brasil por várias décadas. Jorge Amado não é nem nunca foi visto como um nome do realismo mágico brasileiro.

Não como José J. Veiga, querido cliente da agência por intermédio de Gabriel Martins, herdeiro e proprietário da obra, ou como Murilo Rubião, dois imensos autores hoje no acervo da Companhia das Letras. (Aliás, três, quatro autores, Jorge Amado e Martha, todos de quem estamos falando são Companhia.)

De fato, para mim (LVB), a construção das frases de Martha ecoa mais García Márquez do que Jorge Amado. Creio que a influência do mestre colombiano do realismo fantástico foi mais forte sobre ela do que as histórias de Gabriela, Dona Flor e Tieta. Vejam só o primeiro parágrafo de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO. Mas Martha é de fato engraçada como Jorge e não temos dúvida de que sua capacidade de ridicularizar o machismo configure o principal fator para o deslumbramento dos europeus com EURÍDICE. Aguardem e apostem: a acolhida dos franceses a EURÍDICE será ainda mais apaixonada do que a dos italianos e portugueses.

Quando Eurídice Gusmão se casou com Antenor Campelo as saudades que sentia da irmã já tinham se dissipado. Ela já era capaz de manter o sorriso quando ouvia algo engraçado, e podia ler duas páginas de um livro sem levantar a cabeça para pensar onde Guida estaria, naquele momento. É verdade que continuava a busca, conferindo nas ruas os rostos femininos, e uma vez teve a certeza de ter visto Guida num bonde rumo a Vila Isabel. Depois esta certeza passou, como todas as outras que teve até então.