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A bem sucedida start up editorial francesa Allary, que publica Riad Sattouf, entre muitos autores atualmente super populares, e que representamos em nome da 2-Seas, está alardeando L’ASCENSION DU MONT BLANC (A SUBIDA DO MONTE BRANCO), de Ludovic Escande, que chega às livrarias da França amanhã.

O autor é um editor que nunca praticara o alpinismo e sofria de vertigem, mas foi levado a subir o Mont Blanc, na fronteira da França com a Suíça, com dois amigos amantes do esporte, Silvayn Tesson e, bastante conhecido dos brasileiros, Jean-Christophe Rufin, que já foi publicado pela Record e pela Objetiva, autor de VERMELHO BRASIL. O resultado é esse livro delicioso para esportistas, “hikers” ou profissionais da preguiça física. Muito bom de ler.

Chega amanhã às livrarias da França, pela Allary Éditions, um livro importante e bom de ler que representamos no Brasil em nome da 2-Seas Agency. O título é POUR QUE LA PHILOSOPHIE DESCENDE DU CIEL, “para que a filosofia desça do céu”, que não soa bem em português. Estamos nos referindo ao precioso texto de Alexandre Lacroix como “Filosofia pé no chão”, mas a chamada desse cartaz publicitário da Allary também propicia outros títulos fortes como “filosofia portátil” ou “de mão”.

A mensagem de Lacroix é que os conceitos filosóficos têm origem na vivência humana do dia-a-dia. As pessoas não precisam _ não devem _ temer a filosofia pensando que se trata de algo muito elevado, que intimida, nos faz sentir limitados intelectualmente. A escrita de muitas obras de filosofia criou e disseminou essa imagem, esse bicho papão, o que é uma pena, porque o ser humano precisa e é capaz de refletir filosoficamente em sua vida.

Refletir filosoficamente é pensar criticamente a partir dos acontecimentos do cotidiano. Como diz o release da editora, a filosofia não é uma disciplina escolar, e sim uma emanação da vida.

A proposta de Lacroix é aproximar as pessoas comuns da filosofia. Ele dá o passo-a-passo.

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Clique aqui para acessar as informações do livro no site da Allary. 

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Sai notícia no Publishers Marketplace sobre a venda VB&M de LES VIRTUES DE L’ ÉCHEC (As virtudes do fracasso) e LA JOIE (A alegria), de Charles Pépin, em nome da 2-Seas Agency e da editora francesa Allary, para a Estação Liberdade, de Angel Bonjadsen. O primeiro livro é um ensaio que faz a crítica da ideologia do sucesso, que nos diminui e oprime na contemporaneidade; o segundo, um romance filosófico.

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Principalmente o primeiro livro, recém publicado na França, é um sucesso com mais de 20 mil exemplares vendidos. Pudera. A leitura vem a calhar numa época extremamente desconfortável para a maioria das pessoas, principalmente os jovens, que vêem todas as portas fechadas mas sofrem uma cobrança desmedida sobre realização e carreira.

Portuguese Brazilian rights in Charles Pepin’s JOY and the nonfiction THE VIRTUES OF FAILURE, to Estacao Liberdade, at auction, in a two-book deal, by the Villas-Boas & Moss Literary Agency in association with Marleen Seegers at 2 Seas Agency on behalf of Allary Editions. Rights previously for THE VIRTUES OF FAILURE to Hanser in Germany, Garzanti in Italy and Niculescu in Romania.

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Imaginar que se está sentado tomando um cafezinho e conversando com algum grande gênio do passado não é exclusividade da minha cabeça imaginativa. Foi a partir dessa ideia que o jornalista francês Louis Bériot escreveu UM CAFÉ COM VOLTAIRE: Conversas com as grandes mentes de seu tempo, minha tradução livre do título publicado recentemente em Paris pela Allary, Un café avec Voltaire: Conversations avec les grands esprits de son temps.

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A crítica francesa confirma: o livro é delicioso de ler e nos envolve completamente. Beriot faz um misto de biografia, ensaio e romance histórico, convidando-nos a um passeio pelo Iluminismo, etapa filosófica crucial para a humanidade, com debates sobre o poder, a religião, o fanatismo e a intolerância. Tirando proveito do passeio, ele nos apresenta a outros grandes nomes da época como Newton, Montesquieu, Diderot e Rousseau, este em suas disputas com Voltaire. A pesquisa do Beriot baseou-se principalmente nas trocas epistolares desses dois gênios do Iluminismo francês. Além dos fatos históricos em si, uma pitada de criatividade por parte do autor faz o livro parecer mais leve, como uma conversa entre dois amigos.

A boa notícia é que em breve teremos UM CAFÉ COM VOLTAIRE no Brasil, publicado pela Autêntica. A negociação, conduzida pela VBM em nome de Marleen Seegers, da 2-Seas, e da Allary, foi anunciada ontem na Publishers Market Place (imagem abaixo). Nós, que somos fãs do trabalho da Autêntica assim como da Allary, acreditamos que o trabalho de Beriot vai pegar no Brasil. Quero muito lê-lo mais fluentemente em português, degustando um fumegante café da tarde.

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Chega às livrarias francesas amanhã LES VERTUS DE L’ÉCHEC, de Charles Pépin, um livro que celebra as virtudes do fracasso, lançado pela Allary, cliente da 2-Seas e portanto, no Brasil, da VB&M. O livro é precioso, pura filosofia disfarçada de auto-ajuda.
Pépin é mais ou menos conhecido por estas plagas. Companhia das Letras lançou em 2014 O PLANETA DOS SÁBIOS, uma divertida históriacouverture-pepin-hd-tt-width-326-height-468-lazyload-0-crop-1-bgcolor-ffffff das ideias, ilustrada com humor pelo cartunista Jul, cobrindo 3 mil anos de filosofia. Em 2011, a Sulina lançara OS FILÓSOFOS NO DIVÃ, no qual Pépin põe Platão, Kant e Sartre em sessões de psicanálise com Freud; beleza de livro.

Em AS VIRTUDES DO FRACASSO, Pépin defende que não há história de sucesso sem uma série de derrotas que o antecedam. Demonstra sua tese com as trajetórias de personagens mais ou menos contemporâneos, como Rafael Nadal, J.K. Rowling, Steve Jobs, Charles De Gaulle ou Thomas Edison. Relê o percurso dessas figuras geniais à luz de Marco Aurélio, São Paulo, Freud, Bachelard e Sartre.

Pelo livro, percebemos que o fracasso é muito menos manifestação de fraqueza, falta ou erro do que o resultado de um lance de audácia, ou uma rica experiência. É curioso, mas se aprende a ter sucesso no fracasso, porque cada prova ou desafio, confrontando-nos com o real ou com nossos desejos mais íntimos, têm o potencial de nos tornar mais lúcidos e combativos. Mais vivos. Como diz o release da Allary, um pequeno tratado de sabedoria que põe o leitor na estrada do autêntico e verdadeiro sucesso.

O mais incrível disso tudo é que Charles Pépin, de 43 anos, com mais de dez livros publicados em 20 países, é professor de filosofia não na Sorbonne, mas na Maison d’éducation de la Légion d’Honneur da região de Saint Denis, isto é, para alunos do liceu francês, o equivalente da escola média brasileira. Já imaginou ter 15 anos e estudar filosofia com um professor desses numa escola pública?

http://www.allary-editions.fr/publication/les-vertus-de-lechec/