Roberto Sander

Roberto Sander

ROBERTO SANDER

Formado em Jornalismo pela PUC-RJ, Roberto Sander especializou-se em Publicidade e Pesquisa em Comunicação. Durante 20 anos, foi repórter e editor em vários veículos da mídia brasileira como jornal O Globo, TV Globo e SporTV. É autor de 11 livros, e alguns deles tornaram-se obras de referência, tais como ANOS 40 – VIAGEM À DÉCADA SEM COPA (Bom Texto), O BRASIL NA MIRA DE HITLER (Objetiva), O CRIME QUE ABALOU A REPÚBLICA (Maquinária) e 1964 – O VERÃO DO GOLPE (Maquinária), todos calorosamente acolhidos pela crítica. Do livro sobre 1964, o Valor destacou o “vigor da narrativa”.

O Globo salientou que, “quando não se imaginava que pudesse se escrever um livro original sobre o golpe de 1964, Roberto Sander conseguiu esse intento”. O autor passa em seus textos a empolgação de um repórter chegando à redação com um furo de reportagem e retrata à perfeição o sentimento da época pesquisada. Roberto Sander é também editor de livros com a experiência de ter lançado cerca de 70 títulos e criado coleções de sucesso como ÍDOLOS IMORTAIS e MEMÓRIA DE TORCEDOR no segmento de literatura esportiva.

1968 – QUANDO A TERRA TREMEU

Ao contrário de todos os livros sobre o tema, a abordagem desse 1968 não se limita às questões tradicionais que tornaram aquele ano tão emblemático. O painel de 1968 construído aqui é completamente novo. A narrativa avança mês a mês, de janeiro a dezembro, com textos sobre os mais variados assuntos. Além dos episódios políticos que tanto marcaram o período, o autor garimpou histórias saborosas e surpreendentes sobre ciência, moda, comportamento, esporte e cultura em geral, compondo um mosaico ao estilo do que fazia Eduardo Galeano, ou podendo lembrar ainda o 1926, de H. Gumbrecht.

O leitor é tragado por um turbilhão de acontecimentos que o leva de uma hora para outra da Guerra do Vietnã à primeira visita ao Brasil de um arredio Mick Jagger; do Maio de 68 na França até à África do Sul, onde no país mais racista do mundo acontecia o primeiro bem-sucedido transplante de coração, um desafio à (falta de) lógica do racismo, pois o doador era um mulato, e o receptor, um homem branco; da Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, a Havana, onde Fidel Castro fazia um expurgo no Partido Comunista cubano. Fica claro que 1968 teve uma complexidade que não se limitou aos fatos tradicionalmente mencionados. Por esse livro, o leitor compreende que aquele ano foi ainda mais amplo, assombroso e sedutor do que já se sabe.

Status/Publicação: pela Vestígio (Autêntica) em 2018.