Martha Batalha

Martha Batalha

MARTHA BATALHA

Martha Batalha nasceu em Recife, Pernambuco, mas cresceu no Rio de Janeiro. Foi repórter por muitos anos e criou a editora Desiderata, hoje parte do grupo Ediouro. Mudou-se para Nova York em 2008, onde trabalhou no mercado editorial. A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO é seu primeiro livro.

Foi vendido e publicado com sucesso em mais de dez países, e está sendo adaptado para o cinema sob o título de Vida Invisível, com direção de Karim Ainouz e Isis Valverde no papel de Guida. Ela vive em Santa Mônica, na Califórnia, com seu marido e dois filhos.

AREIA BRANCA: UM ROMANCE DE IPANEMA

A história de Johan Edward Jansson e seus descendentes, e de como a família contribuiu para a formação de Ipanema e do Rio de janeiro. Na primeira parte do romance, Johan chega ao Brasil para atuar como cônsul da Suécia. Apaixona-se por Ipanema na época em que o local era apenas um areal e constrói um castelo de frente para a praia. O ano era 1904, e a construção do castelo (que de fato existiu) marca o início do bairro. Naqueles tempos Ipanema era um paraíso, o cenário por onde circulam personagens extraordinários e marcados por nuances de realismo mágico – Brigitta, a mulher de Johan que ouve vozes, Laura Alvim, a menina rica que quer ser atriz, Álvaro, o cientista e médico que salva vidas e perde a própria por causa de experimentos com raios X. A segunda parte do livro conta a história de Otávio Jansson, neto de Johan, e sua mulher Estela. Ipanema guarda pouco da poesia dos primeiros tempos, por causa da especulação imobiliária, da violência e da falta de memória de seus moradores.

O país também mudou com o Golpe de 1964 e tudo o que a ditadura militar significou para para a juventude da época. A nova realidade é vista a partir da história de Beto, amante de Estela, e Maria Lúcia, primeira namorada de Otávio. Não existe, nessa Ipanema e nesse Brasil, espaço para o realismo mágico dos primeiros tempos. Mas as mudanças políticas passam despercebidas por Estela, que se preocupa apenas com o que acontece dentro de seu apartamento, no que pode ser visto como metáfora à burguesia da época.

AREIA BRANCA é um livro de muitas tramas, em que fatos reais, tramas delirantes e personagens históricos e fictícios se misturam naturalmente. É um romance sobre a memória tão frágil dos trópicos e sobre as marcas do tempo e das escolhas de cada um. A linguagem é marcada pela ironia, as muitas narrativas seguem a tradição latino-americana de Garcia Márquez e Isabel Allende.

Status/Publicação: pela Companhia das Letras em novembro de 2017. Vendido para a Éditions Denöel (França).

“Há ficcionistas que se orgulham de escrever sobre seu bairro e imaginam que ele contenha o universo. Martha Mamede Batalha não acredita nisso. Seu romance A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO cobre não apenas um enorme Rio de Janeiro, que vai das zonas Norte a Sul, passando pelo Centro, como sua trama se expande por 80 anos _ de 1880 a 1960 _ da história de uma família estrelada por mulheres bonitas e obsessivas. É uma saga, um épico, um romance fleuve, como os de antigamente. A diferença é que Martha, uma autora do nosso tempo, combina drama e humor com um savoir-faire incontrolavelmente moderno.”
– Ruy Castro, escritor

 

“Se eu tivesse que escolher apenas uma dentre as muitas qualidades literárias desse excelente VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, ficaria com seu traço original, que vem enriquecer o romance brasileiro: o humor lancinante, despojado, corrosivo e inteligente.”
– Alberto Mussa, escritor

 

“De uma forma inteligente e inusitada, Batalha nos transporta para um Rio antigo e cheio de boas histórias, através de seus personagens marcantes. É um romance divertido e muito gostoso de ler, que nos faz refletir sobre nosso passado e presente.”
– Carlos Saldanha, cineasta

A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO

A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO conta a história de Eurídice Gusmão, nascida na década de 1920, no Rio de Janeiro. Ela é filha de imigrantes portugueses, donos de uma quitanda em Santa Teresa. Eurídice é uma mulher extremamente capaz, que inventa projetos para dar vazão à sua inteligência. Mas ela não tem o apoio dos pais nos anos de solteira, ou do marido, nos anos de casada. O marido de Eurídice, Antenor é um homem correto e restrito, funcionário exemplar do Banco do Brasil. O romance também é a história de Guida, irmã de Eurídice, que foge de casa depois de conhecer Marcos, um médico nascido em uma das famílias mais respeitadas do Rio de Janeiro e, depois, sofre as consequências de se tornar mãe solteira no Rio de Janeiro da década de 1940. Enquanto o leitor acompanha a busca de Eurídice e as desventuras de Guida conhecemos outros personagens da trama: Zélia, a vizinha infeliz de Eurídice, responsável por divulgar as verdades e inverdades que circulam no bairro; pai de Zélia, Álvaro, que sobreviveu à febre amarela quando menino, mas não sobreviveu aos feitiços do mais poderoso babalaô do Rio; o solteirão Antônio, que vive com a mãe Eulália, hipocondríaca e amarga, é dono da papelaria da esquina e apaixonado por Eurídice. Conhecemos a história dos pais de Eulália, cuja mãe era uma nova rica que tentava ser aceita pela alta sociedade e o pai, um empresário de sucesso que transformou a fabricação de cerveja na cozinha de casa numa das maiores indústrias de seu tempo.

Conhecemos Filomena, uma ex-prostituta que se faz cuidadora de crianças e que tem uma boa surpresa quando chega no céu; e Maria das Dores, a empregada de Eurídice, que fala pouco, faz muito e não se importa com a vida difícil, desde que consiga criar seus três filhos. No final, Eurídice encontra a resposta para suas angústias onde menos espera. E Guida também acaba encontrando o que buscava quando fugiu de casa ainda tão jovem.

Baseado numa detalhada pesquisa sobre o Rio de Janeiro de 1880 a 1960, A vida invisível de Eurídice Gusmão conduz o leitor pelas histórias da época a partir do ponto de vista das mulheres que viveram no período.

Status/Publicação: pela Companhia das Letras em abril de 2016; pela Porto (Portugal) em julho de 2016; pela Feltrinelli (Itália) em agosto de 2016; pela Niew Amsterdam (Holanda) em setembro de 2016; pela Suhrkamp (Alemanha) em novembro de 2016; pela Denöel (França) em janeiro de 2017; pela Pax (Noruega) em janeiro de 2017; pela Angle (Catalunha) em fevereiro de 2017; e pela Seix Barral (Espanha) em feveveiro de 2017. Pela Oneworld (Reino Unido e Língua Inglesa) em setembro de 2017 e pela Kafka Kitap (Turquia) em novembro de 2017. Direitos vendidos para Colibri (Bulgaria) e para a Le livre de Poche (edição de bolso/ França). Direitos cinematográficos vendidos para a RT Features, as filmagens começam em outubro de 2017.