Maria de José Queiroz

Maria de José Queiroz

MARIA DE JOSÉ QUEIROZ

Nascida em Belo Horizonte, doutora em Letras Neolatinas pala Universidade Federal de Minas Gerais, Maria José de Queiroz tornou-se aos 26 anos a mais jovem catedrática do país, sucedendo por concurso ao professor Eduardo Frieiro na UFMG. Como convidada, tem uma longa carreira em importantes universidades americanas e européias: Indiana, Harvard, Berkeley, Sorbonne, Lille, Bordeaux, Aix-en-Provence, Bonn, Colônia. Em 1953 começou a colaborar com jornais de Minas Gerais, vindo a escrever para mais de uma dúzia de periódicos, inclusive por alguns anos para o francês Le Monde.

Recebeu prêmios da Academia Brasileira de Letras, do Estado de Minas Gerais, do Pen Clube e da União Brasileira de Escritores. Em 1961, publicou o primeiro de seus onze ensaios sobre literatura e, em 1973, fez sua estréia como ficcionista com ANO NOVO, VIDA NOVA. É autora de JOAQUINA, FILHA DE TIRADENTES, romance no qual se baseou a novela Liberdade, liberdade, da Rede Globo. Outro romance fundamental de sua obra é O HOMEM DO SETE PARTIDAS, de 1981. TERRA INCÓGNITA é seu mais recente texto ficcional. Maria José de Queiroz está agora escrevendo suas memórias.

TERRA INCÓGNITA

Romance de formação, a narrativa acompanha a trajetória do filho de um funcionário da Corte, no Brasil colônia. O menino, Damião, tem preceptor francês. O pai severo não admite qualquer falta e corrige-o duramente. Após castigo violento, o menino foge de casa, pega caminho desconhecido, chega ao porto e valendo-se de descuido do mestre guarda sobe pelo portaló e esconde-se no porão da nave. Logo descobre-o um marinheiro bondoso, que o protege durante algum tempo até que se vê obrigado a revelar ao capitão a presença do clandestino.

Após peripécias, Damião passa a grumete e o cotidiano da vida no mar se apresenta, na sua grandeza, como no que se chama o belo horrendo — a tempestade, o maremoto, o mergulho na profundidade das águas. De risco a perigo e do perigo à tormenta, a travessia do Atlântico conclui-se em Bordéus. Damião, ainda menor, é entregue a um juiz da província que lhe nomeia curador. O menino se inquieta ante a possibilidade de que pretendam encaminhá-lo a um seminário e fazê-lo sacerdote. Mas não. O leitor irá seguir-lhe os passos até Paris e a uma nova vida, mas Damião retornará ao Brasil.

Status/Publicação: Inédito.