Marco Lucchesi

Marco Lucchesi

MARCO LUCCHESI

Marco Lucchesi vem de uma família toscana e nasceu no Rio de Janeiro em dezembro de 1963. Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro da Academia Brasileira de Letras e Cavaliere da República Italiana, trabalhou por muitos anos como editor de revistas e fac-símiles na Biblioteca Nacional. Publicou ensaios, ficção e poesia, e além das premiações por O DOM DO CRIME, recebeu o Prêmio Ars Latina, na Romênia,

por seu ensaio FICÇÕES de um Gabinete Ocidental, em 2009; o Prêmio Alphonsus Guimarães por MERIDIANO CELESTE e BESTIÁRIO, em 2006; o Prêmio João Fagundes de Meneses por A MEMÓRIA DE ULISSES, em 2004, entre muitos outros. Traduziu autores de diferentes idiomas como Rumi, Rilke, Umberto Eco, Primo Levi, Khlebnikov, Süsskind, e os poemas de O Doutor Jivago.

CARTEIRO IMATERIAL

Na apresentação de CARTEIRO IMATERIAL, Marco Lucchesi faz um convite ao leitor: “Põe aqui teus fantasmas para que se encontrem com os meus. Verás como se parecem nossas ruínas”. É com este tom de empatia que ele apresenta os 36 textos que compõem a obra, um conjunto de indagações e reflexões que passeia pela História e pela literatura de forma erudita, poética e original. Na miscelânea literária de Lucchesi, figuram personalidades próximas do autor, como o escritor Antonio Cícero, o poeta turco Ataol Behrmaoglu, o teólogo Leonardo Boff, o filólogo Evanildo Bechara, a quem ele dedica um duelo “politicamente incorreto” da escrita, e a professora e poeta Cleonice Berardinelli, colega de cadeira na Academia Brasileira de Letras.

As obras de Ferreira Gullar e de Euclides da Cunha ganham especial atenção no livro, que fala também sobre as visitas do autor a diversos presídios no Rio com o objetivo de abordar a leitura como fonte de liberdade e promoção da cidadania. Reunindo ensaios já publicados e inéditos, CARTEIRO IMATERIAL se dedica ainda a temas atuais da história mundial e nacional. O autor aborda a interdependência da relação entre a história do Brasil e da Biblioteca Nacional, os 450 anos do Rio, comemorados em 2015, e os perigos do Estado Islâmico. Sobre este tema em especial, o escritor relembra o caso do padre Paolo dall’Ogli, sequestrado pelo grupo extremista em 2013.

Status/Publicação: Pela José Olympio em outubro de 2016.

O BIBLIOTECÁRIO DO IMPERADOR

Rio de Janeiro, último dia do longo reinado de Dom Pedro II. O Visconde de Ouro Preto, presidente do conselho de ministros, tenta evitar a implantação do novo regime, organizando ampla resistência, que prontamente se desfaz. Duas personagens tomam conta da narrativa: o barão de Jurujuba, inveterado ladrão de livros, e Inácio Cesar Raposo, bibliotecário do Imperador. História e ficção se misturam a tal ponto que o próprio narrador é chamado a participar da trama, lendo cartas e diários, visitando cemitérios e arquivos, frequentando bibliófilos e ladrões, produzindo um desfecho misterioso e emocionante.

Livro finalista do Prêmio Portugal Telecom 2014 e Prêmio São Paulo de Literatura

Status/Publicação: Pela Editora Globo em 2013.

O DOM DO CRIME

Ao final dos anos 1860, o mais importante romancista brasileiro, Machado de Assis, é editor de um jornal no Rio de Janeiro. O assassinato de uma mulher e o julgamento do criminoso tocam, marcam e abalam a sociedade carioca, coração do império brasileiro. Um crime passional: um marido acredita que sua esposa de muitos anos vê um outro homem e, sem qualquer prova, movido por puro ciúme, a mata. O ato monstruoso poderia ter inspirado Machado – como crê com estranha obstinação o narrador de O DOM DO CRIME – na criação de seu belo romance Dom Casmurro, clássico maior da literatura brasileira.

Com grande elegância e estilo, O DOM DO CRIME revela a fina fronteira entre ficção e história. Laureado com o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, e o segundo lugar do Prêmio Brasília de Literatura, este romance conduz o leitor pelas ruas do fascinante Rio de Janeiro do século XIX, onde ele – o leitor – tentará resolver um duplo mistério, sobre a possibilidade de um caso extraconjugal e sobre uma genealogia literária.

Status/Publicação: Pela Record em 2010.