Maicon Tenfen

Maicon Tenfen

MAICON TENFEN

Nasceu no interior de Santa Catarina, no último dia de 1975; graduou-se em Letras em 1998; obteve seu Mestrado e Doutorado em Teoria Literária na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) entre 2000 e 2006. Por mais de 10 anos Tenfen escreveu crônicas para os jornais do Grupo RBS, do sul do Brasil.

Hoje leciona Literatura Brasileira em universidades, oferece workshops sobre escrita criativa, já tendo feito mais de 400 palestras sobre Literatura e Cidadania. Atualmente está finalizando sua trilogia QUISSAMA e um ambicioso romance adulto sobre Álvares de Azevedo, poeta romântico da literatura brasileira.

O MANUSCRITO

Aprendemos nas aulas de Literatura que o poeta romântico Álvares de Azevedo morreu em 1852 com 20 anos e sete meses de idade, mas a verdade é que desconhecemos um fato essencial da história: a morte do escritor foi uma grande e desastrada simulação. Esse é o ponto de partida de O MANUSCRITO, romance que procura recriar a biografia do poeta, tanto o que ele viveu em São Paulo na companhia de Bernardo Guimarães e Aureliano Lessa, quanto o que viveria em Hamburgo, Paris e Londres, cidades em que tentaria recomeçar sua vida de aventuras.Trinta e dois anos mais tarde, Álvares de Azevedo retorna anonimamente ao Brasil, revisita lugares e amigos da juventude e decide escrever a verdadeira história da sua vida. Por meio de cartas enigmáticas, tenta convencer o Sr. B. L. Garnier, maior livreiro da época, a publicar a sua biografia postumamente.

Junto a um incrédulo Garnier, teremos acesso ao manuscrito e a detalhes desconhecidos da infância do poeta, bem como a sua vida adulta na Europa, onde trabalhou como limpador de chaminés e se envolveu com uma seita satânica. Saberemos também sobre a vidente e vigarista Mary Child, o grande amor do poeta, e tudo o que fizeram para fugir da Cruz de Caravaca, uma irmandade de exorcistas que pretende extirpar o satanismo por meio do assassinato. Por fim, cansado e solitário, o poeta se reencontra com a sua vocação: torna-se um prolífico autor de peças de teatro destinadas às classes trabalhadoras de Londres. Antes de retornar ao Brasil, porém, ele precisa cumprir uma última e dolorosa missão.

 

Status/Publicação: Inédito.

“Desde a primeira página de O MANUSCRITO me deixei levar pela autobiografia alternativa de Álvares de Azevedo, uma narrativa que surpreende pelo inusitado das situações e pela presença de personagens memoráveis como Inácia, Bernardo Guimarães, Johannes e especialmente Mary Child. Não se trata de um exercício de erudição, embora as entrelinhas pulsem com as referências culturais, mas de uma história divertida e instigante, finamente escrita para seduzir o leitor da primeira à última linha.”
– Thaís Oyama

LADY MUSASHI E A ORDEM DOS CAVALEIROS ARCANOS

França, 1663. Depois de ser atacado por uma criatura alada, Luís XIV ordena que D’Artagnan descubra quem está por trás do atentado. Para isso, o experiente capitão dos mosqueteiros cria a Ordem dos Cavaleiros Arcanos, uma equipe de agentes secretos com poderes especiais formada por uma médium japonesa (a Lady Musashi do título), um monge chinês, um guerreiro turco e um espadachim francês. O grupo segue para Madri, cidade dominada pela Santa Inquisição, e se vê forçado a enfrentar toda a sorte de desafios para esclarecer uma conspiração que envolve duelos de floretes, bombardeios a fortalezas medievais, templários disfarçados de jesuítas, manuscritos perdidos e a criação de monstros híbridos com as mentes controladas por um bruxo demoníaco. O conflito se estende ao triângulo amoroso formado por Lady Musashi e seus dois pretendentes.

Por quem o coração da heroína há de bater? O desfecho da aventura se dá em Paris, no Palácio de Versalhes, durante um dos luxuosos bailes que Luís XIV oferecia a seus súditos. Junto aos Cavaleiros Arcanos, descobriremos a completa verdade sobre um plano destinado a dominar a Europa e perpetuar a tiraria das monarquias absolutistas. Fantasia histórica que vai encantar o público jovem, esse romance, com potencial de se tornar uma série, provocará debates sobre a intertextualidade ao envolver grandes personagens da literatura, como D’Artagnan, com figuras do cinema de entretenimento (o espadachim, o monge, o bruxo, etc). Com o objetivo primeiro de fascinar o jovem leitor, LADY MUSASHI chama atenção para a temática da diversidade cultural e as implicações do relativismo histórico.

Status/Publicação: Inédito.

QUISSAMA – O IMPÉRIO DOS CAPOEIRAS

Rio de Janeiro, 1868. Um menino chamado Vitorino Quissama é um escravo fugido que conta com o detetive inglês Daniel Woodruff para ajudá-lo a encontrar sua mãe desaparecida. Entre senzalas e salões imperiais, os dois acabam se unindo no combate às injustiças da sociedade escravocrata. O IMPÉRIO DOS CAPOEIRAS é a saga de uma cidade dividida: Nagoas e Guaiamuns, as duas maiores gangues de capoeiras do século XIX, travam uma guerra secreta. Nesse tempo em que José de Alencar era o ministro da Justiça e o Brasil estava enviando todos os seus recursos para a Guerra do Paraguai, Woodcruff

mal poderia imaginar que, por trás da busca pessoal de Vitorino, havia uma conspiração que mudaria para sempre o destino do país. Primeiro volume da trilogia de aventura que traz a nossa origem africana para debate, O IMPÉRIO DOS CAPOEIRAS foi finalista do prêmio Jabuti em 2015. Foi adaptado recentemente para um jogo de tabuleiro e, com apoio da Ancine, também para uma série de animação para a TV e internet.

Status/Publicação: pela Biruta em 2014.

QUISSAMA – TERRITÓRIO INIMIGO

Guerra do Paraguai, 1869. Na continuação da saga, Daniel Woodruff descobre que a mãe de Vitorino foi enviada para acampamentos militares em Luque e que logo as tropas brasileiras tomariam a capital paraguaia. Mas o que uma escrava alforriada estaria fazendo no meio da guerra? É isso que Woodruff e Vitorino precisam descobrir na viagem ao território inimigo. Graças a uma série de eventos, os dois acabam se separando e, enquanto o inglês se envolve em causas humanitárias e resolve proteger dois pequenos indianos perseguidos por contrabandistas italianos, Vitorino, agora um homem livre, é forçado a se tornar voluntário no exército liderado pelo genro de D. Pedro II.

É quando descobre que a guerra entre Nagoas e Guaiamuns não acontece apenas no Rio de Janeiro, mas dentro das forças armadas brasileiras. Segundo volume da trilogia, TERRITÓRIO INIMIGO se passa nos últimos meses da guerra que redefiniu o cenário político da América do Sul. Será adaptado para um jogo de tabuleiro e terá alguns capítulos como partes da série de animação feita com o apoio da Ancine.

Status/Publicação: será finalizado em agosto de 2017.