José Roberto Walker

José Roberto Walker

JOSÉ ROBERTO WALKER

José Roberto Walker é publicitário, formado em História pela Universidade de São Paulo. Atualmente é diretor da TV Cultura. Dirigiu a Cia. Brasileira de Ópera, a Orquestra Filarmônica Vera Cruz e várias edições do Festival de Inverno de Campos do Jordão. Realizou, na área de vídeo e televisão mais de cem documentários e gravações de espetáculos de música, ópera e dança.

No rádio, criou inúmeros programas dedicados à música erudita e à música popular brasileira. Produziu diversos espetáculos de ópera e exposições em espaços públicos em São Paulo. É coautor dos livros THEATRO SÃO PEDRO: RESISTÊNCIA E PRESERVAÇÃO (2000), CAFÉ FERROVIA E A METRÓPOLE (2001), O PRESÉPIO NAPOLITANO DE SÃO PAULO (2002) e FERROVIA, UM PROJETO PARA O BRASIL (2005).

NEVE NA MANHÃ DE SÃO PAULO

Na terça-feira, 25 de junho de 1918, São Paulo amanheceu coberta de branco. A névoa congelada da manhã foi a primeira e única neve que a cidade conheceu e naquele dia, o mais frio da sua história, um caso de amor se consumou.

No fim da Primeira Guerra Mundial, na São Paulo às vésperas de se transformar numa das maiores cidades do mundo, um grupo de rapazes se reunia numa garçonnière na rua Libero Badaró e discutia política e literatura em meio a aventuras amorosas. Liderados por Oswald de Andrade, que, mais tarde, foi líder do movimento Modernista no Brasil, a roda incluía ainda Monteiro Lobato, Guilherme de Almeida, e vários outros futuros escritores que se tornaram famosos nos anos seguintes. Neste ambiente boêmio, Oswald encontrou, em 1917, uma estudante que imediatamente lhe chamou a atenção. Maria de Lourdes, Daisy ou Miss Cyclone era uma figura única e seu amor desafiou Oswald de várias formas.

Esse caso de amor, que se tornou trágico, ficou documentado no diário que os frequentadores da garçonnière redigiram e que Pedro Rodrigues de Almeida, amigo de infância de Oswald, batizou de O perfeito cozinheiro das almas deste mundo. Em NEVE NA MANHÃ DE SÃO PAULO cabe a Pedro, o único do grupo que não alcançou a fama e nem se tornou escritor, o papel de narrador do drama do qual foi um dos personagens. Quase quarenta anos depois, um Oswald de Andrade velho e quase esquecido volta a ser assombrado pela figura de Daisy. Ele e Pedro ainda têm uma história para contar.

Status/Publicação: pela Companhia das Letras em junho de 2017. [368 páginas]