José J. Veiga

José J. Veiga

JOSÉ J. VEIGA

Grande nome do realismo mágico brasileiro, José Veiga nasceu em 1915, numa fazenda do interior de Goiás. Aos 20 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade Nacional de Direito. Trabalhou como representante de laboratório, depois como locutor da Rádio Guanabara. Entre 1945 e 1949, esteve em Londres na função de comentarista e tradutor de programas para o Brasil na BBC. Ao regressar em 1950, trabalhou como jornalista em O Globo e Tribuna da Imprensa. Em 1959, Veiga ganhou o Prêmio Fábio Prado por seu livro de estreia, OS CAVALINHOS DE PLATIPLANTO, coletânea de contos que marcou a escolha de sua assinatura literária, com a decisiva participação do autor e amigo Guimarães Rosa, responsável pela sugestão de inserir o J. entre José e Veiga. Quando seus livros foram considerados “literatura fantástica”, não gostou muito,

pois considerava a definição um modismo ao qual era antecessor, mas essa classificação permanece até hoje. O trabalho de Veiga foi consagrado e reconhecido por leitores e crítica também pela abordagem político-social contida em sua obra, isso no período da ditadura militar. São dele também DE JOGOS E FESTAS, A CASCA DA SERPENTE, O RISONHO CAVALO DO PRÍNCIPE, entre outros títulos. O autor goiano ainda traduziu grandes nomes da literatura mundial, como Ernest Hemingway, e seus livros foram publicados em Portugal, Espanha, México, Suécia, Inglaterra, Noruega e Dinamarca, além dos Estados Unidos, pela Knopf. Recebeu o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra poucos anos antes da sua morte, em 1999. Sua obra completa será relançada pela Companhia das Letras a partir de 2015, ano de seu centenário.

A HORA DOS RUMINANTES

As reações humanas à mudança e ao novo – repentinas, drásticas e/ou inexplicáveis, este é o tema deste romance. O cenário é Manarairema, uma pacata cidade de interior cuja rotina dos seus habitantes é quebrada por acontecimentos inusitados. Primeiro, a chegada de homens estranhos, sisudos e inflexíveis; depois, uma invasão de cães que infestam a cidade por vários dias; e, por último, os bois, centenas, talvez milhares, por todos os cantos, ruas, casas, plantações, rios, e cuja presença parece que nunca terá fim.

Status/Publicação: Originalmente publicado pela Civilização Brasileira em 1966. Relançado pela Companhia das Letras em fevereiro de 2015, que relançará toda a obra do autor. Publicado em inglês pela Knopf (EUA), em 1970. Publicado pela Atheneum (Holanda) na sua coleção de clássicos. Vendido para a Deli Dolu (Turquia).

A ESTRANHA MÁQUINA EXTRAVIADA

Livro de contos que combina o elemento de terror com toques refinados de sensibilidade, leveza e lirismo. Algumas histórias são dolorosas, outras macabras, outras ironicamente engraçadas. Todas entremeadas por uma mistura de mistérios, fantasia e realidade.

Status/Publicação: Originalmente publicado pela Civilização Brasileira em 1981. Relançado pela Companhia das Letras em 2015. Publicado em inglês pela Knopf (EUA), em 1970.

OS CAVALINHOS DE PLATIPLANTO

Estreia literária do autor, o livro reúne 12 contos sobre antigas lembranças, principalmente de sua infância, que envolvem o leitor intensa e emocionalmente em seu universo imaginário. Foi ganhador dos prêmios Paulo de Prata e Monteiro Lobato de contos.

Status/Publicação: Originalmente publicado pela Civilização Brasileira em 1959. Republicado pela Companhia das Letras em 2015.

SOMBRAS DE REIS BARBUDOS

Esse romance conta a história de um povoado de um interior mítico oprimido por uma grande e poderosa indústria. Essa indústria manipula a população local com regras absurdas, levando os habitantes ao pânico, medo e iminente caos.

Status/Publicação: Originalmente publicado pela Civilização Brasileira em 1972. Republicado pela Companhia das Letras em 2015. Publicado pela Atheneum (Holanda) na sua coleção de clássicos. Vendido para Novovinilo (Galícia).