Jorge Reis-Sá

Jorge Reis-Sá

JORGE REIS-SÁ

Jorge Reis-Sá nasceu em Vila Nova de Famalicão, uma pequena cidade ao norte de Portugal, em 1977. Cursou Astronomia e Biologia. É consultor editorial, depois de ter fundado e editado as Quasi Edições entre 1999 e 2009 e ter sido diretor editorial da Babel entre 2010 e 2013. Organizou diversas antologias, a mais importante das quais POEMAS PORTUGUESES, mais completa antologia de poesia já feita em Portugal. A sua obra de poesia está reunida no volume INSTITUTO DE ANTROPOLOGIA.

Além dos romances TODOS OS DIAS e O DOM, publicou dois livros de contos, POR SER PRECISO e TERRA, além de alguns livros de crônicas. É colaborador assíduo de vários jornais e revistas portugueses, como Público, LER e Sábado, entre outros. Os seus romances foram publicados no Brasil pela Record e vários de seus textos e livros foram traduzidos para italiano, espanhol, inglês e lituano. Vive em Lisboa com a sua esposa e filho.

A DEFINIÇÃO DO AMOR

“Envelheci hoje a minha vida inteira”. Numa pequena cidade portuguesa, Francisco inicia os seus apontamentos com a frase que define o acontecimento mais importante da sua vida: a sua esposa Susana, mãe do seu pequeno filho e amor da sua vida, está deitada na cama de um hospital depois de um acidente vascular cerebral. E assim ficará entre os meses de maio e outubro, porque decidem não interromper sua gravidez. Francisco dirá do que é viver as fases do luto anunciado, com todas as circunstâncias que ali o levaram e que diariamente tem de enfrentar.

Entre cada um dos meses, uma véspera se anuncia. Cada um delas composta por uma carta, atiradas que foram anos depois da sua escrita para o fundo de uma gaveta de meias, percorrem trinta anos e irão explicar muito do que agora se passa na cama do hospital. E, com isso, definir o amor.

Status/ Publicação: Pela Guerra & Paz (Portugal) em abril de 2015. Pela Alaúde/ Tordesilhas (Brasil) em junho de 2016.

FRANCISCO – DE ROMA A JERUSALÉM | Jorge Reis-Sá & Henrique Cymerman

O fato de o Papa Francisco ter escolhido a Terra Santa como primeira visita pastoral é um sinal inequívoco para o diálogo inter-religioso, para o ecumenismo e, mais importante ainda porque soma de tudo, para a paz. Henrique Cymerman, jornalista que o próprio Francisco apelidou d’“o anjo da paz” pelo seu trabalho para desbloquear a visita e todos os pequenos obstáculos iniciais a sua realização, e Jorge Reis-Sá, premiado escritor português, acompanharam-no nos três dias de peregrinação e partiram dessa viagem para escrever um livro que apresenta bem mais que um relato da viagem – antes, numa escrita fluída, o relato do coração do papa. Com o conhecimento e a bênção do próprio Francisco, o livro segue o seu percurso na Terra Santa, reproduzindo os seus discursos e homílias, assim como o percurso de outros que, lateralmente, o acompanharam. Abraham Skorka e Alicia Barros, seus grandes amigos, ou o próprio patriarca de Constantinopla, veem suas palavras inéditas sobre a viagem reproduzidas, contextualizando-a e acrescentando muito do que nela aconteceu. Acompanhado por magníficas fotografias, com a reprodução de documentos inéditos e exclusivos e da entrevista completa dada a Henrique Cymerman no dia seguinte à “Invocação pela Paz”, Francisco – de Roma a Jerusalém é o documento mais importante da procura de paz daquele que melhor encarna as palavras de Santa Catarina de Sena: “o doce Cristo na Terra”.

Status/Publicação: Pela Guerra e Paz (Portugal), em outubro de 2014.

Conheça um pouco sobre o autor: Henrique Cymerman

Licenciado em Ciências Políticas e Sociologia pela Universidade de Tel Aviv, onde fez o mestrado em Ciências Sociais, Henrique Cymerman, nascido no Porto em 1959, é jornalista e co-autor de Francisco, correspondente no Médio Oriente da SIC, da Globo News do Brasil, da Univision dos EUA, da Telecinco de Espanha e Chanel 2 israelita bem como dos jornais La Vanguardia e do Expresso. Professor catedrático na Universidade Interdisciplinaria de Herzlia, escreveu Entrevistas no centro do mundo, publicado em português, espanhol, hebraico, árabe e inglês.

Entre suas numerosas distinções contam-se as Comendas da Ordem Infante D. Henrique e a Ordem do Mérito do Rei de Espanha, o Prêmio Daniel Pearl e o recente Prêmio dos Direitos Humanos em Espanha pelo seu trabalho em prol da paz na recente visita do Papa Francisco ao Médio Oriente, que o apelidou na entrevista que consta deste livro de “anjo da paz”.

O DOM

Um espelho social. Pleno de ação, e nos olhos de vinte personagens, O DOM apresenta-nos o destino de uma improvável circunstância: e se todos nos tornássemos contas, como as que se usam na confecção de colares, exceto 150 pessoas que ficaram presas num centro comercial? Se saírem, terão o mesmo destino.

E só uma pessoa – O Homem do Dom – consegue sair e entrar do centro comercial, trazendo tanto a esperança como o sofrimento. O que acontecerá? Quem é o Homem do Dom?

Status/Publicação: Pela Editora Record em 2009 e Editorial Magnólia (Portugal) em 2007.

TODOS OS DIAS

Um livro sobre a perda. A perda de uma pessoa da família, mas também do próprio tecido romancesco, deixando o leitor imerso na atmosfera da linguagem fabricada pelo autor. Quatro personagens num romance polifônico em que nos é apresentado um dia na vida de uma família.

E desse dia emergem todos os dias e todas as memórias.

Status/ Publicação: Pela Editora Record em 2007 e Dom Quixote (Potugal) em 2006.