Jean-Marcel

Jean-Marcel

JEAN-MARCEL

Paulista, Jean-Marcel adotou a ilha de Florianópolis para morar. Após sólida carreira executiva e como professor universitário de graduação e pós-graduação, resolveu seguir uma antiga paixão, transpondo a linha tênue que separa o leitor voraz do contador de histórias.

Seu primeiro livro, voltado ao público infantil, CAI OU NÃO CAI: HAICAI E ANIMAIS foi selecionado pelo Governo para distribuição às bibliotecas públicas. O romance QUANDO AS PAREDES FALAM marca sua estreia na ficção juvenil.

QUANDO AS PAREDES FALAM

O que há por trás de um grafite? Um protesto? Um desabafo? Um grito de socorro? Quando Nick resolveu se aproximar do Cauê, o garoto mais estranho da escola, não imaginava que sua vida viraria de cabeça para baixo. Superfã de desenhar, Nick sonhava acordada com castelos e princesas que criava nas folhas do caderno. Até o dia em que seguiu secretamente aquele garoto… Na companhia da Rafa, melhor amiga, e de Matisse, seu gato gordo e preguiçoso, Nick mergulhará no universo clandestino do Cauê e seus amigos. Com eles, viverá uma aventura que vai fazê-la refletir sobre quem é e o que realmente importa em sua vida, encarando não só a prova do Juízo Final, um desafio para o qual só os maiores wall writers do planeta são convidados, mas também perguntas sobre si mesma que nunca teve coragem de responder. Narrativa rica em referências comuns aos jovens, com suas inseguranças e paixões, o romance aborda questões como padrão de beleza e consumismo.

Envolvendo uma turma dedicada a street art, a trama é interessante para todos que tenham algum interesse artístico, transportando os leitores para o universo das crews, as turmas que praticam grafite. Referências como o inglês Koobo, o misterioso Banksy ou os brasileiros OS Gêmeos – idolatrados pelos jovens do mundo todo – aparecem brevemente no entrecho ou inspiram personagens. Fruto de ampla pesquisa, o livro revela vocabulário e técnicas do grafite e a essência do que há por trás dos desenhos que, anonimamente ou não, estampam as paredes das cidades. Embora os termos e técnicas surjam no texto de maneira natural, no final do livro há um glossário explicativo dessa forma artística. A cidade fictícia de Desterro, onde se desenrola a maior parte da história, é inspirada em Florianópolis. E embora não guarde uma semelhança literal, o texto traz para a ficção paisagens e cenários reais.

Status/Publicação: Inédito.