Fernando Molica

Fernando Molica

FERNANDO MOLICA

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Fernando Molica é jornalista e escritor e nasceu no Rio de Janeiro em 1961. Autor dos romances NOTÍCIAS DO MIRANDÃO (Record), também publicado na Alemanha, O PONTO DE PARTIDA (Record), O INVENTÁRIO DE JULO REIS (Record) e BANDEIRA NEGRA, AMOR (Objetiva), assina também o infanto juvenil O MISTERIOSO CRAQUE DA VILA BELMIRA (Rocco),

e o livro reportagem O HOMEM QUE MORREU TRÊS VEZES (Record), que recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Duas vezes finalista do Prêmio Jabuti, Molica tem contos publicados em diversas antologias e foi o organizador de importantes livros-reportagem sobre temas que vão da ditadura militar ao futebol.

UM SELFIE COM LENIN

Durante voo entre Amsterdam e uma cidade asiática, um homem escreve para sua ex-namorada e ex-chefe, dona de uma empresa de relações públicas. Na longa carta, faz um balanço de experiências compartilhadas por ambos, vidas que se misturaram com a história política recente de um país marcado por escândalos de corrupção e pelas grandes manifestações que, nos meses anteriores à Copa do Mundo de 2014, levaram milhões de pessoas às ruas. No texto, ele, que está há meses fora de seu país, relata, em tom irônico, derrapadas éticas, episódios em que foi conivente com irregularidades que envolviam dinheiro público, confessa uma traição amorosa e faz observações sobre lugares por onde passou, experiências em cidades como Londres, Berlim, Praga e Budapeste.

Nesta última, visitou um parque em que foram confinados monumentos que marcaram o período do domínio soviético. Viajante solitário, que se vê impedido de voltar ao Brasil, privilegiou, em seu roteiro, países cujo idioma não domina, uma forma de tentar romper suas conexões com o mundo, com sua própria formação de jornalista, profissional obrigado a relatar fatos e a fazer relações entre eles. Acaba, na carta, estabelecendo ligações entre o que vê e a história de sua vida e a de seu país.

Status/Publicação: Pela Record em abril de 2016.

O HOMEM QUE MORREU TRÊS VEZES

“Poucos ficcionistas seriam capazes de criar personagem tão eclético e sedutor””
– O Globo

“Para quem não se interessa muito por política, o livro é também um belo romance que narra a busca de uma filha pelo seu pai desaparecido”
– Jornal do Brasil

“A julgarmos pelo livro do jornalista Fernando Molica, o personagem mais interessante a emergir da roleta guerrilheira no Brasil foi Antonio Expedito Carvalho Perera”
– Folha de S.Paulo

Entre as décadas de 1960 e 1970, Antonio Expedito Carvalho Perera oscilou entre os extremos da direita e da esquerda, vindo a atuar como advogado de uma organização guerrilheira e fornecedor de armas ao terrorista Carlos, o Chacal. Terminou a vida passando-se por psicólogo numa pequena cidade italiana. Radicado com nome falso, chegou a representar o Partido Comunista Brasileiro na Itália, onde também fundou uma organização contra a tortura. Revolucionário sedutor, vestia robe de chambre quando preso em um presídio paulista e só viajava de primeira classe. Sua atividade clandestina cobriu aAmérica Latina, Oriente Médio e Europa, envolvendo-se com grupos radicais alemães, árabes e japoneses.

Esse livro recebeu menção honrosa da premiação Vladimir Herzog e foi finalista do Prêmio Jabuti. Com base no trabalho de Fernando Molica, o Ministério Público italiano fez com que a viúva de Perera admitisse que vivia com nome e documentos falsos no país. O caso foi tratado com destaque por jornais da Itália.

Status/Publicação: Pela Editora Record em 2003.