Carlos Marcelo

Carlos Marcelo

CARLOS MARCELO

Carlos Marcelo é editor-chefe do jornal Estado de Minas. Em 2009, publicou a biografia RENATO RUSSO – O FILHO DA REVOLUÇÃO, com vendas que ultrapassam 30 mil exemplares desde o lançamento.

Seu livro-reportagem O FOLE RONCOU! UMA HISTÓRIA DO FORRÓ (Zahar, 2012) foi finalista do prêmio Jabuti. O romance policial PRESOS NO PARAÍSO marca sua estreia na ficção.

PRESOS NO PARAÍSO

Na isolada e paradisíaca Fernando de Noronha, os corpos de um coronel local e um médico morador da ilha são encontrados pelo delegado Nelson Silva, o Nelsão. Com sua equipe desfalcada, Nelsão terá que recorrer à ajuda de Tobias Martins, jovem historiador que teve uma forte discussão com o militar horas antes de sua morte. Enquanto o policial avança na investigação com base na astúcia e vivência, Tobias narra o contato com ilhéus, os turistas e seu envolvimento com Lena, gerente da pousada onde ele se hospedou. Pelos olhos do visitante, ao som de Tom Jobim e de clássicos do reggae, conhecemos também aspectos sombrios da ilha, como as ruínas de presídios e desavenças provocadas por religião, sexo e poder.

Dividido em duas partes, “O cão encarnado” e “O mar de fora e o mar de dentro” o romance se desenrola a partir desta alternância entre vozes e tempos narrativos dos dois protagonistas. No desfecho, o entrecruzamento entre os dois lados não se limitará a esclarecer o mistério central, mas trará à tona uma coleção de almas atormentadas e uma tragédia familiar.

Repercussão e mídia: Metrópoles; São Paulo Review of Books; Correio Braziliense; Estado de Minas.

Publicação/Status: pela Planeta em maio de 2017. [282 páginas]

“Quando tanto se discute sobre a identidade de uma literatura policial genuinamente brasileira, ambientar uma história em Fernando de Noronha, uma espécie de microcosmos do Brasil, é uma ideia brilhante, com descrições saborosíssimas, que dão uma cor única ao romance.”
– Tony Bellotto, escritor e músico

“Há no romance uma alternância entre a narração do protagonista e uma narração feita por um narrador externo que achei muito bem feita. Justamente porque não chama muita atenção, o que é um feito. Além disso, o cenário, Fernando de Noronha, rende muito. Por fim, a possibilidade de ser o primeiro livro de uma série ambientada no arquipélago brasileiro pode ser uma boa. Certamente vale a leitura.”
– Rodrigo Lacerda, escritor