Carlos Eduardo Novaes

Carlos Eduardo Novaes

CARLOS EDUARDO NOVAES

Carlos Eduardo Novaes nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em Direito em Salvador – onde morou por dez anos – e retornou ao Rio para se tornar jornalista, escritor, humorista e dramaturgo. Manteve durante 15 anos uma coluna no Jornal do Brasil, dividindo o espaço no Caderno B com José Carlos Oliveira e Carlos Drummond de Andrade. Além de peças teatrais – 11 ao todo – escreveu para vários programas de televisão nas TVs Manchete, Educativa e Globo. Nesta, assinou a telenovela Chega Mais. É na literatura, porém, que se concentra sua maior produção. São 44 obras publicadas, de diferentes gêneros literários e para as mais distintas faixas etárias.

Seu livro de maior sucesso é O MENINO SEM IMAGINAÇÃO, publicado pela editora Ática, sobre um garotinho que tinha três televisores no quarto e nenhuma imaginação. Entre seus lançamentos mais recentes estão o romance tragicômico REDEMPTORIS: A SAGA DO CRISTO DESAPARECIDO e a coletânea de crônicas olímpicas A INVENÇÃO DOS ESPORTES. No exterior, Novaes aparece em antologias de autores brasileiros editadas na França, Itália, Alemanha e Estados Unidos. Suas crônicas são adotadas em aulas de Português da Universidade de Línguas de Beijing, na China.

REDEMPTORIS: A SAGA DO CRISTO DESAPARECIDO

Numa madrugada chuvosa no Rio de Janeiro ocorre o impensável: o Cristo Redentor desaparece do alto do Corcovado. O prefeito da cidade, acordado no meio da noite, não sabe o que pensar. Acidente? Desastre natural? Ação terrorista? Castigo divino? Seu principal adversário nas eleições fica exultante, convencido de que o desaparecimento do Cristo é um sinal do apoio de Deus à sua candidatura. Em meio ao caos instaurado pelo acontecimento, atribuído pela população aos mais diversos responsáveis – do Anticristo a extraterrestres, passando por multinacionais interesseiras –, o detetive particular Jaime Trent, em crise conjugal com a esposa, sai a campo e acaba se apaixonando por uma jornalista da TV francesa às voltas com a cobertura do acontecimento.

A narrativa, que começa no Rio, passa por Angra, vai a Paris, Nova Iorque, Novo México e retorna ao Rio para um desfecho surpreendente, é desenvolvida com tons de humor e envolve três tramas entrelaçadas: o sumiço do monumento, a eleição para prefeito da cidade e o caso de amor entre o detetive e a jornalista.

Status/Publicação: Pela Record em 2011.

O MENINO SEM IMAGINAÇÃO

Tavinho é um menino de dez anos que não tem imaginação nenhuma. As imagens que habitam sua mente vêm todas dos três televisores instalados em seu quarto. Mas quando uma anomalia magnética tira do ar todas as emissoras de TV do país, no meio de um jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Tavinho descobre que sua telinha interior está desligada. Seu pai liga o rádio para acompanhar a partida através da voz do locutor mas, sem as imagens da TV, Tavinho não consegue ver o campo, a trajetória da bola, a movimentação dos jogadores, nada. É que o rádio é um aparelho que em certas ocasiões, como em um jogo de futebol, exige a cumplicidade da imaginação.

Assim como a literatura. E Tavinho não tem imaginação! Começa, então, um trabalho para ajudá-lo a ligar sua telinha interior. Para isso, o menino conta com a ajuda do cego Raiban, um professor de piano sem visão mas com muita imaginação – como os leitores, que deverão imaginar Tavinho, já que ele não aparece em nenhuma ilustração do livro.

Status/Publicação: Pela Saraiva em 2008 (reedição de original de 1993).