Alexandre Staut

Alexandre Staut

ALEXANDRE STAUT

Alexandre Staut nasceu em Pinhal (SP), em 1973. Além de JAZZ BAND NA SALA DA GENTE (2010), publicou também UM LUGAR PARA SE PERDER (2012) e o infantil A VIZINHA E A ANDORINHA. Como roteirista, fez o filme O anjo da guarda, de Caio Fernando Abreu.

Trabalhou por três anos como chef na França e assina o blog gastronômico Tudo al dente. Como jornalista, trabalhou na Folha de S. Paulo, no Jornal da Tarde e na Gazeta Mercantil. É o idealizador da revista literária São Paulo Review of Books.

 

PARIS-BREST

Esse livro de memórias gastronômicas conta a experiência do autor como cozinheiro na França, onde passou três anos entre as cidades de Brest, Tours e Arromanches-les-Bains. A história acompanha as descobertas que fez de produtos gastronômicos e pratos da culinária tradicional, mas também de músicas, literatura e História de cada um dos lugares em que morou, a oficial e aquela contada por vizinhos e anônimos. O livro traz, ainda, um pequeno estudo sobre hábitos alimentares da Idade Média francesa e 58 receitas de pratos que o autor aprendeu a fazer com amigos.

PARIS-BREST é uma celebração à amizade, ao amor, à vida, ao humor e aos prazeres da mesa.

Vencedor do prêmio Gourmand World Cookbook Awards 2016 na categoria de melhor livro de culinária francesa.

Status/Publicação: pela Companhia Editora Nacional em agosto de 2016. [209 páginas]

AVANTE!

O romance acompanha a história de um bibliotecário no seu ambiente de trabalho. Quando aparecem os homens da manutenção para colocar veneno anti-traça nas prateleiras da biblioteca, o protagonista abre livros, aleatoriamente, lembrando-se de cenas de sua adolescência. A narrativa em primeira pessoa mescla o dia a dia da biblioteca decadente às memórias ginasiais dos anos 1980,

como o momento em que o protagonista descobre o conto “Frederico Paciência”, único de temática gay de Mário de Andrade, publicado após a sua morte, em Contos novos.

Status/Publicação: Inédito.

JAZZ BAND NA SALA DA GENTE

Uma banda de jazz é a “sensação” de uma cidadezinha perdida no mapa, na década de 1940. As notícias de uma guerra distante chegam a uma casa, nesse lugarejo, por meio das ondas do rádio. Perseguição a judeus no interior de São Paulo, colonos italianos, retaliação ao povo alemão. Cinema mudo. Pixinguinha toca seus choros e as cantoras de rádio soltam a voz. Tudo isso está neste romance. Mas apenas como pano de fundo, pois, aqui, o que importa é a história de pessoas comuns, mais precisamente de uma família formada do encontro entre um flautista judeu e uma senhora italiana, no interior paulista, num recorte entre meados de 1945 e 1946.

Ao fazer um retrato delicado da família, o autor transcende a história da vida privada dos seus, e acaba por mostrar uma época de transformações sociais e políticas no Brasil.

Status/Publicação: Publicado de forma independente em 2010.