Alberto Mussa

Alberto Mussa

ALBERTO MUSSA

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Traduzido em inglês, francês, espanhol, italiano, catalão, turco, árabe e romeno, vencedor dos prêmios Casa de Las Américas, da Academia Brasileira de Letras, Machado de Assis (da Biblioteca Nacional) e da Associação Paulista dos Críticos de Arte, Alberto Mussa é um dos escritores mais originais da literatura brasileira contemporânea.

Chamado de “gênio” pela revista francesa Télérama, em sua literatura Mussa tira grande proveito de sua enorme erudição sobre civilizações antigas e culturas primitivas e de seu conhecimento da cultura popular brasileira. Seu romance O ENIGMA DE QAF (Record, 2004) foi publicado em mais de dez países além do Brasil.

A HIPÓTESE HUMANA

O livro é o quarto volume de uma série denominada COMPÊNDIO MÍTICO DO RIO DE JANEIRO, que reúne cinco romances policiais, um para cada século da história carioca. A pentalogia parte de um pressuposto literário: o de que a história das cidades é a história dos seus crimes. A HIPÓTESE HUMANA se passa no século 19. Uma moça, casada, aparece morta em seu quarto, num rico subúrbio da cidade. O pai, que descobre o corpo, não denuncia o crime, para evitar escândalos. Mas chama um detetive particular, primo bastardo da vítima, para investigar o homicídio.

Esse detetive, que também trabalhava como agente secreto da polícia, era um “capoeira”, uma categoria marginal na sociedade da época. A investigação leva a um passeio pela complexa geografia humana da cidade, expondo os conflitos que se davam entre as diferentes etnias africanas e mestiças do Brasil imperial. Como os demais romances da série, os grandes conflitos do romance têm como base as concepções cosmológicas dos povos ameríndios e africanos que formaram a cultura brasileira.

Status/Publicação: pela Record em maio de 2017.  [176 páginas]

A PRIMEIRA HISTÓRIA DO MUNDO

Rio de Janeiro, 1567. A cidade tinha apenas dois anos de fundação quando Francisco da Costa, serralheiro, foi encontrado morto com oito flechas nas imediações do núcleo urbano. Não fazia muito tempo que as últimas aldeias dos tamoios tinham sido destruídas. E, à primeira vista, aquele cadáver cravado de flechas deveria sugerir um ataque furtivo do inimigo indígena. Mas não foi essa a conclusão a que chegaram os portugueses: em pouco tempo, dez cristãos, cidadãos do Rio de Janeiro, foram considerados, isoladamente, suspeitos de assassinato – o primeiro assassinato acontecido na cidade. Ainda mais surpreendente é que Jerônima Rodrigues, mulher do serralheiro morto, foi apontada como causa única do crime, em todas as dez acusações. A primeira história do mundo é o romance que retoma esse caso real e tenta, retrospectivamente, desvendar o crime.

Além de reconstituir a história primitiva da cidade, dando vida às personagens envolvidas no processo, faz do pensamento mítico indígena uma das chaves para a solução do caso – cujo grande segredo era a própria mulher. A obra integra uma série de cinco romances policiais ambientados um em cada século da história carioca, do XVI ao XX. O TRONO DA RAINHA JINGA, aclamada novela publicada em 1999 (com segunda edição em 2007), é o primeiro volume e se passa no século XVII. O SENHOR DO LADO ESQUERDO, de 2011, é o segundo volume da série e se passa no século XX.

Um dos três finalistas do Prêmio Oceanos de Literatura em 2015.

Status/Publicação: pela Record em 2014. Direitos audiovisuais vendidos para a Big Bonsai.  [240 páginas]

O SENHOR DO LADO ESQUERDO

Rio de Janeiro, 1913. O secretário da Presidência da República, no governo Hermes da Fonseca, é encontrado morto num dos quartos da antiga casa da Marquesa de Santos, então conhecida como a Casa das Trocas – luxuoso bordel e também esconderijo de amores clandestinos, que funcionava sob a fachada de uma clínica ginecológica, cujo proprietário era um médico polonês, obcecado pelas fantasias sexuais femininas. Durante as investigações, um perito da polícia científica, frequentador da Casa, se depara com um malandro do cais do porto, possivelmente envolvido no crime, com quem começa um longo embate para saber qual dos dois é o maior sedutor. Uma intriga policial como ponto de partida para a investigação da mitologia erótica do Rio de Janeiro.

Laureado com o prêmio Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional, e com o Prêmio de Ficção da Academia Brasileira de Letras, O SENHOR DO LADO ESQUERDO foi eleito pelo jornal O Globo um dos dez melhores livros lançados no Brasil, entre obras nacionais e internacionais, em 2011. Seu direitos audiovisuais foram vendidos para a Pássaro Filmes.

Status/Publicação: pela Record em 2011; pela E/O (Itália) e pela Europa (língua inglesa), Angle Editorial (Catalunha), Phoebus (França), Funambulisata (Espanha); e pela Hohe (Etiópia). Vendido para Kapi Yayinlari (Turquia) e Antolog (Macedonia). [304 páginas]

O TRONO DA RAINHA JINGA

Rio de Janeiro, século XVII. Uma onda de inexplicável violência aterroriza a cidade – sequestros, mutilações, assassinatos. A irmandade secreta de escravos africanos traz pânico à cidade. Ao mesmo tempo, na África, os eventos surpreendentes que parecem evocar os crimes no Brasil estão ocorrendo em torno da enigmática rainha reinante Jinga. Aliando a técnica ágil das tramas de mistério a uma linguagem de precisão artística, este livro faz um grande passeio pelo Rio Antigo, dos solares às senzalas, dos largos cheios de gente às vielas escuras.

Como cada capítulo é narrado por um personagem, com visões diferentes da história, o desfecho é ainda mais imprevisível. Mais de 20.000 cópias vendidas nas livrarias e aquisições do governo para as bibliotecas escolares.

Status/Publicação: pela Record em 2007. Vendido para Univers (Romênia). [132 páginas]