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Entre inúmeras listas de “melhores do ano” que saíram pela mídia, livros da VB&M brilharam. Na agência, estamos felizes com o resultado do ano que passou, apesar de todos os percalços atravessados por nosso país em 2016 e das notícias assustadoras mundo afora, particularmente nos EUA, que também é território da VB&M.

Abaixo, algumas das listas mais visualizadas e nossos livros:

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A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha (Companhia das Letras), indicado por Alexandre Staut, da São Paulo Review of Books e por Raphael Montes, no Globo.

 

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MACHADO, de Silviano Santiago, (Companhia das Letras), compareceu na lista da Folha de São Paulo.

 

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CONTOS COMPLETOS, de Alberto Mussa (Record), na do Globo.

 

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A BÍBLIA DO CHE, de Miguel Sanches Neto (Companhia das Letras), foi indicado por Felipe Pena, no Extra.

 

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O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, de Ronaldo Wrobel, (Editora Record), também foi indicado por Felipe Pena, do Extra. Raphael Montes, no Globo, já o apontara como um dos melhores romances de 2016.

 

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O ÁRABE DO FUTURO 2, de Riad Sattouf, publicado no Brasil pela Intrínseca, foi indicado por Cora Rónai, do Globo.

 

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TOOLS OF TITANS, de Tim Ferriss, entrou numa lista de imperdíveis livros de negócios e motivação, misturando títulos em língua inglesa com outros já publicados no Brasil, preparada pela revista Exame. O que a matéria não disse é que o livro de Ferriss, que foi para o primeiro lugar das listas americanas assim que saiu nos EUA, terá lançamento no Brasil pela Intrínseca.

Para o catálogo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil a ser apresentado na feira de Bolonha, centrada na literatura para crianças e jovens, a comissão da FNLJI selecionou trabalhos de dois autores espetaculares da VB&M. Figurarão no catálogo DICK SILVA NO MUNDO INTERMEDIÁRIO, de Luís Dill, e O ESTRANHO CASO DO SONO PERDIDO, de Míriam Leitão.

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Desde 1974, a FNLIJ faz  uma seleção de destaques da produção editorial  brasileira para crianças e jovens, visando ao catálogo de Bolonha, única feira internacional voltada exclusivamente para a literatura infanto-juvenil. Mas FNLIJ distribui o catálogo também em outras oportunidades e eventos e oferece a versão digital no site www.fnlij.org.br, consultado por professores e bibliotecários, além de editores estrangeiros.

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O Buzzfeed listou as mais belas 32 capas de livros de língua inglesa publicados em 2016. Adivinhem qual é capa de livro VB&M que aparece aí.

https://www.buzzfeed.com/jarrylee/the-most-beautiful-book-covers-of-2016

Parabéns, Raphael Montes. A capa de DIAS PERFEITOS criada pela Penguin ficou de fato linda. Com toda sinceridade, juramos que é a nossa preferida entre as 32 eleitas pelo Buzzfeed. Além do mais, como diz o próprio site, julguemos esses livros pela capa e não vamos errar.

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A apresentação da banda alemã Rammstein em São Paulo, no feriado de 7 de setembro, deu direito a longo ensaio de Marcelo Backes na Folha de hoje sobre a poesia de Till Lindemann, vocalista e mentor do grupo. Ninguém melhor que Marcelo para discorrer sobre a produção de Lindemann, que com sua banda é personagem do romance A CASA CAI.

A poesia de Lindemann, por sua vez, é publicada pela Kiwi, editora alemã também cliente da VB&M no Brasil.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/09/1809713-um-poeta-no-acougue-romantico-do-mundo-contemporaneo.shtml

Nosso talentosíssimo cliente Ricardo Hofstetter é o presidente da novíssima associação de roteiristas do audiovisual, a ABRA. A Associação Brasileira de Autores Roteiristas é a soma da AR com a AC – a Associação de Roteiristas e a Autores de Cinema – e já nasce com mais de 400 associados, a maior do país.

Escritor e roteirista, Hofstetter terá Thiago Dottori como vice. Entre os associados da ABRA estão Bráulio Mantovani, Carolina Kotscho, David França Mendes, Ricardo Linhares, Geraldo Carneiro e, também cliente VB&M, Walcyr Carrasco, entre outros.

Raphael Montes tem que entrar, nosso jovem e querido autor de DIAS PERFEITOS, SUICIDAS e VILAREJO (e muito em breve de mais um thriller cujo título ainda não pode ser revelado). Ele vem pavimentando uma notável carreira de roteirista paralelamente à de escritor literário.

A ABRA dentro em breve iniciará campanha visando à adesão de jovens profissionais a fim de atuar da maneira mais abrangente possível pela defesa dos direitos de roteiristas do audiovisual em um mercado cada vez amplo mas também cada vez mais agitado, sem uma etiqueta estabelecida. A ideia é ser a WGA brasileira.

 

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A NOVA ASSOCIAÇÃO DE ROTEIRISTAS DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO:
ABRA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AUTORES ROTEIRISTAS

A AR – Associação de Roteiristas – e a AC – Autores de Cinema – se uniram, formando a maior associação de autores roteiristas profissionais do mercado de audiovisual do Brasil. A nova entidade se chama ABRA – Associação Brasileira de Autores Roteiristas – e terá como presidente o escritor e roteirista Ricardo Hofstetter e como vice-presidente o roteirista Thiago Dottori.

A ABRA já nasce com mais de 400 roteiristas profissionais associados e pretende ser a WGA brasileira.

Entre seus membros estão Bráulio Mantovani, Carolina Kotscho, David França Mendes, Elena Soarez, Geraldo Carneiro, Marcos Bernstein, Marcílio Moraes, Maria Camargo, Newton Cannito, Ricardo Linhares, Sérgio Marques e Walcyr Carrasco.

A ABRA vai continuar o trabalho feito pelas associações originais, que existem há 16 (AR) e 10 anos (AC), atuando na defesa dos direitos dos profissionais do roteiro do audiovisual no Brasil e buscando estabelecer relações de mercado mais justas e equilibradas.

Em breve, a ABRA lançará uma campanha de filiação para atrair jovens roteiristas e outros roteiristas profissionais que ainda não tenham se associado, aumentando ainda mais a abrangência e representatividade da associação.

O Palácio do Itamaraty provoca em Míriam Leitão inusitada e linda viagem nostálgica, que ela compartilhou conosco primeiro pelo Blog do Matheus.

Segue aqui.

“O ministro estava ligeiramente atrasado, a equipe chegara cedo e montara o ambiente da entrevista em um canto do Mezanino do Itamaraty, tendo ao fundo a divisória em treliça de madeira com quadrados coloridos. Bem iluminado esse fundo vazado, que permitia entrever o resto do salão, dava ao ambiente um aconchego. Exceto pela nossa iluminação direcionada para as duas cadeiras, o resto estava escuro demais. Sinal dos tempos, pensei. Agora acendem-se apenas as luzes mínimas do mezanino. Aquele espaço é uma das maiores áreas suspensas do mundo, sem pilares de sustentação. Só precisa mesmo de todas as luzes em ocasiões especiais.

 De repente eu vi tudo iluminado, todos os ambientes do enorme salão e me vi circulando entre os convidados, menina ainda, atrás de notícias. Olhei a escada ao fundo, que dá para o terceiro andar, e me vi subindo para as salas de jantares. A sensação de volta ao passado havia me capturado, tão logo eu andei pela rampa sobre o lago da entrada lateral. Ao passar pela porta dos banheiros da entrada, dei uma gargalhada que ninguém entendeu.

 No governo Geisel, o general Vernon Walters, que tinha sido adido militar na época do golpe, veio ao Brasil para uma negociação. Os jornalistas o esperavam na porta lateral, ele entrou, nós o cercamos e ele foi andando e falando. Eu, a única mulher entre os jornalistas naquele dia, andava ao lado dele, anotando o que era dito. Quando o velho militar golpista passou perto do banheiro fez um movimento para entrar. Os jornalistas o seguiram. Eu também.”

Leia mais aqui:
http://g1.globo.com/politica/blog/matheus-leitao/post/andando-pelas-lembrancas-do-itamaraty.html

Brasília - Leitura final do relatório do parecer do Impeachment, deputados da oposição comemoram o resultado do parecer (Valter Campanato/Agência Brasil)

Brasília – Leitura final do relatório do parecer do Impeachment, deputados da oposição comemoram o resultado do parecer (Valter Campanato/Agência Brasil)

Nos últimos dias de grande atividade da agência relacionada com a feira de Londres, tenho alternado (eu, Luciana) ações e emails em favor de clientes e autores e em benefício da própria VBM com mensagens aos deputados ainda indecisos no processo de impeachment, pedindo o voto pela expulsão de Dilma Roussef da presidência. Foi a metodologia que desenvolvi para continuar trabalhando sem cessar por nossos clientes, mas dando ao mesmo tempo uma contribuição mínima à luta pela salvação do Brasil.

A defesa do impeachment é uma questão de princípio. A presidente Dilma cometeu crimes de responsabilidade e outros, como desvio de finalidade e obstrução da Justiça, traindo seu eleitorado. O impeachment é o instrumento constitucional que temos para esses casos e representa a defesa das instituições e da democracia, mas há outros motivos para lutar em seu favor.

A crise econômica já devastou suficientemente o país, afetando duramente o mercado editorial, que nos interessa diretamente. A única maneira de sair da crise é remover do poder a incompetente e desonesta equipe econômica que provocou a volta da inflação, o desemprego galopante e o retorno do processo de concentração da renda. A literatura brasileira não terá o menor futuro a permanecer esse governo criminoso.

Finalmente, é urgente arrancar as garras do PT da máquina do Estado. Com o controle da máquina, os petistas são capazes de qualquer ação: censurar, obstruir a Justiça, manipular orçamentos, manietar Judiciário e a mídia independente. De novo, o escritor livre e independente não terá o menor futuro sob o petismo.

Se a esquerda do bem terá que retomar do zero sua luta pelas plataformas sociais sob um governo de Michel Temer, a permanecer sob o petismo estaremos partindo de -10, -100. O petismo no Brasil – assim como foi o stalinismo na antiga União Soviética – representa a absoluta negação dos interesses populares, e o povo por décadas adiante há de abominar todo o vocabulário da esquerda: socialismo, sindicatos, etc. Os ideólogos do governo são stalinistas, inclusive e principalmente os que formularam o mentiroso slogan “contra o golpe”, e breve pesquisa no Google comprovará essa afirmação com links e posts recentes.

Aos autores e seguidores que concordam comigo, peço que também escrevam aos deputados indecisos. Já escrevi cartas personalizadas para os seguintes congressistas: Alexandre Molon (RJ/Rede_dep.alexandremolon@camara.leg.br), Altineu Cortes (RJ/PR _ dep.altineucortes@camara.leg.br), Brunny Gomes (MG/PTC _ brunny@camara.leg.br), Hermes Parcianello (PR/PMDB _dep.hermesparcianello@camara.leg.br), Lazaro Botelho (TO/PP _ dep.lazarobotelho@camara.leg.br), José Nunes (BA/PSD – dep.josenunes@camara.leg.br) e Paulo Feijó (RJ/PR _ dep.paulofeijo@camara.leg.br). Garanto que nos sentimos muito melhor quando investimos nosso tempo em uma ação política a favor da coletividade.

Voando para Londres, onde defenderá os autores VBM na feira do livro, Anna Luiza Cardoso ficou toda feliz ao visitar a Hudson do aeroporto de Guarulhos. Com HISTÓRIA DO FUTURO, de Míriam Leitão, DILMÊS, de Celso Arnaldo, e ALEX, de Marcos Eduardo Neves, VBM está super bem exposta na livraria/loja de conveniências.

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Nossa aposta é que nesse processo de impeachment, aumentarão significativamente as vendas de HISTÓRIA DO FUTURO e DILMÊS. HISTÓRIA DO FUTURO continuará forte carreira por ainda mais tempo. Talvez a razão nem seja tão positiva: a reconstrução do país, depois da devastação econômica e moral perpetrada pelos últimos governos, será o tema central para todo brasileiro honesto e com um mínimo de patriotismo no coração.

Pensando bem, a presença de ALEX com  destaque na prateleira também faz sentido se pensarmos a conjuntura atual. O livro de Marcos Eduardo não é mera biografia de um jogador de futebol famoso. Também traz importante reflexão sobre a ética na política em vários níveis. Alex, como se sabe, é o fundador do Bom-Senso Futebol Clube, movimento fundamental no combate à cartolagem vergonhosa do esporte nos planos nacional e internacional.

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ULTIMES é uma antologia de frases derradeiras de 80 figuras históricas, organizada pelo francês Phillip Nassif e publicada pela Allary. Na França, todo mundo amou, Livres Hebdo, Philosophie Magazin, vários jornais, que realçaram um aspecto quase filosófico do livro.

Ancelmo Gois noticiou hoje em sua coluna a publicação de ULTIMES (PALAVRAS FINAIS?) pela Autêntica em novembro, uma contratação que as muito sagazes Rejane Dias e Silvia Masini fizeram com a VB&M, para a Allary com a 2-Seas Agency, de Marleen Seegers. Meio complicadas essas relações do meio editorial, uma porção de camadas.

Para o leitor, o que importa é que o livro é uma joia. Nossa frase preferida não é a de Churcill em seu leito de morte, selecionada pelo Ancelmo, embora “I’m bored with it all” soe bem verdadeiro e se preste à tradução jocosa da notinha.

Nossa declaração derradeira favorita é, quem diria, de Luís XIV, o Rei-Sol. “Por que vocês estão todos chorando? Por acaso pensavam que eu era imortal?” Esse mau-humor pé na terra é muito gozado, ainda mais vindo de quem vem, e tem sua dose de humildade.

Duvido muito que veríamos numa figura como Lula uma indagação dessas, que, em sua arrogância, deve realmente se julgar imortal. Não seria dele essa frase porque Lula não tem esse pingo de humildade e menos ainda a calma diante da morte, um sujeito que amarela para comparecer à Justiça quando convocado.

Outro mérito do livro é nos levar a pensar em nossas palavras finais. Será que já é hora de ir preparando? Eu (Luciana) gostaria de encontrar uma mensagem de força para quem estiver a minha volta. Principalmente se eu morrer no Brasil, como espero que aconteça.

(LVB)

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Uma resenha de OSTENDE: Summer Before the Dark (OSTENDE: o verão que antecedeu a escuridão), de Volker Weidermann, saiu no Forward, jornal digital que assinamos na VB&M e consideramos imperdível, focado em temas relacionados ao judaísmo e a Israel, com uma perspectiva extremamente aberta. VB&M representa OSTENDE para o Brasil em nome da Kiwi, a editora alemã Kiepenheuer & Witsch. Estrepitoso sucesso na Alemanha, 130 mil exemplares vendidos, OSTENDE foi lançado este mês nos Estados Unidos pela Pantheon, último trabalho de tradução da renomada editora Carol Janeway, recentemente falecida; a recepção crítica não poderia ser mais calorosa.

OSTENDE é um balneário belga onde, em julho de 1936, um grupo de intelectuais alemães perseguidos pelo governo se encontrou para suas últimas férias antes do cataclisma nazista. Estavam lá Stefan Zweig com sua Lotte Altman e Joseph Roth com a romancista Irmgard Keun; Arthur Koestler, autor de DARKNESS AT NOON (“Escuridão ao meio-dia”, ou O ZERO E O INFINITO, título brasileiro), que li na adolescência no auge de meu fundamentalismo bolchevique, certamente não entendi e deveria reler com urgência; o jornalista Egon Erwin Kisch, o comuna Willi Muezenberg, o dramaturgo Ernst Toller. O pequeno livro de Weidermann conta essas férias ominosas, às vésperas das Olimpíadas de Munique. (Algumas Olimpíadas era melhor que não acontecessem.)

O cerne da narrativa de OSTENDE é a relação de amizade entre o bem-sucedido e abonado Zweig e o genial mas irresponsável e alcoólatra Roth. Um tipo de relação simbiótica comum entre homens em que um segura as pontas e paga as dívidas do outro, mas também se compraz com a dependência e gratidão que lhe são oferecidas em troca, sem falar das contribuições intelectuais. Zweig é suficientemente conhecido do público brasileiro. O gigante literário Roth poderia sê-lo bem mais, até porque a Companhia das Letras já publicou seu lindíssimo JÓ, sobre Mendel Singer, pobre pai de família em um shtetl russo, releitura bíblica e homenagem a Zweig em sua extrema paciência com os desvios do autor, e a Mundaréu lançou o seminal A MARCHA DE RADETZKY.

Outro personagem interessantíssimo de OSTENDE é Irmgard Keun, de quem também representamos para a Kiwi o romance CHILD OF ALL NATIONS, publicado em inglês pela Penguin, inédito no Brasil, uma recriação de sua relação com Roth contada do ponto de vista de uma fictícia filha do casal. Os olhos e o coração da menina narram a história dessa família disfuncional e errante, pulando de país para país, sem passaporte, de uma atualidade aflitiva no atual momento histórico de refugiados por toda parte.

Um pouco mais sobre Keun, porque é difícil  figura humana mais rica e trajetória literária mais significativa. Nascida em 1905, com menos de 30 anos, ela era um imenso best seller na Alemanha de Weimar, com romances de forte carga feminista. Sem ser judia, logo passou a ser perseguida pelo regime de Hitler e fugiu para essa experiência do exílio relatada nos livros mencionados acima. Chegou a passar uma temporada nos EUA, mas só obteve visto temporário e, quando estourou a guerra, estava na Holanda. Conseguiu de um oficial nazista sabe-se lá como um passaporte com seu nome do meio mais o sobrenome do ex-marido e retornou para a Alemanha, onde viveu na clandestinidade até 1945. Ainda voltou à ativa, mas o alcoolismo pegou-a, atravessou décadas na pobreza e somente pouco antes da morte, as leitoras alemãs se deram conta de sua importância como romancista e como pensadora do feminismo e resgataram-na do ostracismo valorizando sua firmeza moral. Mas foi um período breve, pois, já bem passada dos 70 e com toda essa vida nas costas, Irmgard Keun estava cansada.

Quando Keun faleceu em 1982, Zweig e Roth estavam, como se sabe, muito para trás em sua vida. De OSTENDE eles rumaram para o encontro com a morte. Zweig suicidou-se no Brasil em 1942. Roth morreu de doenças decorrentes do alcoolismo, mas aparentemente o seu fim foi precipitado pelo suicídio de Ernst Toller. Toller faleceu a 22 e Roth a 27 de maio de 1939, meros cinco dias depois.

A história ceifa as esperanças e assim as pessoas. Por isso é importante ler sobre o nazismo enquanto o momento mais escuro da história da humanidade. Quem o viveu não acreditava possível chegar-se à luz novamente, a morte era a melhor opção. Quem resistiu pôde ver o despertar do pesadelo. (LVB)