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Vejam só que bela matéria escrita por Rodrigo Casarin, do Blog Página Cinco, rasgando a seda para o nosso querido Alberto Mussa. Ele lista sete motivos que não deixam dúvida sobre a importância da obra de Mussa para a literatura brasileira, como seu respeito pela história e pela mitologia, sua bagagem cultural e sua espetacular habilidade como narrador. Vale a pena conferir.

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MUSSA

A última coluna de Raphael Montes n’O Globo deu o que falar. É que, sempre na luta pela literatura “de entretenimento”, desprezada pela crítica brasileira porque vende e não propõe complexas experiências literário-estéticas, ele saiu na defesa dos novos autores brasileiros que escrevem para nos entreter com uma boa história. Ponto. E não digo simples assim porque de simples não tem nada! Pois bem, entre os novos nomes recomendados por ele, está sua colega de agência Andrea Nunes, cujo thriller A CORTE INFILTRADA, em que nosso sistema judiciário aparece desnudado_ qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência!_, foi recentemente publicado pela Buzz Editora, do editor Anderson Cavalcante. Livrão, cujo posto na lista do Rapha é mais do que merecido. Sucesso, Andrea!

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Raphael Montes Andrea Nunes

No próximo sábado, das 15h às 18h, Índigo lança seu novo livro, MARIA ANTONIETA E O GNOMO, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. Vai ter oficina de gnomos para as crianças. Quem levar seu gnomo de estimação ganha um mimo muito legal.

Dizer que o livro é maravilhoso simplesmente não exprime o humor agudo e terno, delirante e irresistível, de Índigo, particularmente nessa narrativa. Maria Antonieta é uma personagem muito, muito querida.

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Confira aqui a ótima entrevista do autor português Manuel Arriaga, representado pela VBM, concedida à jornalista Heloísa Eterna, do portal aCriatura. Nela o autor fala de seu livro REINVENTANDO A DEMOCRACIA, publicado originalmente em Portugal e posteriormente na Grécia e no Reino Unido, onde chegou a ocupar o primeiro lugar de vendas da sessão Democracy da Amazon. Seu principal objeto de investigação é um tema que está na ordem do dia por aqui: a crise de representatividade política. Uma ótima leitura para o momento político tão conturbado pelo qual passamos.

Manuel Arriaga é professor visitante na Universidade de Nova York. Além disso, leciona também na Universidade de Cambridge, onde conduziu, durante vários anos, projetos de investigação e ministrou cursos sobre como as organizações e os indivíduos podem se tornar melhores tomadores de decisão. Seu trabalho acadêmico foi publicado em importantes revistas científicas e obras de referência.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

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Por Miguel Sader.

Eis aqui finalmente a caprichadíssima capa de THE INVISIBLE LIFE OF EURIDICE GUSMAO, o romance de estreia de Martha Batalha, pela OneWorld, prestes a seguir para todas as livrarias britânicas e norte-americanas. O projeto reflete o fino humor da narrativa de Martha, A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, e os elogios escolhidos para a quarta capa são precisos, estimulando a vontade de leitura. Note-se a frase de Alberto Mussa _ “afiado, seco, cáustico e inteligente” _, que figura como autor de THE MYSTERY OF RIO, nosso maravilhoso O SENHOR DO LADO ESQUERDO, publicado na Grã-Bretanha pela Europe.

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O belo trabalho de Aída Veiga e Cassiano Machado, trazendo o autor de HIGH HITLER ao Brasil, ajudou muito a colocar o livro de Norman Ohler na lista de mais vendidos do PublishNews já na primeira semana do lançamento. Dizemos “ajudou” porque é espetacular a investigação de Ohler sobre a política de drogas do III Reich, que usava e abusava de anfetaminas para estimular os soldados alemães nos fronts da II Guerra Mundial. Além disso, o livro documenta como Adolf Hitler passou todo e cada dia do longo período da guerra completamente doidão. Merece lista, já conquistada não só na Alemanha como também nos EUA. Agora no Brasil.

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O Flin, Festival Literário de Natal, na segunda quinzena de novembro, contará com a presença de Edney Silvestre. Ele vai compor mesa com Mauro Ventura e Zuenir, que será o autor homenageado na festa.

Muita coisa boa rolando para Edney. Contrato com a TV-Globo de adaptação para minissérie de seu memorável romance de estreia, SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA, acaba de ser assinado por todas as partes. Na verdade, o trabalho de transformação da narrativa em roteiro já está praticamente pronto _ argumento e vários capítulos _, assinado pelo super roteirista Ricardo Linhares. 

Quem sabe produção começa ainda este ano. Seria um super Natal antecipado para todos nós. 

Por intermédio de Ella Sher, nossa parceira na Espanha, HarperCollins Ibérica fez uma proposta de áudio-livro para SURPREENDENTE!, de Maurício Gomyde, que já está em papel e e-book nesse idioma há alguns meses. Em breve, será possível treinar espanhol só ouvindo a linda narrativa de Gomyde sobre amizade, amor e superação. Harper Collins Español está cuidando da gravação, e o áudio-livro também terá formatos físico e digital.

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No blog Angústia Criadora, Ney Anderson publica excelente crítica sobre PRESOS NO PARAÍSO, de Carlos Marcelo, em que destaca o som do vento na recriação da paisagem de Noronha, que nos faz sentir de volta à ilha ou, quem jamais foi lá, pela primeira vez imerso naquele ambiente poderoso. Fala também da música no livro, perfeita trilha sonora. Carlos Marcelo deveria por nas páginas de abertura todos os títulos de músicas mencionadas ao longo da narrativa de maneira que o leitor pudesse fazer uma playlist para acompanhar a leitura.

Fernando de Noronha entre mistérios e sombras

O Estado de Minas fez uma matéria linda sobre a chegada do acervo do escritor mineiro Autran Dourado, obra do catálogo de clássicos brasileiros da VBM, a Belo Horizonte. Obedecendo à vontade do autor, a UFMG tem o privilégio de acolher toda a biblioteca de Autran reproduzindo inclusive o ambiente do gabinete de trabalho do grande autor de A ÓPERA DOS MORTOS, A BARCA DOS HOMENS, SINOS DA AGONIA, UMA VIDA EM SEGREDO, entre muitos outros livros.

Nós temos o privilégio de reproduzir aqui um texto do curador da obra, o filho do autor, Lúcio Autran. É o adeus aos livros do pai, que tanto marcaram sua formação. De dar nó na garganta, pelo amor e pelo desencanto diante da falta de envolvimento dos brasileiros com sua própria literatura, mas também pela gratificação de ver o tão bem cuidado acervo nas mãos de quem saberá respeitar e valorizar a grande obra autraniana.

“E assim, de forma um pouco dolorosa, mas gratificante, foram-se os arquivos e a biblioteca de meu pai no rumo de seu desejo.

Dolorosa, porque foi nesse escritório, que agora se esvazia, que aprendi que o trabalho de um escritor deve ser respeitado, no sagrado silêncio que minha mãe nos impunha durante todas as manhãs, que era quando, religiosamente, ele escrevia. Ali, também descobri que esse ofício é árduo e exige disciplina – Apolo a serviço de Dioniso, como deve ser toda criação – pois, além de ser diário, era comum deparar-me com o plano de seus romances construídos, literalmente, a régua e compasso.

E foi ali também que aprendi a não acreditar no tão exaltado quanto execrado pelo velho Autran mito que ainda insiste nestes trópicos: o mito do “gênio analfabeto”.

Ali adquiri o prazer da leitura, pois se uma imagem ficou de meu passado era a de meus pais lendo e a casa e os corredores repletos de livros.

Quantas vezes o vi levantar-se, pegar um livro nessas estantes, hoje tão quase desertas, para uma consulta, ou mesmo pelo mero prazer do manuseio. Assim também foram inúmeras as vezes que, após conversar comigo sobre algum assunto, estender as mãos como quem dá a comunhão a um filho, mas com um livro, dizendo: “leia isso”. Foi assim com “Procura da Poesia”, do Drummond.

Me lembro, e quase choro, de uma vez em que eu, na natural prepotência de um pré-adolescente, tive um texto “furtado” por ele, e depois corrigido, carinhoso e divertido, após se “denunciar”: “não use vozerio, meu filho, vozeio é tão mais bonito” (e é), em seguida, meio brincando, meio à vera, pois ele não era dado a estimular precocidades (“quantos gênios não se tornaram perfeitos imbecis por causa dos pais?”, ele gostava de se perguntar, já respondendo), me disse, e mais tarde descobriria, com tristeza, que tinha razão: “não escreva, não, filho, que isso dá muito trabalho e frustração, num país de analfabetos de todas as classes”. Entretanto, na manhã seguinte, lá estava, sobre minha mesa, o livro “Aspectos do Romance”, do Forster, com a singela dedicatória: “para meu filho e amigo. Autran”. Livro que um dia, ah, arrependimento, emprestei para um filho da puta, cujo nome não me recordo, nem quero, e que jamais me foi devolvido. Esse, eternamente arderá no fogo de um ciclo do Inferno que nem Dante imaginou…

Mais tarde, para ficarmos no assunto, ele me deu um livro de entrevistas com vários escritores, entre eles Barthes, chamado: “Escrever… Para quê, para quem?”, mas com a grave advertência: “essa pergunta, filho, é para escritores europeus, nós, brasileiros, se a fizermos, nos matamos antes da resposta”. 

E ali, naquela biblioteca, li escondido – ou nem tanto – alguns romances mais “fesceninos”, e acabo de lembrar, entre o riso e o nó na garganta, foi ali que aprendi meus primeiros palavrões, num daqueles inúmeros… dicionários! Quanta transgressão!

Sim, dói muito, mas é também gratificante saber que seus arquivos, tão zelosamente organizados por sua companheira de vida inteira, amor tão real de quase imaginário, minha mãe, irão para mãos que saberão respeitar sua memória e literatura e valorizá-las, hoje bem menos faladas do que merecem.

Ali estará, junto com um ambiente reproduzindo seu escritório, tudo aquilo que se chama – e como ele gostava do termo – a “genética do texto”, à disposição de estudantes e estudiosos de sua obra.

E, para além de tudo isso, também é gratificante atender um desejo expresso tantas vezes por ele, quando vivo, de que gostaria que tudo fosse entregue aos cuidados da UFMG, talvez a universidade brasileira com mais teses escritas sobre sua vasta obra, e o fez também por testamento, do qual participei na feitura de seus termos, mas que, sinceramente, tem o valor de mera formalidade, o que interessou foi sua vontade manifestada de viva voz, e agora satisfeita por seus filhos. E assim foi feito.

E agradeço especialmente às minhas irmãs Ofélia Autran Dourado e Inês Autran Dourado, que, por morarem no Rio, ajudaram na concretização desse projeto que tanto significa para nós quatro, e puseram a “mão na massa” nessa empreitada.

Também agradeço aos professores Reinaldo Marques, da UFMF, e Henrique Mello, da FUNDEP, que financiou essa produção, pelo cuidado e pelo entusiasmo demonstrados na empreitada, que envolve, naturalmente, grande carga emocional. Também não posso deixar de mencionar o escritor e crítico Silviano Santiago pela amizade e delicadeza que sempre teve com os meus pais, enquanto vivos, e que permanece após as suas mortes, pessoa fundamental para que o desejo de meu pai se concretizasse.

Vai-se, assim, um pedaço de minha vida, mas fica a alegria de ter convivido com o homem, talvez uma personagem de si mesmo, um homem que, como escrevi quando de sua morte, conhecia os riscos, reais e imensos, de “brincar de Deus”, afinal, outro não é o ofício dos prosadores.

Por tudo isso, feita a sua vontade, repito aqui sua antiga dedicatória, embora saiba que você não a ouvirá:

“Mais uma vez, adeus, meu pai”.

E amigo.        

Lúcio Autran”

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