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Jornal Cândido está publicando uma série de entrevistas chamada “Os editores”, em que conversa com profissionais do ramo para tentar entender um pouco mais a fundo o fascinante e complexo mercado editorial brasileiro. Para a edição de fevereiro do jornal, quarta entrevista da série, o jornalista e escritor Marcio Renato Dos Santos bateu um papo com nossa super diretora Luciana Villas-Boas, que, para variar, deu aula sobre o assunto. Vale a leitura!

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Rio de Janeiro, Brasil - 25/11/2017 -  A editora de livros e agente literaria Luciana Villas Boas concede entrevista a Marcio Renato dos Santos em seu escritorio no Leblon na zona sul do Rio de Janeiro. Foto: Daniel Ramalho para a Biblioteca Publica do Estado do Parana

Nesse início do Ano do Cachorro no horóscopo chinês, o site esquerdista International Examiner destacou MY NIGHT IN THE PLANETARIUM, de Innosanto Nagara, que VBM representa no Brasil e em Portugal em nome da Seven Stories Press, como livro recomendado para jovens leitores. Disse lindamente:

“A história de Nagara mostra como a política de resisência pode ser tecida com amor e sobrevivência da família. Enquanto a ideia de uma ditadura militar soa e é de fato assustadora e opressiva, do ponto de vista de uma criança de sete anos, a vida continua acontecendo.”

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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Está saindo em Portugal pela 4 Estações o pungente e fundamental A INVEJA DOS ANIMAIS, do pensador e ativista americano Ralph Nader. Infelizmente, não encontramos ainda editora para esse livro no Brasil, cujos direitos representamos para os mercados brasileiro e português em nome da novaiorquina Seven Stories Press e que adoraríamos ver publicado por aqui.

Baseado nas mais avançadas pesquisas zoológicas, Nader, que se notabilizou pela defesa dos direitos dos consumidores e depois pela militância ambientalista, surpreende escrevendo uma fábula em que as espécies animais relatam aos humanos como percebem, vivem e sofrem as nossas ações e sugerem possíveis modos pacíficos de convivência. Um livro que revela imenso amor por todos os seres vivos e profunda compreensão de suas inteligências, mas é capaz de encarar a contradição fundamental de que nada podemos fazer para que se anulem completamente os efeitos deletérios da existência humana no planeta.

Viva os editores Mário Moura e Ione França, que publicaram A INVEJA DOS ANIMAIS em Portugal!

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A competente e delicada Editora Alaúde está lançando esta semana mais um livro fundamental do monge e mestre Matthieu Ricard, desta vez com o professor Wolf Singer: CÉREBRO E MEDITAÇÃO. O livro documenta a forte relação entre o budismo e a neurociência.

Os muitos lançamentos sobre budismo no mercado editorial brasileiro parecem comprovar que esse ramo da filosofia e das religiões está sendo corretamente percebido como uma saída possível para o mal-estar contemporâneo. Muito bem-vindos os livros de todos os mestres do budismo. Os brasileiros, talvez até mais do que outros povos, precisam dessa reflexão dados o estresse e a pressão que a sociedade contemporânea está jogando nos ombros dos indivíduos. Digamos que os políticos em Brasília não ajudam nem um pouquinho.

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Para abrir esta semana que antecede o Carnaval, compartilhamos a brilhante entrevista, dada ontem ao jornal O Globo por Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas, sobre a relação das escolas de samba com a cidade do Rio de Janeiro.

Tanto Beto quanto Simas têm no samba e no carnaval, assim como em outros fenômenos característicos da cultura popular carioca, temas que permeiam suas excepcionais obras literárias, credenciando-os como jurados do Prêmio Estandarte de Ouro.

Eles falam sobre o reconhecimento dos sambas-enredo como literatura e dos desafios da renovação do público dos desfiles, entre outros temas. Ótima reflexão para este momento de tensão entre a força e a tradição do carnaval carioca e a prefeitura de Marcelo Crivella.

Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Miguel Sanches escreveu uma coluna brilhante para a publicação portuguesa Jornal de Letras sobre A HIPÓTESE HUMANA, de Alberto Mussa. Texto consagrador.

Vejam o que ele diz:

“Literatura e narrativa policial pertencem ao mesmo campo. Saber passar de uma para outra determina se o livro será grande arte ou apenas ficção de plástico.”

Ou então:

“O Alberto Mussa narrador revoluciona o romance policial, aclimatando-o aos trópicos, em que os factos míticos perturbam no sentido criativo de desviar do padrão a lógica do Ocidente.”

Genial.

Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.

A brilhante, linda e querida editora Anne-Marie Métailié está colocando maravilhosamente sua edição de O NOME DA MORTE, de Klester Cavalcanti, no mercado francês. Grande competência. Vejam a foto da FNAC em que brilha 492: CONFESSIONS D’UN TUEUR À GAGES. O título da Métailié é esse, 492 “confissões de um assassino de aluguel”.

Só lembrando que 492 é o número de assassinatos no cadastro do protagonista e que, embora exposto na prateleira prestigiada de “Romances”, o livro do Klester é não-ficção. A reedição brasileira da Planeta vai sair junto com o filme de Henrique Goldman baseado no livro, no segundo semestre.

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Estréia hoje, dentro de poucas horas, no CCBB do Rio, a montagem de “Grande Sertão: Veredas” concebida e dirigida por Bia Lessa, que foi capa da revista “Rio Show”, do Globo, na sexta-feira. A peça fez bela carreira em São Paulo.

É grande a contribuição à montagem da parte de Silviano Santiago, entrevistado pela revista para a matéria. Não só pela interlocução com a dramaturga como pelo texto de apresentação do programa. GRANDE SERTÃO: VEREDAS é matéria de erudição de Silviano, que recentemente publicou GENEALOGIA DA FEROCIDADE, ensaio exclusivamente dedicado ao clássico de Guimarães Rosa. “A peça também é alegórica e com uma grande força dramática, quase shakespeariana, que mostra o jogo entre a selvageria e a ordem”, disse ele ao Globo.

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O blog de Maicon Tenfen na Veja feshow: quase um milhão de visualizações. Pudera. Maicon tem o que dizer.

O post de Maicon de hoje é estritamente literário, sobre Hemingway, mas não deixa de dar sua cutucada no politicamente correto. Na agência, comprometida com os direitos dos animais, nos dividimos.

Hemingway é o escritor preferido _ em termos absolutos _ do Raymond Moss. Luciana, embora reconheça a força da linguagem do autor, não consegue superar a aversão ao amor dele pela tauromaquia e pelas caçadas. Anna Luiza, apesar da juventude, concorda. A novíssima geração, Miguel e Nelson, principalmente este, resistem à obra de um escritor que se projeta como tal _ o Macho com maiúscula, assassino de animais.

Nessa hora, Nelsinho, que também tem nojo do polticamente correto (assume sem problemas a sua discriminação de Golden Retrievers, Labradores e Shitzus), chega a aplaudir as liberdades conquistadas da contemporaneidade. Defende que há indícios que, vivesse hoje, Hemingway já teria soltado sua franga, o que poderia significar benefícios e prejuízos: o autor mais feliz, mais em paz, talvez a literatura sofresse. Nelsinho sabe muito.

Para ler o artigo de Tenfen na íntegra, clique aqui.

A minissérie SE EU FECHAR OS OLHOS AGORA, baseada no romance homônimo, acaba de ganhar uma personagem que não figura na história de Edney Silvestre. Será a avó do protagonista Paulo, a ser representada pela veterana Ruth de Souza, hoje com 96 anos.

Saindo de literatura e passando para a saúde, um comentário inevitável: impressionante essas grandes atrizes atuando em papeis densos, longas falas _ Bibi Ferreira (95), Fernanda Montenegro (88), Ruth. Esse negócio de decorar roteiros e diálogos tem que fazer muito bem para a cabeça, prevenir qualquer Alzheimer. É a única explicação. 

Para saber mais, clique aqui.