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O Publishers Market Place anunciou a venda de THE MOON SPUN ROUND para a editora FTD.

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Com ilustrações deslumbrantes, assinadas por Shona Shirley MacDonald, THE MOON SPUN ROUND é uma reunião de contos e poemas do gigante das letras irlandês W.B.Yeats (1865-1939), que receberam tratamento para serem apreciados pelo público infantil. Além da beleza das histórias, da poesia e das ilustrações, a curadoria dos textos do Yeats foi sensível e perspicaz. Interessante notar a importância e o sucesso de coleções de textos clássicos submetidos a um tratamento que permite a leitura infantil. Conduzem a criança ao mundo da literatura e compõem um trabalho precioso.

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Os poemas de THE MOON SPUN ROUND são voltados suas memórias de infância em Dublin, onde sua família ganhava o sustento no comércio do linho. Seus pais eram comerciantes que apreciavam a literatura e a arte em geral, suas irmãs fizeram parte do movimento Arts and Crafts, e seu irmão tornou-se um pintor de renome.

Nobel de Literatura em 1923 pela “sua poesia sempre inspirada, que por meio de uma forma de elevado nível artístico dá expressão ao espírito de toda uma nação”, Yeats é um ícone da literatura mundial e precisa ser conhecido também no Brasil. Graças à FTD em breve teremos THE MOON SPUN ROUND disponível para as crianças brasileiras. Sob os cuidados de Isabel Coelho, editora responsável, o livro há de ser um sucesso.

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Entre inúmeras listas de “melhores do ano” que saíram pela mídia, livros da VB&M brilharam. Na agência, estamos felizes com o resultado do ano que passou, apesar de todos os percalços atravessados por nosso país em 2016 e das notícias assustadoras mundo afora, particularmente nos EUA, que também é território da VB&M.

Abaixo, algumas das listas mais visualizadas e nossos livros:

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A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha (Companhia das Letras), indicado por Alexandre Staut, da São Paulo Review of Books e por Raphael Montes, no Globo.

 

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MACHADO, de Silviano Santiago, (Companhia das Letras), compareceu na lista da Folha de São Paulo.

 

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CONTOS COMPLETOS, de Alberto Mussa (Record), na do Globo.

 

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A BÍBLIA DO CHE, de Miguel Sanches Neto (Companhia das Letras), foi indicado por Felipe Pena, no Extra.

 

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O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, de Ronaldo Wrobel, (Editora Record), também foi indicado por Felipe Pena, do Extra. Raphael Montes, no Globo, já o apontara como um dos melhores romances de 2016.

 

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O ÁRABE DO FUTURO 2, de Riad Sattouf, publicado no Brasil pela Intrínseca, foi indicado por Cora Rónai, do Globo.

 

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TOOLS OF TITANS, de Tim Ferriss, entrou numa lista de imperdíveis livros de negócios e motivação, misturando títulos em língua inglesa com outros já publicados no Brasil, preparada pela revista Exame. O que a matéria não disse é que o livro de Ferriss, que foi para o primeiro lugar das listas americanas assim que saiu nos EUA, terá lançamento no Brasil pela Intrínseca.

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Brazilian rights to Robert Verkaik’s JIHADI JOHN, to Clarissa Melo at Harper Brazil, by Lara Berruezo at Villas-Boas & Moss Literary Agency on behalf of Oneworld.

Saiu no último Publishers Market Place a venda dos direitos de JIHADI JOHN, de Robert Verkaik, para a Harper Collins Brasil. É a primeira venda de direitos de um livro do catálogo da OneWorld, a charmosa e quentíssima editora britânica, vencedora dos últimos prêmios Booker, que a VB&M representa para o Brasil. É também o primeiro contrato da agência com a HC, uma negociação com a agilíssima editora Clarissa Melo. Outros direitos de tradução de JIHADI JOHN, que vai virar minissérie da BBC, foram para editoras na Holanda, Japão e Finlândia.

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A capa do livro pela OneWorld

JIHADI JOHN é relato de grandes revelações. Sua proposta é responder à pergunta que o mundo fez no ano passado: quem é o monstro jihadista do Estado Islâmico que aparece em vídeos decapitando prisioneiros da organização terrorista? O perfeito sotaque britânico não deixava dúvidas de onde ele teria vivido até ir para o Oriente Médio engrossar as fileiras do EI.

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Uma das últimas fotos de Jihadi John

Pois o jornalista Robert Verkaik (colaborador freelance do Sunday Telegraph, Sunday Times, Mail on Sunday, Daily Mail e The Independent) fez a única entrevista que se conhece com Jihadi John e revela neste livro como Mohammed Emwazi, um jovem londrino de 26 anos, até então gentil e educado, tornou-se o maior chefe de execuções do Estado Islâmico. Ainda em 2010, Emwazi deu uma entrevista a Robert Verkaik dizendo que o serviço secreto britânico, o MI5, estava destruindo sua vida. Ele queria que sua história fosse contada para conseguir apoio público e para que os serviços de segurança o deixassem em paz.

A investigação de Verkaik busca dissipar o mistério em torno do poder do Estado Islâmico de transformar as pessoas: o que levou um jovem muçulmano ir até e o jornalista para pedir ajuda? Por que ele acabou aderindo ao EI? Escrevendo no dia seguinte ao horripilante, mas não exatamente surpreendente, ataque do Estado Islâmico em um mercado de Berlim, sinto a urgência enorme desse livro. Grande tacada da Harper Collins-Brasil.

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Brazilian rights to Louise Jensen’s THE SISTER, to Natalia Marques at Editora Gente, by Villas-Boas & Moss Literary Agency, on behalf of Lorella Belli Literary Agency.

Saiu no Publishers Market Place a venda dos direitos brasileiros de THE SISTER (A irmã), de Louise Jensen, para a Gente. Foi uma negociação da VB&M, em nome da agência Lorella Belli, com a editora Natália Marques.

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Super suspense psicológico, “A irmã” está vendendo horrores na Inglaterra, território por excelência desse gênero. Aos poucos, o público brasileiro também está embarcando completamente nesse tipo de narrativa, e a contribuição de uma nova geração de autores daqui não deve ser desconsiderada. Principalmente, não dá para negar que Raphael Montes, com sua obra e suas intervenções na mídia _ em especial a coluna em O Globo _, tem sido determinante para formar e configurar essa verdadeira tendência literária e de mercado editorial.

O livro de Louise Jensen conta a história de uma jovem, Grace, que, depois de ver a morte dos pais, perde a amiga querida e, inconsolável, decide procurar a família e outros contatos dela a fim de solucionar alguns mistérios que ficaram. Surge uma jovem dizendo-se irmã da falecida, Anna, e daí em diante a vida de Grace com seu namorado passa a enfrentar problemas e desafios aterradores, numa trama surpreendente e sensacional. Além de números de venda impressionantes na Grã-Bretanha, os direitos de tradução de THE SISTER já foram para algumas das melhores editoras internacionais, como Sperling Kupfer (Itália), Suma (Espanha), Bruna (Holanda), AST (Rússia), Pegasus (Turquia) e outras.

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Recebemos na agência os exemplares de cortesia de CHAPEUZINHO ESFARRAPADO e outros contos feministas do folclore mundial, organizado por Ethel Johnston Phelps e ilustrado lindamente por Bárbara Malagoli, numa edição da Companhia das Letras.

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A edição original em inglês foi publicada pela editora nova iorquina The Feminist Press, que apostou em um livro que reunisse diversas histórias e contos orais, passados de avó para neta, sobre a essência sagrada da mulher em diferentes lugares e culturas do planeta. Ao ler as deliciosas histórias, descobrimos que o conceito de “empoderamento feminino” está presente em todas as culturas, milenariamente. Nada de princesinhas indefesas esperando serem salvas, mas sim meninas e mulheres que foram corajosas e se tornaram heroínas de suas próprias vidas.

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Umas das ilustrações, por Bárbara Malagoli.

A linda edição da Companhia somou charme ao livro, que é fruto de muita pesquisa. Um ótimo presente para todas as idades – taí, uma boa dica para o Natal.

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CHAPEUZINHO ESFARRAPADO tem tudo para também entre nós se tornar um clássico – feminista– que será lido por muitas e muitas gerações a seguir. Já é o que acontece nos Estados Unidos com as seguidas edições de The Feminist Press, que agora mesmo o está relançando com projeto gráfico inteiramente novo.

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Imaginar que se está sentado tomando um cafezinho e conversando com algum grande gênio do passado não é exclusividade da minha cabeça imaginativa. Foi a partir dessa ideia que o jornalista francês Louis Bériot escreveu UM CAFÉ COM VOLTAIRE: Conversas com as grandes mentes de seu tempo, minha tradução livre do título publicado recentemente em Paris pela Allary, Un café avec Voltaire: Conversations avec les grands esprits de son temps.

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A crítica francesa confirma: o livro é delicioso de ler e nos envolve completamente. Beriot faz um misto de biografia, ensaio e romance histórico, convidando-nos a um passeio pelo Iluminismo, etapa filosófica crucial para a humanidade, com debates sobre o poder, a religião, o fanatismo e a intolerância. Tirando proveito do passeio, ele nos apresenta a outros grandes nomes da época como Newton, Montesquieu, Diderot e Rousseau, este em suas disputas com Voltaire. A pesquisa do Beriot baseou-se principalmente nas trocas epistolares desses dois gênios do Iluminismo francês. Além dos fatos históricos em si, uma pitada de criatividade por parte do autor faz o livro parecer mais leve, como uma conversa entre dois amigos.

A boa notícia é que em breve teremos UM CAFÉ COM VOLTAIRE no Brasil, publicado pela Autêntica. A negociação, conduzida pela VBM em nome de Marleen Seegers, da 2-Seas, e da Allary, foi anunciada ontem na Publishers Market Place (imagem abaixo). Nós, que somos fãs do trabalho da Autêntica assim como da Allary, acreditamos que o trabalho de Beriot vai pegar no Brasil. Quero muito lê-lo mais fluentemente em português, degustando um fumegante café da tarde.

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Chegaram à agência, e só havia Lara Berruezo para receber (euzinha), nem Nelson Villas-Boas estava lá na hora, os magníficos exemplares do livro de Rafael Cardoso, O REMANESCENTE, publicado pela Fischer na Alemanha sob o título de O LEGADO DO BICHO-DA-SEDA. Nenhum problema para Luciana e Anna Luiza, que podem ver o volume nas vitrines das livrarias de Berlim.

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Muita crítica positiva na mídia alemã. Rafael está numa maratona de leituras e autógrafos em várias cidades da Alemanha. Sabendo disso, sua editora holandesa, Nieuw Amsterdam, perguntou se era Rafael mesmo falando nos eventos e disse que também quer. Respondemos que sim, Rafael, bilíngue em português e inglês e com ótimo domínio do alemão, certamente é responsável pelas apresentações de seu belíssimo romance biográfico, mas holandês não dá. Brincadeira, os holandeses ficarão felizes com apresentações em inglês ou alemão.

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O REMANESCENTE sai no Brasil em novembro. Otávio Costa, diretor da Companhia das Letras, contou que o livro ficará lindo, maravilhoso. O título alemão tem a ver com uma das inúmeras empreitadas do protagonista Hugo Simon, bisavô do Rafael, banqueiro judeu exilado tragicamente no Brasil durante a II Guerra Mundial, que já nos anos 20 fazia pesquisas e experimentos de agricultura ecológica e em Minas Gerais tentou cultivar o bicho-da-seda.

É para os bons leitores fazerem contagem regressiva para a chegada do livro nas livrarias. Será um magnífico presente de Natal.

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Só mesmo diante da tarefa de escrever um discurso, valorizamos devidamente esse gênero. Mas tem gente que nasce sabendo. Kurt Vonnegut, autor que se tornou um clássico da literatura norte-americana com MATADOURO-5, é um exemplo. Ele foi um dos mais populares – e disputados – paraninfos na história das formaturas universitárias dos EUA. Seus discursos ficaram conhecidos pela leveza, pela graça e pela sabedoria.

A capa da Seven Stories Press.

A capa da Seven Stories Press.

Apostando que teria um sucesso nas mãos, a editora nova iorquina Seven Stories Press publicou em 2013 IF THIS ISN’T NICE, WHAT IS?_ The Graduation Speeches and Other Words to Live, o livro que reúne os discursos de paraninfo Vonnegut, organizados por Dan Wakefield. Depois de quase três anos e com mais de 25 mil exemplares vendidos, a editora está lançando agora a segunda edição com seis novos textos, e é aí que nós entramos. Após um breve leilão, a editora Rádio Londres comprou os direitos para o Brasil, e em breve teremos essas joias da oratória em português.

Inspirado por Jesus e Bertrand Russel, Vonnegut é otimista sem ser tolo, tem um texto dinâmico, da mais fina qualidade literária, e dá dicas preciosas aos jovens às vésperas de enfrentar a real – o duro mundo do trabalho. Estamos apostando que o livro será um sucesso para a Rádio Londres também, presente de formatura dos sonhos para qualquer formando.

Lara Berruezo

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Neste blog, já escrevemos sobre estranhos casos em que ficção de autores da VB&M previram no detalhe acontecimentos da vida real. O ex-torturador disposto a contar o passado e em seguida assassinado no romance TEMPOS EXTREMOS, de Míriam Leitão, antecipou a morte de um delator da Comissão da Verdade. Um operador financeiro forja a própria morte em A BÍBLIA DO CHE, de Miguel Sanches Neto, de maneira muito semelhante ao que se fala sobre José Janene no escândalo do Petrolão. A BÍBLIA DO CHE ainda está por ser publicado no fim do mês, mas eu li a história escrita pelo Miguel muito antes das especulações sobre a pseudo-morte do Janene.

Hoje podemos falar de a vida imitando a arte não com mortes, mas com um nascimento. No dia 21, será lançado no Rio de Janeiro pela Tordesilhas o romance do autor português Jorge Reis-Sá, A DEFINIÇÃO DO AMOR, que conta a história de um marido e pai apaixonado e angustiado refletindo à beira do leito da mulher grávida e em coma, à espera do nascimento do filho. Em Portugal, o romance de Jorge saiu em 2015 e encontrou uma crítica maravilhosa. Pois neste 8 de junho os jornais portugueses noticiam que no Hospital de S. José, em Lisboa, os médicos de Obstetrícia e da Unidade de Neurocríticos realizaram o parto de um bebê nascido de uma mãe há quatro meses em morte cerebral. Nunca em Portugal se tinha conseguido nada semelhante.

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A Guerra & Paz, de Manuel Fonseca, ótima editora portuguesa de A DEFINIÇÃO DO AMOR, emitiu um comunicado à mídia e presenteou os médicos do Hospital de S. José com exemplares do romance de Jorge. No Rio de Janeiro, o lançamento do livro terá a presença de Antônio Cícero, Eucanaã Ferraz e Alice Sant’Anna lendo trechos da obra e debatendo o fazer literário. Será a saudação dos poetas ao triunfo da vida sobre a morte para além da literatura.

LVB

 
A VIDA IMITA A ARTE
Um romance, A definição do Amor, de Jorge Reis-Sá, antecipou o milagre do Hospital de S. José
 
Ontem aconteceu o que, à falta de outro termo, poderíamos chamar um pequeno milagre. Foi no Hospital S. José, em Lisboa. Os médicos de Obstetrícia e da Unidade de Neurocríticos daquele Hospital realizaram o parto de um bebé, que nasceu de uma mãe há quatro meses em morte cerebral. Nunca em Portugal se tinha conseguido nada semelhante.
Ou melhor, já tinha acontecido, se considerarmos que a arte tem alguma coisa a ver com a vida. Um romance de Jorge Reis-Sá, A Definição do Amor, trata exactamente este tema. Um homem, marido e pai, reflecte, angustia-se, espera e vive, semanas em cima de semanas, à beira de uma cama onde a mulher, que amou e ama, está em coma, grávida. Pensa, sofre, e espera o nascimento de um filho, o mesmo milagre que, agora, na vida real, sempre pronta a imitar a arte, os médicos do Hospital S. José conseguiram realizar.
Um extraordinário romance, A Definição do Amor, foi publicado pela Guerra e Paz em Abril de 2015. Um romance que a editora acaba, agora, de enviar, aos médicos do Hospital de S. José, saudando este triunfo da vida sobre a morte, que não é afinal um exclusivo da arte.
 
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No almoço de hoje da VB&M, com a presença de Ronaldo Wrobel, autor de O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, comentávamos uma resenha incompreensível que saiu no 2º Caderno do Globo de sábado. Anna Luiza, Lara, Ronaldo, Bebel Sader e Luciana: ninguém entendeu nada do que estava escrito e largou a leitura do texto no terceiro parágrafo. Imagine comprar o livro, cujo título e teor ninguém sequer lembrava: nem pensar.

Um dia os jornais brasileiros hão de entender que chamar professor de Departamento de Letras para fazer crítica literária não dá certo. O jornal perde.

Só no Brasil, acadêmico de Literatura pontifica em suplemento de livro de grandes jornais, que supostamente querem falar com um público que ultrapassa o leitor especialista. No suplemento do New York Times, dificilmente encontramos um artigo que não seja perfeitamente legível, além de preciso e relevante, sempre voltado para um bom leitor, mas não especializado na identificação de intertextualidades ou dialogismos ou polifonias ou qualquer outro conceito da moda dos departamentos de Letras. Resenha boa é resenha simples, que discorre sobre a obra com clareza e erudição, se possível também com elegância e generosidade, permitindo que o leitor defina se a leitura do livro lhe interessa ou não.

Dito isso, a resenha de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha, uma curta notinha publicada na revista Vida Simples, é um exemplo de texto que cumpre seu objetivo. Verdade que o título da revista – excelente – inspirou este post.

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