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Bolívar Torres e Leonardo Lichote assinam excelente matéria, publicada n’O Globo no último sábado (10), sobre a Livraria e Edições Folha Seca, na rua do Ouvidor: goo.gl/Ru67Z1

Point de leitores, escritores, pensadores, todos boêmios, a Folha Seca funciona como um dos poucos espaços em que a cultura carioca ainda pode ser chamada assim: carioca. Num Rio de Janeiro em que o estar na rua e os encontros casuais são cada vez mais raros, o que acontece ali na Ouvidor é pura e simples resistência. Mas nada organizada! Encontro de quem vive, pensa e escreve o Rio com os pés na atualidade e a cabeça e o coração num momento pré cosmopolitização da cidade, quando o tempo não era cronometrado e o ir e vir eram apenas questão de estar. Afinal, por que não dar uma paradinha para uma gelada e um bom papo na ida ou na volta de qualquer lugar?

Foi o que aconteceu sábado, no lançamento de A HIPÓTESE HUMANA, do Alberto Mussa, belo exemplo de que o tempo é o que dele fazemos. Ao longo de uma tarde agradável, em meio a amigos e pessoas queridas, tomando uma cerveja gelada e um caldinho de ervilha, Beto assinou livros e tirou fotos com convidados e transeuntes que iam chegando e partindo, com planos ou não de chegar_ e ficar_ num lançamento. A mesa montada em frente à livraria, o autor com a caneta na mão direita e a tulipa na esquerda, vivemos ali uma daquelas tardes que me fazem sentir falta daqui todas as vezes em que vou embora. Com todos os seus problemas, que não admito serem enumerados por qualquer forasteiro, esse Rio reitera o amor que sinto por ser carioca.

 

Folha Seca

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