maio 2017

Brazilian rights to Guillaume Zeller’s LA BARAQUE DES PRETRES, to Luciana Pinski at Contexto, by Villas-Boas & Moss Literary Agency, on behalf of L’Autre Agence.

PublishersMarketplace anunciou a contratação dos direitos de LA BARAQUE DES PRÊTRES, de Guillaume Zeller, pela brilhante editora Luciana Pinsky, da Contexto. Livro da Tallandier na França, que VB&M representa para o Brasil em nome de L’Autre Agence, terá como título na edição da Contexto OS PADRES E O NAZISMO, excelente solução encontrada por Luciana, pois a tradução literal certamente não soaria bem em português. Trata-se de um relato avassalador da experiência dos padres que resistiram ao nazismo e foram presos em Dachau entre 1940 e 1945, um desafio a fé que a maioria deles encarou. No campo de concentração, eles ficavam numa área separada dos outros prisioneiros, que ficou conhecida como “o barracão dos padres”, daí o título original.

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Alguns desses padres foram canonizados desde então, mas esse capítulo do Holocausto permanece bastante desconhecido. A caixa de horrores do nazismo a cada novo dia confirma-se inesgotável, mas é fundamental que se continue a publicar e filmar a respeito daqueles tempos apocalípticos: única maneira de as pessoas não se acomodarem aos confortos dos tempos de paz e lembrarem sempre a que horrores e com qual facilidade a humanidade é capaz de chegar.

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Reproduzindo o G1, PublishNews noticia que a Feira do Livro de Joinville contará com a presença de Walcyr Carrasco e Míriam Leitão. Dois maravilhosos autores de literatura infantil, ficção adulta e crônicas. Pelas crônicas, vemos que além de exímios ficcionistas, Walcyr, na revista Época, e Míriam, no Blog do Matheus e no jornal O Globo, estão entre os pensadores mais afiados com quem o Brasil pode contar.

A 14ª edição da Feira do Livro de Joinville terá escritores, artistas e dramaturgos de renome. O evento ocorre de 8 a 18 de junho, com entrada franca, no Expocentro Edmundo Doubrawa (Av. José Vieira, 315, América – Joinville / SC). O escritor e dramaturgo Walcyr Carrasco, a jornalista Miriam Leitão e o ator e escritor de livros infantis Lázaro Ramos estão confirmados na programação. O evento tem como tema Artes, Literatura e Tecnologia. Até sexta-feira (26), 34 palestrantes estavam confirmados. Além de bate-papos, os convidados participam de painéis de debate, sessões de autógrafos e premiações. Também estão previstas apresentações musicais, teatrais, de dança, além de qualificação, com seminários de capacitação e oficinas. A programação completa está disponível no site do evento. A feira fica aberta das 9h às 21h de segunda a sábado e domingos das 10h às 20h.

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/feira-do-livro-de-joinville-tera-lazaro-ramos-walcyr-carrasco-e-miriam-leitao.ghtml

Reproduzimos aqui o artigo primoroso do senador Cristovam Buarque, cliente da VBM, no Globo de hoje.

ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O GLOBO, EM 27/05/2017

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Rejuvenescer a juventude

Senador pelo PPS-DF e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB)

Há momentos em que as ideias precisam de pleonasmos que as expliquem melhor, tal como precisamos rejuvenescer a juventude.

Nossa geração atual de políticos fracassou. Apesar de tirar o Brasil da ditadura, estancar a inflação, fazer a economia crescer, avançar na liberação de costumes, criar programas assistenciais, aumentar o número de universitários, apesar de tudo isto, nós caímos na corrupção, não criamos coesão nacional, nem definimos rumo para a evolução nas próximas décadas. Com isso, provocamos um sentimento de desconfiança em relação aos políticos, à política e aos partidos.

Nestas condições, a crise econômica caminha para uma forma de desagregação social visível na violência generalizada, no descrédito político, na permanência da pobreza e da concentração de renda, na descrença dos jovens, na baixa produtividade e na falta de invenção na economia.

A próxima eleição de presidente, no prazo previsto ou antecipado por força da crise política, caminha para ser uma disputa entre políticos com ideias velhas e jovens militantes sem ideias próprias.

A política brasileira precisa substituir seus agentes atuais por jovens políticos. A maior dificuldade para esta renovação está na divisão da juventude: os que se recusam à ação política e preferem realizar seus projetos pessoais e aqueles que militam politicamente com ideias velhas. Os primeiros olham para frente sem ver o lado, os outros olham para trás sem perceber as mudanças em frente. Assistimos a parte dos jovens frustrados, sem motivação política; e jovens mobilizados, mas sem propostas transformadoras.

As recentes ocupações de escolas se mostraram contrárias a pequenos gestos modernizadores na educação. Não tinham o objetivo de defender avanços: fim do analfabetismo, garantia que os filhos dos pobres devem ter o direito de estudar na mesma escola dos filhos dos ricos.

Ao não propor novas ideias, a juventude militante passa a impressão de que está contra a modernização sem perceber a necessidade de mudanças e não parece sintonizada com o “espírito do tempo” das grandes transformações em marcha.

Apenas seguem palavras de ordem da geração anterior, que não foi capaz de apresentar ideias compatíveis com o futuro. Por outro lado, a juventude sintonizada com os avanços técnicos parece preferir cuidar de seus projetos pessoais.

Apesar de jovens, são militantes conservadores por omissão política e pela defesa de conceitos superados, alguns não entendem as necessidades de transformações sociais, outros reagem na contramão da rápida marcha rumo ao avanço técnico.

O Brasil corre o risco de estancamento se seus jovens ficarem alheios ao progresso social ou contrários ao progresso técnico; submissos às velhas lideranças e a velhos conceitos. O futuro precisa subverter as novas gerações, renovando-as para que se façam contemporâneas.

Um dos maiores desafios dos políticos do país é atrair os jovens para a militância e subverter suas ideias para formularem novos pensamentos, novas formas de organização e de militância, livres dos velhos conservadores saudosistas de um progressismo que ficou reacionário.

 

EM NOME DOS PAIS, de Matheus Leitão, pegou as listas de mais vendidos em sétimo lugar na Veja, em oitavo na Folha de S.Paulo e nono no PublishNews. Trata-se da assombrosa investigação que ele fez para descobrir quem foi o delator de seus pais, Míriam Leitão e Marcelo Netto, nos idos dos 70, quando os dois eram militantes do PCdoB. A investigação acabou lavando-o também aos depravados do Exército brasileiro responsáveis pelas terríveis torturas a que Míriam e Marcelo foram submetidos. O livro é um lançamento da Intrínseca.

http://www.publishnews.com.br/ranking/semanal/13/2017/5/26/0/0

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Continuam a sair críticas e análises sobre o ensaio de Sérgio Abranches, A ERA DO IMPREVISTO, lançado pela Companhia das Letras. Seguem aqui um artigo publicado na Gazeta de Vitória e outro da Folha de S.Paulo. Para o lançamento amanhã em BH, no quadro do projeto Sempre Um Papo, saiu também matéria no jornal O Tempo.

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José Roberto Walker, publicitário craque, fez um booktrailer lindo de morrer para o seu NEVE NA MANHÃ DE SÃO PAULO, romance biográfico que conta o caso trágico entre o modernista Oswald de Andrade e a normalista Daisy, feminista avan la lettre, amor que teve início numa manhã nevada em São Paulo, precisamente um século atrás. O livro reflete também o caso de amor eterno e infinito do autor com sua cidade.

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A melhor entrevista já dada por Alberto Mussa está hoje nas páginas do caderno Pensar do Estado de Minas. O grande entrevistador _ que deu oportunidade ao Beto de revelar com clareza ímpar a sua visão do fazer literário (o seu, sem generalizações) e detalhes de seu método, além do grande sentido de sua criação e de seu último romance, A HIPÓTESE HUMANA _ foi o brilhante Carlos Marcelo, que está neste momento lançando PRESOS NO PARAÍSO, pelo selo Tusquets da Planeta.

Muito bom ver juntos dois queridíssimos autores-clientes, unidos por raro talento como escritores e, talvez tão raro quanto, pela qualidade do caráter pessoal. Representar a obra de ambos é para nós um privilégio e uma honra.

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http://www.uai.com.br/app/noticia/pensar/2017/05/26/noticias-pensar,207161/alberto-mussa-lanca-a-hipotese-humana-quarto-volume-de-compendio-m.shtml

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Só mesmo a chegada de um livro espetacular para tirar Nelsinho Villas-Boas do abatimento profundo em que se encontra com a situação política brasileira. Para tal, não teria livro melhor do que PRESOS NO PARAÍSO, de Carlos Marcelo, que está saindo do forno pelas habilidosas mãos de Raquel Cozer, na Tusquets/Planeta de Livros Brasil.

O romance de estreia do premiado jornalista é literatura policial em sua melhor forma. Ambientado em Fernando de Noronha, tem um quê de Agatha Christie, com a ação confinada a um espaço isolado do resto do mundo, tão típica na autora inglesa. A narrativa fluida alterna muito sutilmente entre a primeira e a terceira pessoas, e os protagonistas são cativantes, Tobias e o delegado Nelsão.

Nelsão, por sinal, de quem Nelsinho é grande fã, inclui nosso chefe de segurança nos agradecimentos da obra. Apesar de figura constante no meio literário, já tendo sido até capa de A CABEÇA DO CACHORRO, de Alexandra Horowitz, é a primeira vez que Nelsinho recebe agradecimentos formais num livro. Ficou emocionado.

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Chega dia 29 a todas as livrarias, com noite de autógrafos marcada para 20 de junho na Cultura da Paulista, um dos grandes lançamentos de 2017: NEVE NA MANHÃ DE SÃO PAULO, de José Roberto Walker, pela Companhia das Letras.

Comoventemente belo, conta a história trágica e real do caso amoroso do escritor Oswald de Andrade com uma jovem e brilhante normalista, 17 anos!, a Daisy, Miss Cyclone, única moça a frequentar a notória garçonnière dos modernistas. Além de Oswald, Miss Cyclone e toda aquela magnífica geração literária do modernismo, é personagem importante da narrativa, passada essencialmente em 1917/18, a cidade de São Paulo no exato momento de transição de burgo do interior para metrópole.

Uma declaração de amor à cidade da parte de José Roberto Walker, publicitário, produtor cultural, historiador, diretor da TV-Cultura, mas acima de tudo um erudito apaixonado da história paulistana.

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Acaba de ser postado no site do Instituto Moreira Salles esse conto lindo de Silviano Santiago sobre família e a passagem do tempo. Silviano atendeu a uma provocação de Manya Millen que lhe apresentou uma foto do grande fotógrafo mineiro Chichico Alkmin para dela extrair uma história.

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