julho 2016

[C2BR - 1]  ESTADO/CAD2&CULTURA/PAGINAS ... 23/07/16

O professor da USP Elias Thomé Saliba assinou no Estadão resenha consagradora de TENENTES: A GUERRA CIVIL BRASILEIRA, de Pedro Dória, recém-lançado pela Record. Disse que Dória reconstruiu “a história dos movimentos tenentistas da década de 1920 com uma narrativa trepidante, à maneira de um filme, composta de planos curtos que, às vezes, lembram uma biografia coletiva, com a diferença que a descrição dos principais personagens se faz por um rápido esboço, suficientemente capaz de segurar o leitor para este não perder o fio da trama.”

Crítica bem feita e bem escrita, atrativa para o livro e para si mesma, refletindo uma leitura atenta e perspicaz, mas seu valor não é só esse. Bom testemunhar que a academia brasileira está superando a velha bronca de ver jornalistas tornarem-se escritores de narrativas históricas de apelo popular.13584651_719391504866943_7562430360257392755_o

Não pode ser de outra maneira. Quanto mais a população puder apreciar o saber histórico por meio de livros escritos não com a linguagem técnica da historiografia mas com o sabor das melhores reportagens, mais valorizados serão a formação e o ofício do historiador.  Ainda: quem sabe de trata de mais um sinal de que o tempo dos corporativismos mesquinhos, de uma sociedade fatiada em feudos protecionistas, esteja finalmente começando a declinar no Brasil.

(LVB)

 http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,livro-de-pedro-doria-reconstroi-a-historia-dos-movimentos-tenentistas-da-decada-de-1920,10000064511

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O editor Sérgio Machado, falecido na quarta-feira, 20 de julho, uma vez compartilhou comigo seu divertido critério no processo de tomada de decisões. Ele pensava sempre como constaria em seu obituário a ação a ser decidida. Se houvesse risco de figurar de maneira negativa, passava a tema fora de questão. Se não fosse algo a constar do obituário, não merecia seu tempo de reflexão. Mas se, ao contrário, fosse algo que afetaria positivamente o texto sobre sua vida, então mãos à obra.

Trabalhei com Sérgio durante 17 anos, sua principal executiva dentro do Grupo Record no posto de diretora editorial. Naturalmente, ontem, alguns jornalistas me pediram declarações sobre ele. Tentei realçar aspectos de sua trajetória que o próprio Sérgio gostaria de ver em destaque no obituário.

Primeiro, o fato de que mais que triplicou a Record em relação à empresa recebida de herança do pai, Alfredo Machado, pelos três irmãos _ Sérgio, Sônia e Alfredinho. Narcisista assumido após curto período de psicanálise no final dos anos 90 (narcisista dos bons, dos que realizam), ele encarava o desafio de deixar uma obra igual ou superior à do velho Alfredo, um modernizador da indústria e do mercado editorial brasileiros. Tinha pavor da figura do herdeiro sanguessuga, que dissipa a fortuna recebida, e se entregou ao trabalho de engrandecer a Record, corrigindo desvios de rumo dos quais uma editora _ devendo atravessar ao longo de sete décadas várias moedas nacionais e períodos de inflação de até 500% ao ano _ fatalmente não poderia escapar.

Como traço da personalidade, destaquei nas entrevistas a generosidade do Sérgio com o próprio conhecimento. Compartilhava sua experiência não só com discípulos eleitos como eu, ou mais recentemente o editor Carlos Andreazza, mas com toda a equipe. Gostava de ensinar, todo mundo aprendia com ele, que não escondia o pulo do gato.

Sérgio tinha um temperamento forte, e o meu também às vezes é explosivo. Tivemos brigas medonhas, mas a simbiose foi intensa. Tanta e, sem consciência de minha parte, tão visível ao olho externo, que ontem me surpreendi com a quantidade de mensagens de autores da Record e da VB&M e também de colegas do exterior que me escreveram notas de pêsames.

Chico Azevedo mandou email lindo falando do respeito que tinha pelo Sérgio, do orgulho de pertencer à Record, do trabalho “excepcional” que fizemos juntos e do mundo de lembranças boas e difíceis que deveriam estar passando por minha cabeça, uma história de “disposição e garra”. Ao voltar do velório, Míriam Leitão enviou mensagem recordando um almoço nós três que, para ela, foi o momento de deslanche de sua carreira literária.

Muita gente expressou a ideia de fim de uma era. Nossa amiga britânica Jessica Buckman, a agente mais linda e doce do mercado internacional, escreveu que sabia que já havia anos Sérgio e eu termináramos a colaboração profissional, mas foi tanto tempo juntos e formávamos uma equipe tão legal _ “you were such a good team” _ que “(a morte dele) deveria ser terrivelmente triste” para mim; “o fim de uma era”. Super carinhoso Rafael Cardoso imaginou que eu estivesse abalada e mandou um abraço: “é toda uma época que passou.” Muitos emails e muito nó na garganta.

Ao longo do dia e hoje ainda, conversei por telefone ou eletronicamente com as scouts Agnes Krupp, Louise Allen-Jones, Lucy Abrahams, que trabalham ou trabalharam para a Record. (Scouts são as olheiras que reportam para os editores clientes os originais com potencial que estão entrando no mercado em cada um de seus territórios.) Agnes quer organizar um serviço ecumênico no Frankfurterhof, durante a feira de Frankfurt, para dar oportunidade aos colegas americanos e europeus de também fazerem seu luto pela morte do Sérgio.

Acredito, porém, que o fim daquela era a que as pessoas se referem já havia se dado há mais de quatro anos, quando saí da Record para fundar a VB&M. A saída não foi fácil, não estava nos planos do Sérgio, e ele não gostava de ser surpreendido, mas depois a ferida fechou. Nos encontramos algumas vezes, tudo certo, uma relação então mais distante, mas pacificada. Como agente, com o Grupo Record e toda a equipe tão maravilhosa de lá, a relação continou densamente afetiva, pois em determinado momento chegamos mesmo a formar uma família _ os Machado, eu, o editorial, a contabilidade, o pessoal de vendas; um laço nos unia a todos.

A hospitalização do Sérgio, da qual tive notícia somente em março, e as notícias sobre sua condição de saúde reacenderam em mim a noção de quanto eu o admirava e lhe queria bem. Pensava nele todos os dias. Sonhei uma noite que o apresentava a meus pais (já falecidos) e eles o acolhiam e abraçavam. Acordei perturbadíssima tentando entender o significado do sonho.

Sua morte e as mensagens que recebi foram o que me fez refletir sobre a dupla que chegamos a compor, algo que realmente existiu, funcionou, teve consequências, sem que eu definisse o que era aquilo enquanto o vivia e sem lhe haver atribuído o devido valor. Éramos parecidos em muitos aspectos e creio que simplesmente tentávamos fazer a coisa certa _ empresarialmente, culturalmente, pessoalmente. A cada momento, mas sem maiores reflexões.

Eu gostava mais de livro do que ele, Sérgio media o sucesso das coisas mais monetariamente, mas ambos adorávamos o jogo editorial. Obviamente, eu não tinha prazer algum em dar prejuízo à Record, também queria livros que vendessem e uma editora líquida financeiramente, ao mesmo tempo em que tentava embicar a casa como vanguarda de tendências culturais e de gostos literários. Ele apreciava como eu as apostas inusitadas e confiava no meu taco.

Juntos, transformamos a Record numa verdadeira indústria de novos talentos brasileiros _ Alberto Mussa, Edney Silvestre, Francisco Azevedo, Luize Valente, Miguel Sanches Neto, Rafael Cardoso, Ronaldo Wrobel, me desculpem todos os outros cujos nomes tenho que omitir porque senão a lista fica longa demais; só dá para entrar os que primeiro me vêm à mente. Ao mesmo tempo em que buscávamos os novos, tentávamos conferir devida glória a imensos escritores até então patinando sem o reconhecimento merecido, como Cristóvão Tezza, Manoel de Barros, Lya Luft, Betty Milan e, em certa medida, também Adélia Prado, que contratamos ainda antes de ela ser representada por nossa amiga Lúcia Riff, e um clássico como Lúcio Cardoso.

Sérgio Machado, um liberal convicto, achava divertido sua editora transformada em plataforma da esquerda marxista na época do Fórum Social, entre 2001 e 2003, quando levei para a Record livros como SEM LOGO, de Naomi Klein, IMPÉRIO, de Antonio Negri e Michael Hardt, e um número sem fim de autores brasileiros engajados. Na época, eu ainda acreditava ideologicamente naquilo; hoje, embora não pense exatamente como ele, estou muito mais próxima de alguns de seus valores políticos. Claro que Sérgio achava divertida a esquerdice da Record _ localizada não só, mas bastante, no selo Civilização Brasileira, que ele adquirira já com esse perfil _, porque os livros vendiam espetacularmente.

Depois, em 2003, Lula assumiu a presidência, e a esquerda brasileira no poder começou a revelar sua verdadeira cara e natureza. Aquela brincadeira do Fórum, editorialmente, perdeu toda a graça. Para mim, o mensalão foi uma ducha de água fria, e o pensamento único esquerdinha ultrapassou todas as medidas do que eu podia tolerar. Precisamente, tanto Sérgio como eu gostávamos de épater, e nos divertimos chocando com a guinada da Record para LULA É MINHA ANTA, de Diogo Mainardi, e O PAÍS DOS PETRALHAS, de Reinaldo Azevedo. Sem chegar à loucura e à irresponsabilidade, Sérgio era muito corajoso como editor.

Nossos pontos em comum eram muitos eticamente e como temperamento. Na medida do humano e do possível, tentávamos ser leais e justos um com o outro e com as pessoas em geral. O ser humano carrega inerentemente seu egoísmo, e ser justo não é fácil, exige uma luta diária consigo mesmo. Sérgio se exasperava quando algo evidente não era compreendido por terceiros, ou quando percebia alguém querendo dar um jeitinho para lhe passar a perna. Acho que não me exaspero tanto diante de situações equivalentes, mas me irrito bastante.

Enfim, isso já não interessa a ninguém. Quero só terminar apontando uma característica que nos distinguia radicalmente: meu obituário não me importa a mínima. Tenho certeza, infelizmente, que Sérgio Machado não está podendo curtir as muitas páginas sobre seu falecimento e sua disseminada presença na internet hoje.

HISTÓRIA DO FUTURO, de Míriam Leitão, foi o livro VB&M que vi (LVB) brilhando domingo à noite, 17 de julho, quando embarcava de volta para os EUA, na livraria Leitura do novo e super Galeão. (Diga-se que a melhora do aeroporto internacional do Rio não foi ou vem sendo devidamente festejada.) O livro de Míriam torna-se a cada dia mais atual e relevante apesar de o futuro brasileiro ter sido dolorosamente adiado pela crise econômica que se abateu em 2015 depois de mais de década de desmandos e descuido criminoso da economia do país.

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Melhor ainda foi ver HISTÓRIA DO FUTURO ao lado do já clássico JUSTIÇA, de Michael Sandel, outro livro indispensável que contratei para o catálogo da Civilização Brasileira oito anos atrás, quando era diretora do Grupo Record. Com um selinho dizendo que o título já alcançou a marca de 100 mil exemplares vendidos só no Brasil, JUSTIÇA tem um ótimo sub: “o que é fazer a coisa certa”.
HISTÓRIA DO FUTURO ensina o que é fazer a coisa certa pelo Brasil e tem de se tornar o projeto básico de qualquer próximo governo, se não esse mandato provisório de Michel Temer – quem dera –, pelo menos o que será eleito em 2018. Chega de adiar o futuro dos brasileiros.

Nosso autor da área de negócios César Souza acaba de compartilhar conosco uma matéria impressionante da Veja.com sobre as perdas que o precário atendimento à clientela causa às empresas brasileiras. Segundo a consultoria Accenture, chegam a 217 bilhões de reais os prejuízos das empresas por problemas no tratamento com os clientes.

Não só com livros mas em vários segmentos da economia, o fator preponderante para a escolha do consumidor brasileiro é o boca a boca. A insatisfação com os serviços e a má reputação causam às empresas índices estratosféricos de baixa fidelização. Só em 2015, 85% de consumidores de vários serviços – de empresas aéreas a telefônicas – migraram de prestadores.

Um grande problema apontado na matéria da Veja é a maneira como se usa a tecnologia eletrônica. O brasileiro gosta de se sentir merecedor de um tratamento personalizado, e a linguagem digital representa o oposto disso, causando frustração para um grande número de pessoas. A incompetência no tratamento do digital é uma marca da empresa brasileira. Para a VB&M, entre os serviços que usamos, o Itaú é o campeão em matéria enfiar tecnologia goela adentro do cliente, sem contemplar as nuances de cada solicitação, criando assim situações de impasse.

Só tem uma notícia boa diante desse quadro: o lançamento de CLIENTIVIDADE: COMO OFERECER O QUE O SEU CLIENTE QUER, de César Souza. O livro mostra o que o empresário e os gestores têm que fazer para desenvolver uma atitude de clientividade em seus negócios. Tomara que eles aprendam.

Clique aqui para acessar a matéria da Veja.

LVB

Consagrador o comentário do super escritor Nelson Motta sobre a ficção de Alberto Mussa no alto da página de Opinião de O Globo de sexta-feira, 15 de julho. Depois de refletir sobre a intensidade maior da fruição literária em comparação com outras formas de arte, Motta revela que leu A PRIMEIRA HISTÓRIA DO MUNDO e O SENHOR DO LADO ESQUERDO de enfiada, completamente imerso nos crimes do Rio de Janeiro criados e recriados pelo Beto.

 

CRIMES CARIOCAS

O mesmo livro não é igual para dois leitores: cada um o complementa com sua imaginação e suas memórias

Quando quero descansar a cabeça do trabalho, sair um pouco das tragédias e vergonhas brasileiras e do pequeno mundo dos problemas cotidianos, é para os livros que viajo. Porque na música, na dança, nas artes plásticas, no teatro e no cinema, o espectador é passivo e só lhe cabe desfrutar e absorver a arte, o que já é muito bom, mas um bom livro só existe com um leitor ativo e participante, criando junto com o escritor as caras e os corpos dos personagens, os cenários, as ações, na tela da cabeça de cada um.

O mesmo livro não é igual para dois leitores: cada um o complementa com sua imaginação, suas memórias, seus medos e desejos pessoais. E isso exige completa concentração e envolvimento, viajar para o universo da narrativa e mergulhar. Ler é um lazer de imersão.

Pode-se assistir a um show, uma peça, um filme, pensando em outras coisas, olhando uma tela paralela, mas lendo um livro não dá, você perde o fio da história se não estiver totalmente conectado. Ainda bem que, nesse caso, o livro permite que você releia o que perdeu.

Passei muitas horas excitantes e relaxantes no Rio de Janeiro de 1567, entre índios, portugueses e escravos, acompanhando a investigação do primeiro crime da cidade, que tinha dois anos, três ruas e 450 habitantes. Crime passional, com vários suspeitos e testemunhas, com o passo a passo da investigação baseado em documentos da época. E na imaginação de Alberto Mussa, sem que se fique sabendo onde uma termina e a outra começa em “A primeira história do mundo”.

Depois, viajei com Mussa para o Rio de Janeiro de 1913, quando um alto político do governo Hermes da Fonseca é assassinado misteriosamente em um bordel clandestino que um médico polonês mantinha no palacete que havia sido da Marquesa de Santos em “O senhor do lado esquerdo”, um romance de mistério eletrizante misturando sexo, poder, mulheres fatais e feitiçarias, com um final assombroso.

São dois dos cinco romances policiais de época em que Mussa mostra que não é a geografia, a arquitetura, os heróis nem as batalhas que definem uma cidade: é a história dos seus crimes.

Nelson Motta é jornalista

http://oglobo.globo.com/opiniao/crimes-cariocas-19717861

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The Center for Fiction anuncia sua lista de finalistas para o prêmio 2016 de melhor romance de estreia. Entre 25 títulos está THE CASTLE CROSS THE MAGNET CARTER, de Kia Corthron, um épico da história norte-americana narrado a partir de dois pares de irmãos, brancos em Alabama, nascidos sob a égide da Klu-Klux-Klan, negros em Maryland, que carregam o legado de uma avó linchada. A narrativa começa em 1941 e vem até o século 21 cobrindo todo o movimento pelos direitos civis nos EUA.

http://centerforfiction.org/awards/the-first-novel-prize/2016-first-novel-prize-long-list/

Os acontecimentos da última semana – com os protestos em todo o país contra a violência policial contra os negros e a chacina de cinco policiais brancos por um veterano do Afeganistão – dão tragicidade ainda maior ao romance, forte candidato ao título de “great American novel” nestas primeiras décadas do século, que insistem em revelar os EUA como um país partido. As críticas são consagradoras.

VB&M representa a obra para a Seven Stories Press. Kia Corthron é conhecida dramaturga, com 15 peças produzidas nacionalmente e internacionalmente, e roteirista da aclamada série de TV The Wire. Super premiada com seu trabalho nas duas áreas, teatro e TV. THE CASTLE CROSS THE MAGNET CARTER é seu primeiro romance e foi muito aguardado.

Depois de assistir a “Paulina”, no Estação, sábado dia 9 de julho, Anna Luiza foi dar nosso clássico cheque na exposição de livros VB&M na Travessa de Botafogo. Ficou satisfeita com a visibilidade de Martha Batalha, com A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO (Companhia das Letras); de Edney Silvestre, com WELCOME TO COPACABANA (Record);  de Miguel Sanches Neto, com A BÍBLIA DO CHE (Companhia); de Alberto Mussa com OS CONTOS COMPLETOS (Record); de Raphael Montes com DIAS PERFEITOS (Companhia); e de Betty Milan, com A MÃE ETERNA (Record).

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A exposição do Chico Azevedo foi motivo de especial alegria, porque não era só O ARROZ DE PALMA a figurar com destaque. Também muito bem exposto estava DOCE GABITO, um dos romances mais injustiçados da safra recente da literatura brasileira, que somente agora, quatro anos depois de publicado, começa realmente a deslanchar. A essa altura, o ARROZ, de 2008, já se tornou um clássico com mais de 50 mil exemplares vendidos e saindo cada vez mais do estoque da Record.

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De estrangeiros, ela encontrou bem colocados QUANDO FINALMENTE VOLTARÁ A SER COMO NUNCA FOI (Valentina), de Joachin Meyerhoff, a história do filho de um psiquiatra que é criado entre loucos de um hospício, e PAPEL DE PAREDE AMARELO (José Olympio), de Charlotte Perkins Gilman, um clássico da literatura feminista americana, que conta a vida de uma mulher praticamente mantida em cárcere privado pelo marido, no final do século 19.”

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