Nosso Blog

Anunciamos a entrada do publicitário e pesquisador José Roberto Walker para nossa lista VB&M de clientes revelando desde logo quem será o editor de seu sensacional romance NEVE NA MANHÃ DE S. PAULO, sobre o belo e trágico caso de amor entre Oswald de Andrade e a jovem Daisy, Miss Cyclone, uma normalista de 17 anos, única mulher a frequentar a notória garçonnière de reuniões intelectuais da grande geração modernista. O pano de fundo é o momento em que a aldeia paulistana transformava-se com a mirada para a grande metrópole de hoje.

Desde a cobertura da Ilustríssima da Folha de S.Paulo, em dezembro passado, sobre a descoberta que Walker fez do endereço preciso da garçonnière, o brilhante Flávio Moura, da Companhia das Letras, ficou de olho no livro. Sua leitura confirmou a joia rara de um romance de não-ficção especialíssimo, capaz de oferecer uma densa recriação da subjetividade da época, final da segunda década do século XX, descrevendo como o machismo e a discriminação sexual eram sentidos e sofridos por homens e mulheres. Embora o romance conte uma história rigorosamente factual, apenas com tratamento literário, não queremos aqui entrar em detalhes do entrecho, que não é assim tão conhecido do público leigo. Não queremos correr o risco de estragar qualquer surpresa.

Além da palpável textura amorosa do caso de Oswald e Miss Cyclone, com o preciso traçado psicológico dos personagens, NEVE NA MANHÃ DE S. PAULO faz uma recriação de época absolutamente extraordinária. Sou grata pela leitura porque, quando vou agora a São Paulo, vejo a cidade com um olhar muito diverso, mais nuançado, generoso, amoroso e histórico.

Depois do caderno da Ilustríssima sobre a garçonnière da Rua Líbero Badaró, a Folha voltou a falar do livro em deliciosa matéria publicada nessa quarta-feira, 22 de junho, na parte de Cotidiano, a propósito do frio intenso no inverno paulistano de 1918. Muita bem-vinda a chegada de José Roberto Walker à VB&M. Companhia lançará NEVE NA MANHÃ DE SÃO PAULO em março de 2017, ano de muitas efemérides ligadas ao romance, centenário da principal parte da narrativa.

Links para a matéria: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/06/1783228-sp-teve-neve-de-mentira-em-manha-fria-de-1918-caso-virou-folclore-local.shtml

Comentários ( 0 )

    Deixe um comentário

    O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *