Nosso Blog

0

No almoço de hoje da VB&M, com a presença de Ronaldo Wrobel, autor de O ROMANCE INACABADO DE SOFIA STERN, comentávamos uma resenha incompreensível que saiu no 2º Caderno do Globo de sábado. Anna Luiza, Lara, Ronaldo, Bebel Sader e Luciana: ninguém entendeu nada do que estava escrito e largou a leitura do texto no terceiro parágrafo. Imagine comprar o livro, cujo título e teor ninguém sequer lembrava: nem pensar.

Um dia os jornais brasileiros hão de entender que chamar professor de Departamento de Letras para fazer crítica literária não dá certo. O jornal perde.

Só no Brasil, acadêmico de Literatura pontifica em suplemento de livro de grandes jornais, que supostamente querem falar com um público que ultrapassa o leitor especialista. No suplemento do New York Times, dificilmente encontramos um artigo que não seja perfeitamente legível, além de preciso e relevante, sempre voltado para um bom leitor, mas não especializado na identificação de intertextualidades ou dialogismos ou polifonias ou qualquer outro conceito da moda dos departamentos de Letras. Resenha boa é resenha simples, que discorre sobre a obra com clareza e erudição, se possível também com elegância e generosidade, permitindo que o leitor defina se a leitura do livro lhe interessa ou não.

Dito isso, a resenha de A VIDA INVISÍVEL DE EURÍDICE GUSMÃO, de Martha Batalha, uma curta notinha publicada na revista Vida Simples, é um exemplo de texto que cumpre seu objetivo. Verdade que o título da revista – excelente – inspirou este post.

vida simples

Comentários ( 0 )

    Deixe um comentário

    O seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *