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Sergio Abranches publica novo artigo no blog de Matheus Leitão tocando em temas importantes de seu próximo livro, O COMPLEXO DE PROMETEU, que ele promete finalizar até a virada do mês: “Refugiados, imigrantes, casais transculturais: o lado mais complexo da globalização”. No artigo, Sergio fala de um jantar em Toronto em que ele e Míriam formavam o único casal unicultural, oriundos não só do mesmo país, mas até do mesmo estado, Minas Gerais; todos os outros misturavam nacionalidades.

Unida a um americano, eu (Luciana) conheço bem essa situação. Quando estamos na Europa, Raymond e eu dificilmente convivemos com casais de idêntica origem nacional. Em um jantar que Ray ofereceu a amigos em Crans, na Suíça, estavam nosso vizinho muito querido, o suíço-francês Phillipe, casado com a ugandense Jane; um sociólogo e professor kwaitiano casado com uma russa; um músico sul-africano judeu, dono de uma escola de idiomas numa cidade vizinha, casado com uma americana. Eu cheguei em casa para a sobremesa com nossa nova cliente Silvia Boadella, suíça-alemã casada com inglês, autora de um romance magnífico, A PELE DA ALMA, do qual espero poder falar e dar boas notícias em breve.

Nos EUA e no Brasil, países continentais, esse fenômeno é um pouco menos evidente, mas na Europa é quase a regra. O irmão de Phillipe, Daniel Bonvin, primeiro trombonista da Filarmônica de Munique, casou-se com a macedônia Valentina. A misturada trouxe um bônus inesperado: numa cidade pequenina como Crans, onde boa parte da população é muito feia devido às uniões endogâmicas de tantas gerações, os filhos de Jane/Phillipe e Valentina/Dany são estonteantemente bonitos. Valeu a pena ir buscar um pool genético lá longe.

Enfim, um aspecto positivo da globalização. Por enquanto, vamos curtindo essa provinha de O COMPLEXO DE PROMETEU, que vem aí para explicar tudo. (LVB)

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