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Nelson Villas-Boas está irritadíssimo com o protagonismo de Donald Trump nas primárias republicanas. Nelsinho sempre detestou gente com cabelo da cor do dele. Acha que ninguém mais tem direito àquelas melenas louras. Passa um Golden Retriever pela frente nas ruas do Leblon e é brigalhada na certa, uma baixaria que mata Luciana (a Villas-Boas) de vergonha. Wanna a piece of me?, quer sair na porrada?, pergunta Nelson, que fora esses momentos é um gentleman, um cavalheiro, um gentledog.

Agora os incompetentes republicanos vêm com esse candidato boçal com cabelo igualzinho ao do Nelson, que desaforo. E como diz besteira. Que campanha de imbecilidades. Nelson se pergunta se os americanos estão fazendo assim para consolar os brasileiros mostrando que no geral político é safado e grosso em todo lugar.

Apesar das declarações de Trump de cunho bastante fascista a respeito dos imigrantes e das mulheres, de todas as frases estúpidas proferidas durante essas  primárias americanas a que mais ofendeu Nelsinho foi a de Ted Cruz sobre o rival. Dizer que Trump representa os valores de Nova York é demais. Ele e o pai, Raymond Moss, são legítimos novaiorquinos, Ray de Jackson Heights e Nelson um manhattanite da Lex Avenue, e acreditam que New York representa tudo de avançado, libertário e de bom gosto nos EUA. Raymond até tem uma ressalva ou outra a respeito do estilo profissional de novaiorquinos tanto na advocacia como no meio literário, mas Nelson admira a cidade e seus cidadãos incondicionalmente e adorou o pito que seu prefeito Bill de Blasio deu em Ted Cruz. Quando se trata de prefeito, o esnobe do Nelsinho diz que o dele é De Blasio, não Eduardo Paes.

Para Nelson Villas-Boas, o consolo foi a entrada de Bernie Sanders na campanha democrata. Porque ele o-deia Hilary Clinton, diz que o populismo dela é quase tão desonesto quanto o do Lula. “Pobres povos sem opção”, diz Nelsinho. Mas ele gostou muito do Sanders no debate com a Hilary e agora vai vestir a camisa, mergulhando na campanha presidencial americana. Aguardem uma entrevista com Nelson sobre Bernie Sanders em que explicará não só o que há de mais positivo no candidato como também por que ele tem chance de virar o jogo.

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