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Já comentamos aqui como o romance de Míriam Leitão, TEMPOS EXTREMOS, e o novo livro de Miguel Sanches Neto, A BÍBLIA DO CHE, “previram”, anteciparam, fatos da vida real. No caso de Míriam, o assassinato de um ex-torturador do regime militar, que vinha confessando crimes e delatando cúmplices em depoimentos à Comissão da Verdade, exatamente quando a Intrínseca estava para lançar TE, que traz personagem e episódio rigorosamente idênticos ao que veio de fato acontecer. No caso de Miguel, há meu testemunho (LVB) de que li uma parte do livro sobre um operador de propinas em Curitiba que forja a própria morte antes de surgirem os rumores sobre o corrupto deputado paranaense José Janene, que acreditávamos defunto, estar possivelmente vivinho da silva. Agora é a vez de comentar MISSÃO PRÉ-SAL 2025, de Vivianne Geber.

Há três anos li o original de Vivianne e decidi assumir a representação literária dessa talentosa assessora jurídica da Marinha. Não tive dúvidas de estar diante de uma futura escritora. Fiquei feliz de ler um livro de espionagem internacional com personagens brasileiros sobre fraudes e roubo de tecnologia bélica _ submarinos movidos tanto a diesel como a energia nuclear _ made in Brazil. O que eu não poderia imaginar é que o livro viria a ser publicado pela Record em julho de 2015 coincidindo precisamente com a prisão do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, até poucas semanas atrás presidente da Eletronuclear, acusado de fraudes bilionárias tanto na construção de Angra 3 como na construção de potentes submarinos nucleares e a diesel. Do thriller de Vivianne, não se pode pinçar uma passagem que seja perfeito espelho de alguma etapa do Petrolão _ ou melhor, Eletrolão, Atomicão, como queiram _, mas todo astral, ambientação, temática e personagens secundários são incrivelmente correlatos.

(LVB)

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