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PublishNews noticiou a abertura de inscrições da Revista Machado de Assis para avaliação de trechos de obras traduzidas para o inglês ou espanhol a saírem no número de outubro da publicação, que coincide com a feira de Frankfurt.  Para quem dispõe de alguma verba e sonha com publicação no exterior, vale a pena investir na tradução de um trecho do próprio livro.

 

Além de talvez emplacar o trecho na revista, o que sempre pode ajudar a disseminar a obra, autor que tiver um agente  vai facilitar um bocado o trabalho de representação. Como se sabe, é praticamente impossível conseguir um editor internacional para considerar um livro brasileiro sem acompanhar o original com uma boa amostra da tradução.

 

Muita gente não entende bem a função e a necessidade dessas amostras. Escritores têm dificuldades de pensar verbas, centros de custo, etc. Então expliquemos.

 

Editores internacionais com a veleidade de publicar literatura brasileira têm em sua grande maioria que enviar os livros para a análise de leitores de português externos à casa editorial. Há pouquíssimos editores internacionais contratados em gandes casas que leiam português _ alguns na Alemanha, alguns na Holanda, outros raros na Escandinávia. Pouquíssima gente. Mesmo quem lê espanhol não se sente apto a ler português.

 

Como é então o trabalho do agente? O trabalho é convencer o editor que vale a pena enviar a obra para leitura e análise externas. O parecer de leitura desse leitor externo será determinante para a contratação.

 

Infelizmente, os editores não dispoem de verbas infinitas para gastar em pareceres. É um importante dado do mundo real que os escritores, os criadores em geral, tendem a esquecer. Os editores só vão mandar para leitura livros dos quais tenham algum conhecimento, tenham lido pelo menos um trecho, que lhes pareceu excepcional e digno de uma avaliação externa.

 

A amostra de tradução é um investimento de risco. Pode não dar em nada. O editor pode considerar boa a amostra, mandar o livro para análise e receber um parecer negativo. Pode receber um parecer espetacular, mas por outras razões, falta de espaço na grande de lançamentos, por exemplo, rejeitar a obra da mesma maneira. Mas sem a amostra de tradução só pelo milagre da sorte se consegue um editor internacional.

(LVB)

 

O link para a matéria: http://publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=82712

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