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Com muito orgulho, anunciamos a contratação de uma nova cliente nos Estados Unidos: The Feminist Press, que tem sede na City University de Nova York. E nosso orgulho não se deve somente à beleza de seu catálogo, que nos encantou e fascinou e do qual já vendemos um título, meteoricamente – TATTERHOOD, organizado por Ethel Johnson Phelps, uma reunião de narrativas folclóricas e mitológicas do mundo inteiro com grandes protagonistas femininas. Conseguimos promover até um pequeno e rápido leilão, e Julia Schwarcz, da Seguinte na Companhia das Letras, arrematou a obra.

O orgulho tem mais a ver com a visão de mundo de quem trabalha na VB&M. Somos todas feministas e mais o Raymond Moss, que tem uma visão sobre a mulher mais aberta e justa do que muita brasileira. Vemos com enorme alegria que a ideia do feminismo, tão simples, de igualdade de direitos entre homens e mulheres, finalmente começa a entrar no Brasil, com décadas de atraso, começa a “pegar” entre nós. (No Brasil, como sabemos, leis e ideias “pegam” ou “não pegam”.)

Livros sobre a condição da mulher, com mensagens de teor feminista, começam a ter sucesso. As colunas de Ruth de Aquino, na Época, e de Helena Celestino, no Globo, crescem em popularidade, sem falar nos textos maravilhosos de Míriam Leitão, quando ela aborda o tema da desigualdade de gênero. Matérias saem nos jornais dizendo que o feminismo está na moda entre nós. (Todo mundo deve ter visto a que saiu no Caderno Ela, de O Globo.)

Ficamos docemente surpreendidas com a recepção calorosa dos editores ao catálogo e aos “highlights” para a Feira de Londres de The Feminist Press, que enviamos na semana passada. Não que tenhamos qualquer dúvida sobre a qualidade, a inteligência e a originalidade da lista, em um momento em que todo mundo anseia por algo diferente. Mas, simplesmente, não esperávamos tanta resposta.

No que me diz respeito (quem escreve é Luciana), o feminismo e os direitos dos (outros) animais, foram o que me restou de paixão ideológica. Não há como negar a justiça das duas causas ou temer que mulheres e cães, gatos, feras de todo tipo, tomem os aparelhos de Estado para criar novas formas de dominação.

Escrevendo este texto, só me vem uma frase em inglês à cabeça: The human species sucks. A espécie humana fede, o capitalismo fede, e as alternativas políticas que chegaram ao poder federam mais ainda: União Soviética, China, Romênia, Cuba, Coreia do Norte, etc. e etc., e o PT, que na prática nem anticapitalista foi.

Já as mulheres apanham dos homens (e os animais apanham dos homens e de muitas mulheres também, mas isso é outra história e não pode ter lugar neste post). Por isso consideramos tão importante uma iniciativa como The Feminist Press; por isso temos tanto orgulho de representar esta quarentona – 45 anos, mais em forma do que nunca. FP é a mais antiga editora independente de mulheres em todo o mundo com uma jovem equipe que atua com entusiasmo e brilho. Uma inegável contribuição para disseminar a ideia do feminismo e conscientizar as mulheres de sua situação e seus direitos.

Ainda vamos falar muito da Feminist Press neste blog. De cada um de seus livros. Estamos loucas para divulgar SLUT, um livro feito graças a um impressionante trabalho de crowd funding para conscientizar meninos e meninas, pais e professores, da maldade, da grosseria, da injustiça que é classificar uma adolescente de “piranha”, das consequências desse rótulo na vida de uma mulher. Do absurdo que é a sociedade ficar fiscalizando a maneira como as jovens conduzem suas vidas sexuais, enquanto para os rapazes qualquer trepada é motivo de aplauso e admiração.

Por enquanto, vamos somente reproduzir uma carta de Jennifer Baumgardner, diretora da FP, pedindo apoio de seus leitores para a editora. Quem contribuir com cem dólares ou mais vai ganhar uma sacola ecológica com o logo FP45. Tudo a ver: para as mulheres, ter orgulho da própria idade é libertação.

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Dear Luciana,

At 45, the Feminist Press is the longest-running independent women’s publisher in the world. Our staff is young and vibrant, our books are relevant as ever, and we plan to continue transforming culture for at least the next 45 years with your help!

Support feminist thinkers, doers, and books that change the world with a contribution of $5, $25, $45, $250, or $450.

And if you support us today with a gift of $100 or more, you will receive a limited-edition tote bag, proudly embellished with our special “FP45” logo. Let’s wear our age like the badge of honor it is!

Thank you,

Jennifer Baumgardner

Executive Director

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