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Cresci vendo meu sobrenome governar e aprendi em casa a pensar a política e seus valores a partir da perspectiva tucana. Mais tarde, na época em que cursei Direito, participei durante um ano e meio do PETJur, programa de pesquisa financiado pelo governo petista e coordenado e frequentado por professores e alunos mais petistas ainda. A pauta ali era o estudo da formação histórico constitucional do Brasil, e nesse período aprendi a valorizar o governo Lula, entender sua importância sócio política e a relevância de seu papel num quadro histórico absolutamente oligárquico. Agora, depois de quatro anos de governo Dilma, doze de PT no poder, não identifico oligarquia maior do que a instaurada por eles. Questiono se toda essa gente petista não tem receio do atentado à democracia que é a permanência no poder de um mesmo partido por 16 anos seguidos, principalmente num regime democrático tão jovem como o nosso. E digo isso não porque é o PT no poder; diria o mesmo fosse o PSDB ou qualquer outro partido que abocanhasse o mais alto cargo do país como se um trono fosse e o transformasse no lamaçal de mentiras, chantagens, roubos e corrupções que vemos hoje.

Até este momento, porém, apesar de minha revolta e resistência a tamanha afronta, tinha decidido me manter quieta, quase imparcial diante da guerra eleitoral que se instituiu nessas eleições. Não me meti e continuo não querendo me meter em nenhuma das acaloradas discussões entre petistas e psdbistas, em grande parte insufladas pelas campanhas sujas e mentirosas dos marqueteiros do poder. Que dificuldade para largar o osso, que indulgência para com a corrupção e a inversão de valores e princípios fundamentais. A ânsia grosseira e mentirosa com que o PT agarra o poder, a deslealdade com o país e a forma como usam qualquer tipo de arma para se manterem no controle do Estado me dão certo medo, admito. Temo por meus direitos, por minhas possibilidades de escolha, pela desmoralização da política e a domesticação dos movimentos sociais, como bem coloca Tojal no texto ali embaixo. Projeto de Reich de mil anos instalado no seio de uma suposta democracia.

Votarei em Aécio nestas eleições não por acreditar que ele seja o oposto de tudo o acima posto, pois infelizmente não tenho indícios para tal. Também não votarei nele por opção; ele não representa a mudança que desejo em nossa política. Votarei em nome da alternância de poder, em nome da lealdade e do respeito ao povo brasileiro. E aqui concordo inteiramente com Eduardo Moreira, autor da VBM com cujas ideias tendo a me identificar; apesar de não se sentir representado por nenhuma das duas partes opostas, ele desistiu de anular seu voto para não perder o direito de ser oposição. Assim também eu o farei.

Anna Luiza Cardoso

O voto de Eduardo Moreira: https://www.youtube.com/watch?v=ZCuu4SHpNgs

Texto de Altamir Tojal: http://www.vbmlitag.com.br/blog/?p=79

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